🎧 Aulas do edital · Ética e Cidadania
Ética e Moral · Princípios e Valores · Ética e Função Pública
Dizer que ética e moral são sinônimos parece óbvio, mas é exatamente onde a banca aplica a pegadinha mais repetida do assunto.
Seu alvo nesta aula: Ética e moral · Ética, princípios e valores · Ética e função pública: integridade
Veja a estrutura antes que a banca embaralhe
Ética, moral e integridade: não aceite o rótulo
Mapa visual de Ética e Moral · Princípios e Valores · Ética e Função Pública: Conjunto concreto de costumes, regras e condutas que um grupo considera corretas em determinado momento. Muda de cultura para cultura e de época para época. “Mores” = costumes.
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No exemplo do cunhado nomeado para cargo de confiança, o áudio afirma que a nomeação foi considerada ilegal, por violar norma expressa que proíbe nomear parentes.
Marque C ou E antes de abrir o comentário.
O detalhe derruba muita gente.
Errado. O áudio diz que a nomeação era legal (não havia lei proibindo), mas imoral, podendo cair mesmo sem violar a lei.
Por que essa é a pegadinha?
O enunciado pergunta o que foi afirmado no áudio. O exemplo contrapõe legalidade e moralidade: cumprir requisitos formais não esgota a análise de um ato. Não interprete o exemplo como autorização jurídica para nomear parentes; situações reais exigem observar também a Súmula Vinculante 13 do STF.
4 regras que podem virar pegadinha
- 01
Moral é o conjunto de costumes de um grupo numa época; ética é a reflexão filosófica sobre esses costumes.
- 02
A escada normativa segue a ordem: valor, depois princípio, depois norma concreta.
- 03
É possível cumprir a lei ao pé da letra e ainda agir de forma antiética, ferindo o espírito da norma.
- 04
Integridade pública exige coerência entre discurso e prática, mesmo sem fiscalização.
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Item 01
Ética é a reflexão sobre os fundamentos da conduta, e moral é o conjunto de costumes de um grupo em certa época.
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Gabarito: Certo
É exatamente a divisão entre teoria (ética) e prática (moral) explicada no episódio.
"Primeira: "Ética é a reflexão sobre os fundamentos da conduta, e moral é o conjunto de costumes de grupo em certa época"."
É exatamente a divisão entre teoria (ética) e prática (moral) explicada no episódio.
"Primeira: "Ética é a reflexão sobre os fundamentos da conduta, e moral é o conjunto de costumes de grupo em certa época"."
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Item 02
Moral é universal e imutável, enquanto ética varia de cultura para cultura.
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Gabarito: Errado
Os papéis estão invertidos: quem muda de cultura e época é a moral; a ética busca fundamentos mais estáveis.
"moral é universal e imutável, enquanto ética varia de cultura pra cultura"
Os papéis estão invertidos: quem muda de cultura e época é a moral; a ética busca fundamentos mais estáveis.
"moral é universal e imutável, enquanto ética varia de cultura pra cultura"
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Item 03
Valores como honestidade e justiça fundamentam princípios, que por sua vez orientam normas concretas de conduta.
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Gabarito: Certo
É a escada completa na ordem correta: valor, princípio e, por último, norma concreta.
"valores como honestidade e justiça fundamentam princípios, que por sua vez orientam normas concretas de conduta"
É a escada completa na ordem correta: valor, princípio e, por último, norma concreta.
"valores como honestidade e justiça fundamentam princípios, que por sua vez orientam normas concretas de conduta"
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Item 04
Um servidor que cumpre rigorosamente todas as normas legais é, por definição, um servidor íntegro.
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Gabarito: Errado
É possível cumprir a letra da lei e ainda ferir o espírito da norma; integridade não se confunde com mera legalidade.
"um servidor que cumpre rigorosamente todas as normas legais é, por definição, um servidor íntegro"
É possível cumprir a letra da lei e ainda ferir o espírito da norma; integridade não se confunde com mera legalidade.
"um servidor que cumpre rigorosamente todas as normas legais é, por definição, um servidor íntegro"
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Item 05
Ética e moral são a mesma coisa, dois nomes bonitos para a mesma ideia de fazer o bem.
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Gabarito: Errado
Uma é teoria (ética) e a outra é prática (moral); tratar as duas como sinônimos é o erro mais repetido do assunto.
""Ética e moral são a mesma coisa, dois nomes bonitos pra mesma ideia de fazer o bem"."
Uma é teoria (ética) e a outra é prática (moral); tratar as duas como sinônimos é o erro mais repetido do assunto.
""Ética e moral são a mesma coisa, dois nomes bonitos pra mesma ideia de fazer o bem"."
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Britto, deixa eu te ler uma frase que caiu numa prova, sem falar se é certo ou errado. Escuta só. "Ética e moral são a mesma coisa, dois nomes bonitos pra mesma ideia de fazer o bem".
Hum... Cuidado com essa! Cuidado como assim?
Pra mim soa até óbvio. Todo mundo usa uma palavra ou outra no dia a dia e ninguém morre por isso. Pois é exatamente aí que a banca te pega.
Guarda essa frase, porque a gente só vai dar o gabarito dela lá no fim do bloco. Ah, isso não vale, hein? Vale, sim.
Hoje a gente separa teoria de prática, princípio de valor e fecha explicando o que é um servidor público ser íntegro de verdade. No fim, essa frase volta e você mesma vai saber gabaritar ela. Tá, combinado!
Então, começa pelo básico: qual é a diferença real entre ética e moral? As duas palavras já nascem separadas. Ética vem do grego ethos, que é a raiz grega de ética, ligada a caráter.
Moral vem do latim mores, raiz latina de moral, ligada a costumes. Grego pensa, latim registra? Isso!
Moral é o conjunto concreto de costumes, regras e condutas que um grupo considera corretas em determinado momento histórico. Muda de cultura pra cultura, de época pra época. E ética não muda?
Ética é a reflexão filosófica sobre essa moral. Ela não diz "faça isso". Ela pergunta: "Por que isso é certo?
O que fundamenta essa regra?" É a teoria. A moral é a prática que ela analisa. Pera aí, deixa eu tentar de outro jeito.
A moral seria tipo o manual de conduta de um lugar específico, e a ética seria quem fica perguntando se aquele manual faz sentido? Exatamente isso. E é aqui que mora a pegadinha clássica.
Deixa eu adivinhar, a banca troca os rótulos. Na mosca! Ela apresenta a definição de ética, reflexão, teoria, universal e chama de moral.
Ou o contrário, mostra moral, regras práticas de um grupo específico e chama de ética. E como eu descubro qual é qual na hora da prova? Você não confia no rótulo que a questão te dá.
Você lê a definição e pergunta: "Isso tá falando de costume concreto de um grupo ou de uma reflexão sobre o porquê da regra?" A primeira é moral, a segunda é ética. Simples assim. Beleza.
Agora entra outra confusão que sempre me pega. Valor e princípio. Pra mim, sempre pareceu a mesmo coisa também.
Também não são. Deixa eu te dar uma imagem que resolve isso de uma vez. Pensa numa rotatória de BR.
Você de PRF ali e tem uma placa mandando reduzir para sessenta quilômetros por hora bem antes da curva. Tô vendo a cena. Por que que essa placa existe?
Porque tem um princípio por trás: dirigir com prudência. E por que que a prudência importa? Porque tem um valor lá no fundo.
Chegar vivo. Segurança da vida. Ah, então é tipo uma escada.
Primeiro vem o valor, que é o que eu considero bom. Isso. Depois o princípio, que é a diretriz geral que nasce desse valor.
Continua. E só lá embaixo vem a norma concreta, tipo a placa dizendo "sessenta quilômetros por hora" naquela curva específica. Fechou.
Valor, princípio, norma. O valor não te diz o número da velocidade. O princípio não te diz o número da velocidade.
Só a norma desce ao caso concreto. E essa mesma escada, vale pro serviço público? Vale.
E é exatamente essa lógica que estrutura o código de ética do servidor. Ele traz deveres como zelo, decoro, urbanidade, lealdade à instituição. Tudo isso são normas concretas que decorrem de princípios como probidade e de valores como honestidade.
Deixa eu fazer o papel de advogada do diabo aqui. Se esse código já lista os deveres, pra que eu preciso entender valor e princípio? Decoro é o dever, ponto.
Porque nem toda situação nova já tá escrita no código. Imagina um servidor descobrindo uma brecha que a letra da lei não previu? Tipo um vácuo na regra.
Isso. Se ele só entende regra, ele acha que pode usar a brecha, porque tecnicamente não tá proibido. Se ele entende o princípio por trás, probidade, lealdade, ele sabe que usar aquele vácuo em proveito próprio já fere o espírito da coisa, mesmo sem ferir a letra.
E isso me leva direto pra outra confusão que sempre aparece. Integridade é a mesma coisa que legalidade? Não.
E essa é a pegadinha mais séria do bloco inteiro. Manda. Integridade pública é a coerência entre discurso e prática do agente.
Agir com honestidade, transparência e responsabilidade, mesmo quando ninguém tá fiscalizando. É o oposto de usar o cargo em proveito próprio ou de terceiros. Mas se ninguém tá vendo e ele cumpre a lei igual, ele já não é íntegro por definição?
Aqui que mora o pulo do gato. É possível cumprir a lei ao pé da letra e ainda agir de forma antiética. Usar uma brecha formal dentro da lei só pra beneficiar interesse pessoal.
Então dá pra ser cem por cento legal e zero por cento íntegro? Dá. Porque cumprir a lei ao pé da letra não é o mesmo que ter espírito da norma.
A integridade cobra os dois, não só a letra. Espera, repete isso porque acho que é a frase que resolve metade das questões desse assunto. Cumprir a lei ao pé da letra não é o mesmo que ter espírito da norma.
A integridade cobra os dois, não só a letra. Guardado. Então, quando a questão disser: "Ser ético é apenas obedecer às leis..." Está errada.
A ética é mais ampla que a legalidade. Ela envolve princípios e valores que a lei muitas vezes nem alcança. Decoro, lealdade, transparência voluntária.
Beleza, bora pro quadro de como isso cai na prova. Primeira: "Ética é a reflexão sobre os fundamentos da conduta, e moral é o conjunto de costumes de grupo em certa época". Certo ou errado?
Certo. É exatamente a divisão, teoria e prática, que a gente viu. Segunda: "Moral é universal e imutável, enquanto ética varia de cultura pra cultura".
Errado. Inverteram os papéis. Quem muda de cultura e época é a moral.
A reflexão ética é que busca fundamentos mais estáveis. Terceira: "Valores como honestidade e justiça fundamentam princípios que, por sua vez, orientam normas concretas de conduta". Certo.
É a escada inteira. Valor, princípio, norma, na ordem certa. Quarta, e essa é maldosa: "Um servidor que cumpre rigorosamente todas as normas legais é, por definição, um servidor íntegro".
Errado. Já vimos, dá pra cumprir a letra e ferir o espírito da norma. Integridade não se confunde com mera legalidade.
Show! Bora fechar com os pontos pra levar? Primeiro ponto: moral é prática.
O costume concreto de um grupo numa época. Ética é teoria. A reflexão sobre por que aquele costume se sustenta?
Segundo: a escada não muda de ordem. Valor primeiro, o que eu considero bom. Princípio depois, a diretriz geral.
Norma por último, a conduta exigida no caso concreto. É a mesma lógica da placa de sessenta na curva. Terceiro: integridade exige letra e espírito da norma juntos.
Cumprir lei sem espírito ainda pode ser antiético. Beleza, e agora o gabarito daquela frase lá do início: "Ética e moral são a mesma coisa, dois nomes bonitos para a mesma ideia". Errada.
Uma é teoria, a outra é prática. Sempre que a questão trocar reflexão por costume entre ética e moral, ou disser que legalidade equivale automaticamente à integridade, desconfie. São as duas armadilhas mais repetidas desse assunto.
Agora eu já sei gabaritar. Já sabe. Próxima vez que aparecer essa frase bonita, trocando as duas, você lê com atenção antes de aceitar o rótulo.
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