🎧 Aulas do edital · Informática

Proteção, segurança da informação e computação na nuvem

Descobrir se uma praga digital age sozinha ou precisa de um clique humano decide se o item da prova é vírus ou worm.

Tópico do edital: Conceitos de proteção e segurança · Computação na nuvem (cloud computing)

Aula 3 de 3 de Informática · áudio de 14:20 · narração Profa. Ana · leitura de 7 min

Informática Peso no edital ★★★☆☆ Transcrição completa

Aula narrada · 14:20 · Profa. Ana

Proteção, segurança da informação e computação na nuvem

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O que cai na prova, direto ao ponto

  1. 01

    Vírus precisa de hospedeiro e execução humana para se propagar; worm se espalha sozinho pela rede.

  2. 02

    Trojan se disfarça de programa útil e não se autorreplica, diferente de vírus e worm.

  3. 03

    Ransomware criptografa arquivos e cobra resgate; é o malware mais cobrado atualmente.

  4. 04

    Antivírus remove código malicioso, firewall controla tráfego por regra, e nenhum faz o trabalho do outro.

  5. 05

    Nas nuvens IaaS, PaaS e SaaS a responsabilidade do cliente diminui conforme sobe o nível de serviço.

Simulado relâmpago · estilo CEBRASPE

Você já domina isso? Julgue 5 itens antes de continuar.

Mesmo formato Certo/Errado da prova. Resposta e comentário na hora — sem esperar gabarito oficial.

  • Item 01

    Vírus de computador se propaga automaticamente pela rede sem necessidade de execução por parte do usuário.

    toque em C ou E

    Ver gabarito e comentário

    Gabarito: Errado

    A propagação automática sem execução é característica do worm; o vírus depende de um hospedeiro e da execução pelo usuário.

    "Vírus de computador se propaga automaticamente pela rede sem necessidade de execução por parte do usuário"

  • Item 02

    Phishing é um tipo de vírus que se instala no computador para roubar senha.

    toque em C ou E

    Ver gabarito e comentário

    Gabarito: Errado

    Phishing não é malware; é fraude por engenharia social que engana a pessoa, não infecta o sistema.

    "Phishing é um tipo de vírus que se instala no computador pra roubar senha"

  • Item 03

    O firewall controla o tráfego de entrada e saída da rede com base em regras predefinidas.

    toque em C ou E

    Ver gabarito e comentário

    Gabarito: Certo

    Firewall filtra pacotes e portas conforme regras estabelecidas, controlando o tráfego de entrada e saída, sem remover malware já instalado.

    "Firewall controla o tráfego de entrada e saída com base em regra"

  • Item 04

    Keylogger e screenlogger são tipos de spyware, um registrando o que é digitado e o outro o que aparece na tela.

    toque em C ou E

    Ver gabarito e comentário

    Gabarito: Certo

    Spyware é o espião que coleta informação sem consentimento; keylogger e screenlogger são duas variantes dele, cada uma capturando um tipo de dado.

    "Keylogger e screenlogger são dois tipos dele: um grava o que você digita, o outro captura o que aparece na tela"

  • Item 05

    Na nuvem pronta para uso, o cliente é responsável por desenvolver e gerenciar a plataforma de execução das aplicações.

    toque em C ou E

    Ver gabarito e comentário

    Gabarito: Errado

    No SaaS o software já vem pronto para uso; gerenciar a plataforma de desenvolvimento é característica do PaaS, a nuvem pra programar.

    "o cliente é responsável por desenvolver e gerenciar a plataforma de execução das aplicações"

Transcrição completa desta aula (leitura opcional)

Propagação automática pela rede, infectando outras máquinas, sem que o usuário precise fazer nada. Isso é vírus de computador. Certo ou errado?

Certo. Errado. Peraí... eu jurava que era isso.

Isso não é a definição de vírus? É worm. A palavra que resolve o item inteiro é automática.

Uhum. Vírus só se espalha se alguém executar. Ele precisa de um hospedeiro — um arquivo ao qual se anexa pra agir.

Sem esse clique, sem essa execução, ele não sai do lugar. E o worm não precisa de nada disso? Nada.

Ele anda sozinho, explora vulnerabilidade da rede, se multiplica sem clique — e por isso derruba banda de um jeito que vírus comum nunca derruba. A banca adora trocar os dois: descreve o comportamento autônomo e chama de vírus, ou descreve a dependência de execução e chama de worm. Tá, então bora resolver isso de vez: pragas, defesas e nuvem — no fim você vai saber exatamente qual palavra derruba o item.

Pensa numa ficha criminal de golpista de estrada. Cada praga digital é um criminoso com um jeito de agir só dele — o vírus é o clandestino que só se move se alguém der carona, o worm anda sozinho pela pista. E o trojan?

Viaja disfarçado de carga legítima. Se passa por programa útil, o usuário instala por vontade própria, e só depois a função maliciosa aparece. Diferente do vírus, ele não se autorreplica.

Então é só disfarce, não é praga que se multiplica sozinha. Isso. E o tal do spyware?

Isso eu sempre confundo com keylogger, é... quem grava o quê mesmo? Spyware é o espião — coleta informação sem consentimento. Keylogger e screenlogger são dois tipos dele: um grava o que você digita, o outro captura o que aparece na tela.

Uhum. Então keylogger é tipo de spyware, não é sinônimo. Exatamente.

E o que mais cai hoje em dia, sem dúvida, é o— —ransomware. Ia falar isso. Sequestra os arquivos da vítima, criptografa tudo, e cobra resgate, geralmente em criptomoeda, pra devolver o acesso.

É o que mais aparece na prova porque é o que mais aparece no noticiário. Junta um bando de máquina infectada, com bot instalado, controle remoto ligado, e você tem o exército de zumbis. Serve pra ataque de negação de serviço em massa — muita máquina, um só invasor puxando o fio.

Bot então é o programa que dá esse controle remoto, e botnet é o conjunto de máquina infectada. Isso. E cadê o phishing nisso tudo?

Sempre bato o olho e chamo de vírus. Erro clássico. Phishing não é malware, é engenharia social — o golpista se passa por banco, por órgão público, por empresa, pra te convencer a entregar dado sigiloso ou clicar num link.

Ele engana a pessoa, não o sistema. É o falso fiscal parando você na pista. É... hã, e tem uma variação que engana sem nem precisar de email: o pharming.

Ele mexe no DNS — você digita o endereço certo, e mesmo assim cai num site falso. Peraí, então o phishing engana pelo conteúdo e o pharming engana redirecionando o tráfego? Exatamente essa a diferença.

E quem prende esses caras? Quem segura a fila no posto? Aí entra o antivírus.

Ele detecta, bloqueia e remove código malicioso comparando assinatura conhecida ou analisando comportamento suspeito. Vírus, worm, trojan — ele mira todo mundo que já tentou entrar. Boa.

Ele impede acesso indevido pela rede também? Não. Essa não é função dele — é do firewall.

Uhum. Firewall controla o tráfego de entrada e saída com base em regra. Ele decide quem passa pela cancela, filtra pacote, filtra porta — mas não abre o arquivo pra procurar vírus lá dentro.

E o antispyware é só um antivírus com outro nome? Não, é ferramenta específica pra achar espião — complementa o antivírus, que nem sempre foca nesse tipo de praga. E o túnel que todo mundo usa pra trabalhar de casa? vêpêene, rede privada virtual.

Cria um túnel criptografado entre o seu aparelho e a rede de destino, garante confidencialidade do dado em trânsito e ainda mascara seu IP real. É a escolta blindada da informação na estrada. E a banca ama trocar essas três funções entre si.

Ama. Diz que firewall remove vírus, que antivírus criptografa tráfego, que o túnel bloqueia porta. Nenhuma ferramenta faz o trabalho da outra.

E onde é que isso tudo mora hoje em dia... é, ninguém mais tem servidor debaixo da mesa, né? Mora na nuvem.

Processamento, armazenamento, software — tudo entregue como serviço, pela internet, sob demanda, sem você precisar comprar nem manter máquina física. Tem três jeitos de contratar isso, né? Três. iaas é a nuvem crua — servidor e armazenamento virtualizado, você monta o resto. paas é a nuvem pra programar — ambiente pronto pra você desenvolver e rodar sua própria aplicação. saas é a nuvem pronta pra usar — aplicativo pronto, você só abre o navegador, tipo webmail.

Uhum. Crua, pra programar, pronta pra usar — cru vira pronto conforme sobe de nível. É exatamente essa escada.

E além do jeito de contratar, tem o jeito de dividir, né? Público, privado... Pública é recurso compartilhado entre vário cliente, oferecido por terceiro.

Privada é infraestrutura exclusiva de uma organização só. Híbrida mistura as duas, e comunitária é dividida entre organização com interesse em comum. —peraí, então se o item chama de nuvem pública uma infraestrutura exclusiva de uma empresa, tá errado — porque pública fala de compartilhar o recurso, não de estar exposta. Isso.

O termo fala do compartilhamento do recurso, não da ausência de segurança. Então bora testar isso na prática? Bora.

Vírus de computador se propaga automaticamente pela rede sem necessidade de execução por parte do usuário. Errado. Isso é worm — vírus depende de execução do hospedeiro.

AUTOMÁTICA é a palavra que resolve o item inteiro, hoje e sempre. Automática. Automática.

Phishing é um tipo de vírus que se instala no computador pra roubar senha. Errado. Phishing não infecta nada — é fraude por engenharia social.

Ele engana a pessoa, o sistema nem percebe. O firewall tem como função primária identificar e eliminar vírus já instalado no computador. Errado.

Isso é papel do antivírus. Firewall controla tráfego, não remove praga que já entrou. No a nuvem pronta pra usar, o cliente é responsável por desenvolver e gerenciar a plataforma de execução das aplicações.

Errado. No a nuvem pronta pra usar o software já vem pronto pro uso. Gerenciar plataforma de desenvolvimento é coisa de a nuvem pra programar.

Quatro pra quatro, todo mundo errado — e olha que a ficha criminal parecia casar direitinho com a prova. É exatamente por isso que ela cobra assim: parece igual, mas a peça errada é sempre uma palavrinha. Então recapitulando: vírus precisa de execução, um hospedeiro pra se agarrar.

Worm anda sozinho, explora vulnerabilidade, consome banda sem clique nenhum. Spyware espiona, keylogger grava tecla, screenlogger grava tela. Rensomuér sequestra arquivo e cobra resgate — hoje é o mais cobrado, porque é o mais manchete.

Firewall controla tráfego, antivírus remove código malicioso, antispyware mira espião, o túnel seguro criptografa o caminho. E na nuvem: crua é infraestrutura, pra programar é ambiente de desenvolvimento, pronta pra usar é aplicativo fechado. Pública divide recurso, privada não divide com ninguém.

Lembra lá no começo? Automática pela rede, sem precisar de execução. Isso nunca foi vírus.

Sempre foi worm.

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