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Transformação digital: IoT, big data e IA

Um smartphone comum não conta como exemplo de Internet das Coisas na prova, e entender por que evita um erro clássico.

Tópico do edital: Transformação digital

Aula 2 de 3 de Informática · áudio de 13:10 · narração Prof. Brito · leitura de 6 min

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Transformação digital: IoT, big data e IA

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O que cai na prova, direto ao ponto

  1. 01

    IoT é objeto do dia a dia que ganha sensor e conexão e age sozinho, sem intervenção direta da pessoa.

  2. 02

    Big Data não é sobre armazenar muito dado, e sim sobre processar volume, velocidade e variedade.

  3. 03

    Inteligência Artificial é a área mais ampla; aprendizado de máquina é subcampo dela; aprendizado profundo é técnica dentro do ML.

  4. 04

    Computação móvel operada por uma pessoa não é exemplo de IoT, mesmo com sensores e conexão constante.

Simulado relâmpago · estilo CEBRASPE

Você já domina isso? Julgue 5 itens antes de continuar.

Mesmo formato Certo/Errado da prova. Resposta e comentário na hora — sem esperar gabarito oficial.

  • Item 01

    Um smartphone comum usado por uma pessoa é exemplo típico de Internet das Coisas.

    toque em C ou E

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    Gabarito: Errado

    É exemplo de computação móvel; falta o traço de IoT, que é o objeto agir sozinho sem intervenção direta da pessoa.

    "Um smartphone comum usado por uma pessoa é exemplo típico de Internet das Coisas"

  • Item 02

    Big Data se caracteriza principalmente pelo grande volume de dado armazenado num servidor.

    toque em C ou E

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    Gabarito: Errado

    O essencial do conceito é a capacidade de processar e extrair informação útil do volume de dado, não apenas armazená-lo.

    "Big Data se caracteriza principalmente pelo grande volume de dado armazenado num servidor"

  • Item 03

    O aprendizado de máquina é uma área mais ampla que contém a inteligência artificial.

    toque em C ou E

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    Gabarito: Errado

    É o contrário: a inteligência artificial é a área ampla que contém o aprendizado de máquina, e este contém o aprendizado profundo.

    "O aprendizado de máquina é uma área mais ampla que contém a inteligência artificial"

  • Item 04

    Um sensor de porta que detecta abertura e envia alerta sozinho para um aplicativo é exemplo de Internet das Coisas.

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    Gabarito: Certo

    O sensor coleta dado do ambiente e reporta sem comando humano direto, traço exato da Internet das Coisas.

    "Um sensor de porta que detecta abertura e envia alerta sozinho pra um aplicativo é exemplo de Internet das Coisas"

  • Item 05

    O conceito de Big Data é comumente descrito pelos três V's: volume, velocidade e variedade dos dados.

    toque em C ou E

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    Gabarito: Certo

    O material cobra os três V's clássicos, volume, velocidade e variedade, como pilares do conceito de Big Data.

    "Volume, que é a quantidade; Velocidade, que é a rapidez com que o dado chega e precisa ser tratado; e Variedade"

Transcrição completa desta aula (leitura opcional)

Brito, confissão feia: toda vez que eu quero dar exemplo de IoT numa redação de repente, eu falo do meu celular. Ele tá conectado o dia inteiro, will manda notificação sozinho... não é isso? É a confissão mais comum que existe.

E é exatamente onde a banca te pega. Então não vale? Mas ele tá o tempo todo na internet, tem sensor de digital, tudo.

Guarda essa dúvida. Hoje a gente separa três siglas que a Cebraspe adora misturar de propósito: a IoT, o Big Data e a IA. Cada uma resolve um problema diferente, e no fim eu te devolvo essa pergunta do celular.

Manda. Internet das Coisas é a ideia de objeto do dia a dia — geladeira, relógio, sensor de porta — ganhar conexão e trocar dado sozinho, sem alguém digitando comando. Tá, mas isso ainda parece meu celular pra mim.

Aí que mora o pulo do gato. Imagina um pórtico de leitura de placa, daqueles fixados numa rodovia. Ah, pode mandar essa cena.

O carro passa, o pórtico fotografa a placa, calcula a velocidade, e se for placa de veículo roubado ele já dispara o alerta pra central. Sem ninguém apertando botão. Sem ninguém apertando botão.

Ele coleta o dado do ambiente e age SOZINHO. Isso é o traço de IoT. Sozinho?

Sozinho. Peraí, então o meu celular fica de fora porque tem uma pessoa usando ele, tipo, eu que decido rolar a tela? Isso.

Celular sendo operado por uma pessoa é computação móvel. O objeto de IoT é o que não é computador, ganhando sensor e conexão sem intervenção direta. Ah, então é por isso que o exemplo certo é tipo geladeira que avisa sozinha que o leite acabou, e não o meu Instagram.

Exato. E é literalmente essa troca que a prova adora fazer: descrever um smartphone comum e chamar de exemplo de IoT. Beleza, risquei o celular da lista.

E o pórtico, ele gera dado o tempo todo, né? Milhares de placa por dia. Exatamente aí que entra a segunda peça.

Todo esse volume de foto, placa e horário que o pórtico solta precisa ir pra algum lugar que aguente. E esse lugar é o Big Data? É a ideia.

Big Data é o conjunto de tecnologia pra lidar com volume de dado grande demais, rápido demais ou variado demais pro banco de dado tradicional aguentar. Vou fazer advogada do diabo aqui: pra que eu preciso separar isso? No fim é só um monte de dado guardado num servidor, não é?

É exatamente o erro que a banca quer que você cometa. Guardar é fácil, qualquer HD guarda. O difícil é processar aquele volume a tempo de virar informação útil.

Tipo o pórtico gerando placa por segundo e alguém tendo que achar a roubada no meio de milhão de registro. Isso. E o material costuma explicar Big Data pelos V's: Volume, que é a quantidade; Velocidade, que é a rapidez com que o dado chega e precisa ser tratado; e Variedade, foto misturada com planilha, texto livre, tudo junto.

Só três? Achei que tinha mais letra. Alguns autores acrescentam Veracidade e Valor, mas os três clássicos que a prova cobra são esses.

E de novo: o essencial não é o armazenamento, é a capacidade de extrair informação daquele monte de dado. Então se a questão disser 'Big Data é apenas ter muito dado guardado'... Errado.

Falta a parte de processar e gerar informação útil, que é o coração do conceito. Fechado. Guardei.

E aí quem faz esse processamento inteligente, decide se a placa é roubada mesmo? Essa aí. Isso é trabalho de inteligência artificial.

IA é a área da computação que tenta fazer a máquina executar tarefa que normalmente exigiria raciocínio humano: reconhecer imagem, entender fala, decidir. Tipo reconhecer que aquela sequência de letra e número bate com o carro roubado. Exatamente essa tarefa.

E dentro de IA tem um subcampo chamado aprendizado de máquina, o ML, em que o sistema aprende padrão a partir de dado em vez de seguir regra fixa escrita por programador. E o tal aprendizado profundo, o DL, entra onde? Aprendizado profundo é uma técnica de aprendizado de máquina baseada em rede neural com várias camada.

É mais específico ainda. Pera, repete a ordem pra eu gravar direito. IA é a mais ampla, contém o aprendizado de máquina, que contém o aprendizado profundo.

IA maior, ML no meio, DL mais específico dentro do ML. E a banca inverte isso? Sempre.

Ela gosta de dizer que IA é subárea de ML, ou que ML é subárea de DL. É só lembrar do pórtico: primeiro existe a área grande, que é pensar como humano; dentro dela, a técnica de aprender com dado; dentro dessa técnica, a rede neural de várias camadas. Consegui ver as três coisas grudadas agora: o pórtico com sensor faz a IoT, o monte de foto e placa vira o Big Data, e o sistema que reconhece o padrão e decide alertar é a IA.

É a transformação digital resumida numa cena só. Sensor gera volume e velocidade de dado, isso vira Big Data, e algoritmo de IA extrai o padrão que interessa. Bora pro quadro, então.

Eu leio, você dá gabarito. Manda. Um smartphone comum usado por uma pessoa é exemplo típico de Internet das Coisas.

Errado. É computação móvel; falta o objeto agir sozinho, sem intervenção direta da pessoa. Big Data se caracteriza principalmente pelo grande volume de dado armazenado num servidor.

Errado. O essencial é processar e extrair informação útil, não só guardar. O aprendizado de máquina é uma área mais ampla que contém a inteligência artificial.

Errado, inverteu a ordem. IA é que contém o ML. Um sensor de porta que detecta abertura e envia alerta sozinho pra um aplicativo é exemplo de Internet das Coisas.

Certo. Coleta dado do ambiente e reporta sem comando humano direto — é o traço exato de IoT. Fechando os três pontos pra levar.

Primeiro: IoT é objeto do dia a dia ganhando conexão e agindo sozinho. Segundo: Big Data não é o tamanho do armazenamento, é a capacidade de processar volume, velocidade e variedade de dado. E terceiro: IA é a área ampla, o ML é o subcampo que aprende com dado, o DL é a técnica mais específica dentro dele.

E lembra do nosso pórtico: sensor é IoT, o banco de foto e placa é Big Data, o reconhecimento que decide alertar é IA. Então, voltando pro início: meu celular... Seu celular não entra.

Ele só age quando você decide agir. O pórtico age sozinho — esse é que é o exemplo de IoT. Prova pra levar então: celular fora, geladeira e sensor dentro.

E cuidado com essa troca de 'subárea de' entre IA, ML e DL. É exatamente o pacote de pegadinha que a Cebraspe usa. Guarda o pórtico na cabeça e não erra mais isso.

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