🎧 Aulas do edital · Informática

Transformação Digital

Um smartphone comum não conta como exemplo de Internet das Coisas na prova, e entender por que evita um erro clássico.

Seu alvo nesta aula: Transformação digital

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Veja a estrutura antes que a banca embaralhe

Transformação digital no pórtico da rodovia

Mapa visual de Transformação Digital: O carro passa. O pórtico fotografa a placa, calcula a velocidade e pode disparar um alerta. Uma única cena conecta IoT, Big Data e IA — cada tecnologia resolve uma etapa diferente.

Infográfico sobre Transformação Digital, com foco em a cena completa, 1 · iot coleta e age, não confunda.

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4 regras que podem virar pegadinha

  1. 01

    IoT é objeto do dia a dia que ganha sensor e conexão e age sozinho, sem intervenção direta da pessoa.

  2. 02

    Big Data não é sobre armazenar muito dado, e sim sobre processar volume, velocidade e variedade.

  3. 03

    Inteligência Artificial é a área mais ampla; aprendizado de máquina é subcampo dela; aprendizado profundo é técnica dentro do ML.

  4. 04

    Computação móvel operada por uma pessoa não é exemplo de IoT, mesmo com sensores e conexão constante.

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Agora é sem consulta · 5 itens C/E

Uma palavra muda o gabarito. Você percebe?

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  • Item 01

    Um smartphone comum usado por uma pessoa é exemplo típico de Internet das Coisas.

    Ver gabarito e comentário

    Gabarito: Errado

    É exemplo de computação móvel; falta o traço de IoT, que é o objeto agir sozinho sem intervenção direta da pessoa.

    "Um smartphone comum usado por uma pessoa é exemplo típico de Internet das Coisas"

  • Item 02

    Big Data se caracteriza principalmente pelo grande volume de dado armazenado num servidor.

    Ver gabarito e comentário

    Gabarito: Errado

    O essencial do conceito é a capacidade de processar e extrair informação útil do volume de dado, não apenas armazená-lo.

    "Big Data se caracteriza principalmente pelo grande volume de dado armazenado num servidor"

  • Item 03

    O aprendizado de máquina é uma área mais ampla que contém a inteligência artificial.

    Ver gabarito e comentário

    Gabarito: Errado

    É o contrário: a inteligência artificial é a área ampla que contém o aprendizado de máquina, e este contém o aprendizado profundo.

    "O aprendizado de máquina é uma área mais ampla que contém a inteligência artificial"

  • Item 04

    Um sensor de porta que detecta abertura e envia alerta sozinho para um aplicativo é exemplo de Internet das Coisas.

    Ver gabarito e comentário

    Gabarito: Certo

    O sensor coleta dado do ambiente e reporta sem comando humano direto, traço exato da Internet das Coisas.

    "Um sensor de porta que detecta abertura e envia alerta sozinho pra um aplicativo é exemplo de Internet das Coisas"

  • Item 05

    O conceito de Big Data é comumente descrito pelos três V's: volume, velocidade e variedade dos dados.

    Ver gabarito e comentário

    Gabarito: Certo

    O material cobra os três V's clássicos, volume, velocidade e variedade, como pilares do conceito de Big Data.

    "Volume, que é a quantidade; Velocidade, que é a rapidez com que o dado chega e precisa ser tratado; e Variedade"

Prefere ler? Abra a transcrição completa

Britto, confissão feia: toda vez que eu quero dar exemplo de IoT numa redação, de repente, eu falo do meu celular. Ele está conectado o dia inteiro e o manda notificação sozinho, não é isso? É a confissão mais comum que existe.

E é exatamente onde a banca te pega. Então não vale? "Mas ele está o tempo todo na internet, tem sensor de digital, tudo".

Guarda essa dúvida. Hoje, a gente separa três siglas que a Cebraspe adora misturar de propósito: a IoT, o Big Data e a IA. Cada uma resolve um problema diferente e, no fim, eu te devolvo essa pergunta do celular: Manda.

Internet das Coisas é a ideia de objeto do dia a dia, geladeira, relógio, sensor de porta, ganhar conexão e trocar dado sozinho, sem alguém digitando o comando. Tá, mas isso ainda parece meu celular para mim. Aí que mora o pulo do gato.

Imagina um pórtico de leitura de placa, daqueles fixados numa rodovia? Ah, pode mandar essa cena. O carro passa, o pórtico fotografa a placa, calcula velocidade e, se for placa de veículo roubado, ele já dispara o alerta para central.

Sem ninguém apertando o botão? Sem ninguém apertando o botão. Ele coleta o dado do ambiente e age sozinho.

Isso é o traço de IoT. Sozinho? Sozinho.

Pera aí, então o meu celular fica de fora porque tem uma pessoa usando ele, tipo, eu que decido rolar a tela? Isso. Celular sendo operado por uma pessoa é computação móvel.

O objeto de IoT é o que não é computador, ganhando sensor e conexão sem intervenção direta. Ah, então é por isso que o exemplo certo é tipo "geladeira que avisa sozinha que o leite acabou", e não o "meu Instagram". Exato.

E é literalmente essa troca que a prova adora fazer: descrever um smartphone comum e chamar de exemplo de IoT. Beleza, risquei o celular da lista. E o pórtico, ele gera dado o tempo todo, né?

Milhares de placa por dia. Exatamente aí que entra a segunda peça. Todo esse volume de foto, placa e horário que o pórtico solta precisa ir pra algum lugar que aguente.

E esse lugar é o Big Data? É a ideia. Big data é o conjunto de tecnologia pra lidar com volume de dado grande demais, rápido demais ou variado demais pro banco de dado tradicional aguentar.

Vou fazer advogada do diabo aqui. Pra que eu preciso separar isso? No fim, é só um monte de dado guardado num servidor, não é?

É exatamente o erro que a banca quer que você cometa. Guardar é fácil, qualquer HD guarda. O difícil é processar aquele volume a tempo de virar informação útil.

Tipo o pórtico gerando placa por segundo e alguém tendo que achar a roubada no meio de milhão de registro. Isso. E o material costuma explicar a Big Data pelos Vs.

Volume, que é a quantidade. Velocidade, que é a rapidez com que o dado chega e precisa ser tratado. E variedade.

Foto misturada com planilha, texto livre, tudo junto. Só três? Achei que tinha mais letra.

Alguns autores acrescentam veracidade e valor, mas os três clássicos que a prova cobra são esses. E, de novo, o essencial não é o armazenamento, é a capacidade de extrair informação daquele monte de dado. Então se a questão disser: Big Data é apenas ter muito dado guardado...

Errado. Falta a parte de processar e gerar informação útil, que é o coração do conceito. Fechado.

Guardei. E aí, quem faz esse processamento inteligente? Decide se a placa é roubada mesmo?

Essa aí. Isso é trabalho de inteligência artificial. IA é a área da computação que tenta fazer a máquina executar tarefa que normalmente exigiria raciocínio humano.

Reconhecer imagem, entender fala, decidir... Tipo, reconhecer que aquela sequência de letra e número bate com carro roubado. Exatamente essa tarefa.

E dentro de IA, tem subcampo chamado aprendizado de máquina, o ML, em que o sistema aprende padrão a partir de dado, em vez de seguir regra fixa escrita por programador. E o tal aprendizado profundo, o DL, entra onde? Aprendizado profundo é uma técnica de aprendizado de máquina baseada em rede neural com várias camadas.

É mais específico ainda. Pera, repete a ordem pra eu gravar direito. IA é a mais ampla, contém o aprendizado de máquina que contém o aprendizado profundo.

IA maior, ML no meio, DL mais específico dentro do ML. E a banca inverte isso? Sempre.

Ela gosta de dizer que IA é subárea de ML, ou que ML é subárea de DL. É só lembrar do pórtico. Primeiro, existe a área grande, que é pensar como humano.

Dentro dela, a técnica de aprender com dado. Dentro dessa técnica, a rede neural de várias camadas. Consegui ver as três coisas grudadas agora.

O pórtico com sensor faz a IoT. O monte de foto e placa vira o big data. E o sistema que reconhece o padrão e decide alertar é a IA.

É a transformação digital resumida numa cena só. Sensor gera volume e velocidade de dado. Isso vira big data.

E algoritmo de IA extrai o padrão que interessa. Bora pro quadro, então. Eu leio, você dá gabarito.

Manda. "Um smartphone comum usado por uma pessoa é exemplo típico de Internet das coisas". Errado.

É computação móvel. Falta o objeto agir sozinho, sem intervenção direta da pessoa. "Big data se caracteriza principalmente pelo grande volume de dado armazenado num servidor".

Errado. O essencial é processar e extrair informação útil, não só guardar. 'O aprendizado de máquina é uma área mais ampla que contém a inteligência artificial'. Errado.

Inverteu a ordem. IA é que contém o ML. "Um sensor de porta que detecta abertura e envia alerta sozinho pra um aplicativo é exemplo de Internet das coisas".

Certo. Coleta dado do ambiente e reporta sem comando humano direto. É o traço exato de IoT.

Fechando os três pontos pra levar. Primeiro, IoT é objeto do dia a dia ganhando conexão e agindo sozinho. Segundo, Big Data não é o tamanho do armazenamento, é a capacidade de processar volume, velocidade e variedade de dado.

E terceiro, IA é a área ampla. O ML é o subcampo que aprende com dado. O DL é a técnica mais específica dentro dele.

E lembra do nosso pórtico. Sensor é IoT. O banco de foto e placa é big data.

O reconhecimento que decide alertar é IA. Então, voltando para o início, meu celular... Seu celular não entra.

Ele só age quando você decide agir. O pórtico age sozinho. Esse é que é o exemplo de IoT.

Prova para levar, então. Celular fora, geladeira e sensor dentro. E cuidado com essa troca de "subárea de", entre IA, ML e DL.

É exatamente o pacote de pegadinha que a Cebraspe usa. Guarda o pórtico na cabeça e não erra mais isso.

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