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Trabalho, potência, energia e atrito

Segurar uma caixa pesada parado no lugar, com o braço tremendo, ainda assim realiza trabalho físico igual a zero joule.

Tópico do edital: Trabalho · Potência · Energia cinética, energia potencial, atrito

Aula 2 de 3 de Física · áudio de 10:05 · narração Prof. Brito · leitura de 7 min

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Trabalho, potência, energia e atrito

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O que cai na prova, direto ao ponto

  1. 01

    Trabalho é força vezes deslocamento vezes cosseno do ângulo; força perpendicular ao deslocamento faz trabalho nulo.

  2. 02

    Dobrar a velocidade de um corpo quadruplica sua energia cinética, não dobra.

  3. 03

    O atrito estático máximo é maior que o cinético, por isso custa mais tirar algo do repouso do que mantê-lo deslizando.

  4. 04

    Joule mede energia total realizada; watt mede a rapidez com que essa energia é entregue.

  5. 05

    O trabalho da força de atrito sobre um corpo é sempre negativo.

Simulado relâmpago · estilo CEBRASPE

Você já domina isso? Julgue 5 itens antes de continuar.

Mesmo formato Certo/Errado da prova. Resposta e comentário na hora — sem esperar gabarito oficial.

  • Item 01

    Força perpendicular ao deslocamento realiza trabalho pequeno, mas não nulo.

    toque em C ou E

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    Gabarito: Errado

    O cosseno de noventa graus é zero, então o trabalho da força perpendicular ao deslocamento é nulo, não apenas pequeno.

    "força perpendicular ao deslocamento realiza trabalho pequeno, mas não nulo"

  • Item 02

    Dobrando a velocidade do veículo, a energia cinética dobra na mesma proporção.

    toque em C ou E

    Ver gabarito e comentário

    Gabarito: Errado

    A energia cinética depende do quadrado da velocidade; dobrar a velocidade quadruplica a energia cinética.

    "dobrando a velocidade do veículo, a energia cinética dobra na mesma proporção"

  • Item 03

    O atrito estático máximo é menor que o cinético, por isso é mais fácil tirar o carro do lugar do que manter ele deslizando.

    toque em C ou E

    Ver gabarito e comentário

    Gabarito: Errado

    É o contrário: o atrito estático máximo é maior que o cinético, tornando mais difícil tirar do repouso do que manter deslizando.

    "o atrito estático máximo é menor que o cinético, por isso é mais fácil tirar o carro do lugar do que manter ele deslizando"

  • Item 04

    Uma força de dez newtons que desloca um bloco cinco metros na mesma direção do movimento realiza um trabalho de cinquenta joules.

    toque em C ou E

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    Gabarito: Certo

    Trabalho igual a força vezes deslocamento na mesma direção: dez vezes cinco resulta em cinquenta joules.

    "uma força de dez newtons desloca um bloco cinco metros, na mesma direção do movimento"

  • Item 05

    O trabalho da força de atrito sobre o corpo é sempre negativo.

    toque em C ou E

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    Gabarito: Certo

    O atrito sempre rouba energia do sistema, o que se traduz em trabalho negativo sobre o corpo em movimento.

    "O trabalho da força de atrito sobre o corpo é sempre negativo"

Transcrição completa desta aula (leitura opcional)

Imagina a cena: meiodia, pátio do posto, você segurando uma caixa de sinalização pesada, parado, esperando abrirem o portão. Braço tremendo, suor escorrendo... e a física crava que o trabalho da sua força ali foi zero joule. Zero.

Peraí. Zero? Meu braço quase caindo e o trabalho foi zero?

Calma que a gente chega lá. Trabalho mede quanta energia uma força transfere ao longo de um deslocamento. A fórmula é força vezes deslocamento vezes o cosseno do ângulo entre as duas coisas.

Quando a força empurra na mesma direção do movimento, esse ângulo é zero, o cosseno vira um, e o trabalho fica simplesmente força vezes distância. Uhum. Isso já resolve metade do que cai em prova.

Beleza, mas repete uma coisa: e se a força for perpendicular ao deslocamento? Aí é exatamente o seu caso, na caixa do pátio. O peso que você segura empurra pra baixo, mas você anda pra frente — noventa graus entre a força e o deslocamento.

Cosseno de noventa é zero. Trabalho da força peso: zero joule. A força existe, é enorme, só não realiza trabalho nenhum nessa direção.

E se eu andar mais rápido carregando a mesma caixa? Aumenta o trabalho da força peso? Não muda nada.

Não importa a velocidade, o ângulo continua noventa graus. Você pode correr, andar devagar, parar de dez em dez metros — o trabalho da força peso nesse deslocamento horizontal sempre vai ser zero. Então não é 'gastar menos', é gastar zero mesmo.

Doido. Trabalho é grandeza escalar, não tem direção. Pode ser positivo, quando a força ajuda o movimento, ou negativo, quando ela atrapalha.

O caso clássico de negativo é o atrito, que— —que rouba energia do sistema. Isso. Guarda esse sinal: atrito sempre dá trabalho negativo.

E isso junta como? Dá pra somar tudo que age no corpo? É o teorema trabalhoenergia.

O trabalho resultante de todas as forças que atuam num corpo é igual à variação da energia cinética dele — trabalho total igual à energia cinética final menos a inicial. Se o corpo acelera, o trabalho total foi positivo. Se ele freia, foi negativo.

Dá um exemplo de negativo, então. Pensa num carro entrando numa curva rápido e o motorista pisa no freio até sair bem mais devagar. A força de atrito ali fez trabalho negativo o tempo todo — tirou energia cinética do carro, não deu.

Faz sentido. Exemplo redondo: uma força de dez newtons desloca um bloco cinco metros, na mesma direção do movimento. Trabalho igual a dez vezes cinco: cinquenta joules.

É a energia que essa força entregou pro bloco. Cinquenta joules, só nisso. E falando em entregar energia... falta saber em quanto tempo.

Aí entra a potência? Potência mede a rapidez com que o trabalho é realizado. Potência média igual a trabalho dividido pelo tempo gasto pra realizar ele.

A unidade é o watt — um joule por segundo. Repete rapidinho: motor de carro, não era força vezes velocidade? Isso mesmo, é a segunda forma: potência igual a força vezes velocidade.

Quanto mais rápido o carro anda mantendo a mesma força do motor, maior a potência entregue naquele instante. Mas por que existem duas fórmulas? Não dava pra usar só trabalho dividido pelo tempo sempre?

Dava, só que às vezes você não sabe o trabalho total nem o tempo total — sabe é a força do motor e a velocidade naquele instante. Aí a segunda forma resolve na hora, sem precisar calcular energia nenhuma antes. Tipo o carro ultrapassando na pista dupla: motor forçando igual, só que mais rápido?

Isso. Mesma força do motor, velocidade maior — potência maior entregue naquele instante. Voltando ao bloco: os cinquenta joules foram feitos em dez segundos.

Potência igual a cinquenta dividido por dez: cinco watts. Então joule é o... quanto, e watt é o quão rápido? Porque a prova sempre troca os dois.

Exatamente essa é a pegadinha clássica: joule mede energia, o total realizado. Watt mede potência, a rapidez da entrega. Trocar os dois é erro certo em prova.

Boa. E isso, hã... a velocidade. Isso mexe em quê?

Energia cinética: metade da massa vezes a velocidade ao quadrado. Desafio rápido pra quem tá ouvindo: dobra a velocidade do carro. A energia cinética dobra junto?

Pensa... Não. Ela QUADRUPLICA.

Quadruplica? Quadruplica. Dobrou a velocidade, multiplicou por quatro a energia cinética — é por isso que a frenagem fica tão mais cara lá em cima.

Então um carro que vai de sessenta pra cento e vinte não bate com o dobro de força na colisão, bate com quatro vezes mais energia pra dissipar? Isso mesmo. Dobrou a velocidade, quadruplicou a energia que o freio, ou a colisão, tem que absorver.

É por isso que o limite de velocidade importa tanto mais do que parece. E se em vez de andar, o carro tá parado numa ladeira, lá em cima? Aí é energia potencial gravitacional: massa vezes a aceleração da gravidade vezes a altura.

Quanto mais alto o corpo tá, mais energia potencial ele carrega guardada, pronta pra virar movimento na descida. Guardada esperando a descida. Sem atrito, ou qualquer força que rouba energia, a energia mecânica se conserva: a soma da cinética com a potencial.

O que o corpo perde de uma, ganha exatamente da outra. —mas na estrada real sempre tem atrito, né? Isso é só teoria de prova? Na prova, cai o caso ideal, sem atrito.

Mas na pista real ele tá sempre lá — é o atrito que rouba a energia mecânica e transforma ela em calor. O trabalho da força de atrito sobre o corpo é sempre negativo. Sempre negativo, guardei.

A força de atrito é proporcional à normal: atrito igual ao coeficiente de atrito vezes a força normal que a superfície faz no corpo. Superfície mais áspera, coeficiente maior, mais atrito pro mesmo peso. Peraí, então o atrito que trava o carro parado é igual ao que trava ele já deslizando?

Não, e é aí que a banca inverte a ordem. O atrito estático máximo — o que impede o corpo de sair do repouso — é maior que o atrito cinético, o que atua quando ele já tá deslizando. Por isso é mais difícil tirar do lugar do que manter deslizando.

Então empurrar o carro pra sair do lugar é pior que continuar empurrando. Exatamente. O pico de esforço é bem no início.

Mas pra que serve saber essa diferença na prática? Não basta saber que existe atrito? Serve, e muito.

Se você calcula a força só com o atrito cinético, vai subestimar o esforço necessário pra tirar o carro do lugar — e na hora de empurrar de verdade, no acostamento, a surpresa é justamente essa: custa mais no primeiro instante do que depois. Então bora testar isso na prática. Primeiro item: força perpendicular ao deslocamento realiza trabalho pequeno, mas não nulo.

Certo ou errado? Errado. O trabalho da força perpendicular é zero — não é pequeno, é nulo.

O cosseno de noventa mata o trabalho inteiro. Segundo item: dobrando a velocidade do veículo, a energia cinética dobra na mesma proporção. Certo ou errado?

Errado. Quadruplica, não dobra — é o motivo da frenagem custar tão mais caro em velocidade alta. Terceiro: o atrito estático máximo é menor que o cinético, por isso é mais fácil tirar o carro do lugar do que manter ele deslizando.

Certo ou errado? Errado também. É o contrário: o estático máximo é maior que o cinético.

Mais difícil tirar do repouso do que manter deslizando. Fecha comigo: trabalho é força vezes deslocamento vezes cosseno — dá zero quando é noventa graus. E dobrar velocidade não dobra a energia cinética, quadruplica.

E atrito estático máximo sempre vence o cinético — mais difícil tirar do lugar do que manter deslizando. Lembra da sua caixa suada no pátio? Trabalho zero, esforço enorme — agora você sabe exatamente por quê.

Guarda essas três trocas. É nelas que a banca aposta.

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