Trabalho, potência, energia e atrito
Segurar uma caixa pesada parado no lugar, com o braço tremendo, ainda assim realiza trabalho físico igual a zero joule.
Tópico do edital: Trabalho · Potência · Energia cinética, energia potencial, atrito
Aula grátis · Física
Trabalho, potência, energia e atrito
O que cai na prova, direto ao ponto
- 01
Trabalho é força vezes deslocamento vezes cosseno do ângulo; força perpendicular ao deslocamento faz trabalho nulo.
- 02
Dobrar a velocidade de um corpo quadruplica sua energia cinética, não dobra.
- 03
O atrito estático máximo é maior que o cinético, por isso custa mais tirar algo do repouso do que mantê-lo deslizando.
- 04
Joule mede energia total realizada; watt mede a rapidez com que essa energia é entregue.
- 05
O trabalho da força de atrito sobre um corpo é sempre negativo.
Simulado relâmpago · estilo CEBRASPE
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Item 01
Força perpendicular ao deslocamento realiza trabalho pequeno, mas não nulo.
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Gabarito: Errado
O cosseno de noventa graus é zero, então o trabalho da força perpendicular ao deslocamento é nulo, não apenas pequeno.
"força perpendicular ao deslocamento realiza trabalho pequeno, mas não nulo"
O cosseno de noventa graus é zero, então o trabalho da força perpendicular ao deslocamento é nulo, não apenas pequeno.
"força perpendicular ao deslocamento realiza trabalho pequeno, mas não nulo"
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Item 02
Dobrando a velocidade do veículo, a energia cinética dobra na mesma proporção.
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Gabarito: Errado
A energia cinética depende do quadrado da velocidade; dobrar a velocidade quadruplica a energia cinética.
"dobrando a velocidade do veículo, a energia cinética dobra na mesma proporção"
A energia cinética depende do quadrado da velocidade; dobrar a velocidade quadruplica a energia cinética.
"dobrando a velocidade do veículo, a energia cinética dobra na mesma proporção"
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Item 03
O atrito estático máximo é menor que o cinético, por isso é mais fácil tirar o carro do lugar do que manter ele deslizando.
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Gabarito: Errado
É o contrário: o atrito estático máximo é maior que o cinético, tornando mais difícil tirar do repouso do que manter deslizando.
"o atrito estático máximo é menor que o cinético, por isso é mais fácil tirar o carro do lugar do que manter ele deslizando"
É o contrário: o atrito estático máximo é maior que o cinético, tornando mais difícil tirar do repouso do que manter deslizando.
"o atrito estático máximo é menor que o cinético, por isso é mais fácil tirar o carro do lugar do que manter ele deslizando"
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Item 04
Uma força de dez newtons que desloca um bloco cinco metros na mesma direção do movimento realiza um trabalho de cinquenta joules.
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Gabarito: Certo
Trabalho igual a força vezes deslocamento na mesma direção: dez vezes cinco resulta em cinquenta joules.
"uma força de dez newtons desloca um bloco cinco metros, na mesma direção do movimento"
Trabalho igual a força vezes deslocamento na mesma direção: dez vezes cinco resulta em cinquenta joules.
"uma força de dez newtons desloca um bloco cinco metros, na mesma direção do movimento"
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Item 05
O trabalho da força de atrito sobre o corpo é sempre negativo.
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Gabarito: Certo
O atrito sempre rouba energia do sistema, o que se traduz em trabalho negativo sobre o corpo em movimento.
"O trabalho da força de atrito sobre o corpo é sempre negativo"
O atrito sempre rouba energia do sistema, o que se traduz em trabalho negativo sobre o corpo em movimento.
"O trabalho da força de atrito sobre o corpo é sempre negativo"
0/5
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Imagina a cena: meiodia, pátio do posto, você segurando uma caixa de sinalização pesada, parado, esperando abrirem o portão. Braço tremendo, suor escorrendo... e a física crava que o trabalho da sua força ali foi zero joule. Zero.
Peraí. Zero? Meu braço quase caindo e o trabalho foi zero?
Calma que a gente chega lá. Trabalho mede quanta energia uma força transfere ao longo de um deslocamento. A fórmula é força vezes deslocamento vezes o cosseno do ângulo entre as duas coisas.
Quando a força empurra na mesma direção do movimento, esse ângulo é zero, o cosseno vira um, e o trabalho fica simplesmente força vezes distância. Uhum. Isso já resolve metade do que cai em prova.
Beleza, mas repete uma coisa: e se a força for perpendicular ao deslocamento? Aí é exatamente o seu caso, na caixa do pátio. O peso que você segura empurra pra baixo, mas você anda pra frente — noventa graus entre a força e o deslocamento.
Cosseno de noventa é zero. Trabalho da força peso: zero joule. A força existe, é enorme, só não realiza trabalho nenhum nessa direção.
E se eu andar mais rápido carregando a mesma caixa? Aumenta o trabalho da força peso? Não muda nada.
Não importa a velocidade, o ângulo continua noventa graus. Você pode correr, andar devagar, parar de dez em dez metros — o trabalho da força peso nesse deslocamento horizontal sempre vai ser zero. Então não é 'gastar menos', é gastar zero mesmo.
Doido. Trabalho é grandeza escalar, não tem direção. Pode ser positivo, quando a força ajuda o movimento, ou negativo, quando ela atrapalha.
O caso clássico de negativo é o atrito, que— —que rouba energia do sistema. Isso. Guarda esse sinal: atrito sempre dá trabalho negativo.
E isso junta como? Dá pra somar tudo que age no corpo? É o teorema trabalhoenergia.
O trabalho resultante de todas as forças que atuam num corpo é igual à variação da energia cinética dele — trabalho total igual à energia cinética final menos a inicial. Se o corpo acelera, o trabalho total foi positivo. Se ele freia, foi negativo.
Dá um exemplo de negativo, então. Pensa num carro entrando numa curva rápido e o motorista pisa no freio até sair bem mais devagar. A força de atrito ali fez trabalho negativo o tempo todo — tirou energia cinética do carro, não deu.
Faz sentido. Exemplo redondo: uma força de dez newtons desloca um bloco cinco metros, na mesma direção do movimento. Trabalho igual a dez vezes cinco: cinquenta joules.
É a energia que essa força entregou pro bloco. Cinquenta joules, só nisso. E falando em entregar energia... falta saber em quanto tempo.
Aí entra a potência? Potência mede a rapidez com que o trabalho é realizado. Potência média igual a trabalho dividido pelo tempo gasto pra realizar ele.
A unidade é o watt — um joule por segundo. Repete rapidinho: motor de carro, não era força vezes velocidade? Isso mesmo, é a segunda forma: potência igual a força vezes velocidade.
Quanto mais rápido o carro anda mantendo a mesma força do motor, maior a potência entregue naquele instante. Mas por que existem duas fórmulas? Não dava pra usar só trabalho dividido pelo tempo sempre?
Dava, só que às vezes você não sabe o trabalho total nem o tempo total — sabe é a força do motor e a velocidade naquele instante. Aí a segunda forma resolve na hora, sem precisar calcular energia nenhuma antes. Tipo o carro ultrapassando na pista dupla: motor forçando igual, só que mais rápido?
Isso. Mesma força do motor, velocidade maior — potência maior entregue naquele instante. Voltando ao bloco: os cinquenta joules foram feitos em dez segundos.
Potência igual a cinquenta dividido por dez: cinco watts. Então joule é o... quanto, e watt é o quão rápido? Porque a prova sempre troca os dois.
Exatamente essa é a pegadinha clássica: joule mede energia, o total realizado. Watt mede potência, a rapidez da entrega. Trocar os dois é erro certo em prova.
Boa. E isso, hã... a velocidade. Isso mexe em quê?
Energia cinética: metade da massa vezes a velocidade ao quadrado. Desafio rápido pra quem tá ouvindo: dobra a velocidade do carro. A energia cinética dobra junto?
Pensa... Não. Ela QUADRUPLICA.
Quadruplica? Quadruplica. Dobrou a velocidade, multiplicou por quatro a energia cinética — é por isso que a frenagem fica tão mais cara lá em cima.
Então um carro que vai de sessenta pra cento e vinte não bate com o dobro de força na colisão, bate com quatro vezes mais energia pra dissipar? Isso mesmo. Dobrou a velocidade, quadruplicou a energia que o freio, ou a colisão, tem que absorver.
É por isso que o limite de velocidade importa tanto mais do que parece. E se em vez de andar, o carro tá parado numa ladeira, lá em cima? Aí é energia potencial gravitacional: massa vezes a aceleração da gravidade vezes a altura.
Quanto mais alto o corpo tá, mais energia potencial ele carrega guardada, pronta pra virar movimento na descida. Guardada esperando a descida. Sem atrito, ou qualquer força que rouba energia, a energia mecânica se conserva: a soma da cinética com a potencial.
O que o corpo perde de uma, ganha exatamente da outra. —mas na estrada real sempre tem atrito, né? Isso é só teoria de prova? Na prova, cai o caso ideal, sem atrito.
Mas na pista real ele tá sempre lá — é o atrito que rouba a energia mecânica e transforma ela em calor. O trabalho da força de atrito sobre o corpo é sempre negativo. Sempre negativo, guardei.
A força de atrito é proporcional à normal: atrito igual ao coeficiente de atrito vezes a força normal que a superfície faz no corpo. Superfície mais áspera, coeficiente maior, mais atrito pro mesmo peso. Peraí, então o atrito que trava o carro parado é igual ao que trava ele já deslizando?
Não, e é aí que a banca inverte a ordem. O atrito estático máximo — o que impede o corpo de sair do repouso — é maior que o atrito cinético, o que atua quando ele já tá deslizando. Por isso é mais difícil tirar do lugar do que manter deslizando.
Então empurrar o carro pra sair do lugar é pior que continuar empurrando. Exatamente. O pico de esforço é bem no início.
Mas pra que serve saber essa diferença na prática? Não basta saber que existe atrito? Serve, e muito.
Se você calcula a força só com o atrito cinético, vai subestimar o esforço necessário pra tirar o carro do lugar — e na hora de empurrar de verdade, no acostamento, a surpresa é justamente essa: custa mais no primeiro instante do que depois. Então bora testar isso na prática. Primeiro item: força perpendicular ao deslocamento realiza trabalho pequeno, mas não nulo.
Certo ou errado? Errado. O trabalho da força perpendicular é zero — não é pequeno, é nulo.
O cosseno de noventa mata o trabalho inteiro. Segundo item: dobrando a velocidade do veículo, a energia cinética dobra na mesma proporção. Certo ou errado?
Errado. Quadruplica, não dobra — é o motivo da frenagem custar tão mais caro em velocidade alta. Terceiro: o atrito estático máximo é menor que o cinético, por isso é mais fácil tirar o carro do lugar do que manter ele deslizando.
Certo ou errado? Errado também. É o contrário: o estático máximo é maior que o cinético.
Mais difícil tirar do repouso do que manter deslizando. Fecha comigo: trabalho é força vezes deslocamento vezes cosseno — dá zero quando é noventa graus. E dobrar velocidade não dobra a energia cinética, quadruplica.
E atrito estático máximo sempre vence o cinético — mais difícil tirar do lugar do que manter deslizando. Lembra da sua caixa suada no pátio? Trabalho zero, esforço enorme — agora você sabe exatamente por quê.
Guarda essas três trocas. É nelas que a banca aposta.
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