Trabalho · Potência · Energia Cinética, Potencial, Atrito
Segurar uma caixa pesada parado no lugar, com o braço tremendo, ainda assim realiza trabalho físico igual a zero joule.
Seu alvo nesta aula: Trabalho · Potência · Energia cinética, energia potencial, atrito
Veja a estrutura antes que a banca embaralhe
Trabalho e energia: três trocas que derrubam
Mapa visual de Trabalho · Potência · Energia Cinética, Potencial, Atrito: W = F · d · cos θ. Mede a energia transferida por uma força ao longo do deslocamento. Mesma direção: θ = 0° e W = F · d. Unidade: joule (J).
Você perderia a vaga?
A questão mais difícil
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Para que autoridade ou agente policial possa autorizar a remoção de veículos envolvidos em acidente de trânsito [...] é necessário que antes tenha sido prestado socorro às vítimas e realizada a perícia no local.
Marque C ou E antes de abrir o comentário.
O detalhe derruba muita gente.
Errado. A regra permitia a remoção, em determinadas condições, independentemente do exame ou perícia prévia do local. A Lei 5.970/1973 alcança feridos e veículos quando estiverem no leito da via pública e prejudicando o tráfego.
Por que essa é a pegadinha?
A banca troca a exceção pela regra geral: o socorro deve ser prestado, mas a perícia prévia não é requisito para autorizar a remoção nessa hipótese. A autoridade ou o agente policial que primeiro tomar conhecimento do fato pode autorizar a medida; o boletim de ocorrência é lavrado antes da remoção.
5 regras que podem virar pegadinha
- 01
Trabalho é força vezes deslocamento vezes cosseno do ângulo; força perpendicular ao deslocamento faz trabalho nulo.
- 02
Dobrar a velocidade de um corpo quadruplica sua energia cinética, não dobra.
- 03
O atrito estático máximo é maior que o cinético, por isso custa mais tirar algo do repouso do que mantê-lo deslizando.
- 04
Joule mede energia total realizada; watt mede a rapidez com que essa energia é entregue.
- 05
O trabalho da força de atrito sobre um corpo é sempre negativo.
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-
Item 01
Força perpendicular ao deslocamento realiza trabalho pequeno, mas não nulo.
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Gabarito: Errado
O cosseno de noventa graus é zero, então o trabalho da força perpendicular ao deslocamento é nulo, não apenas pequeno.
"força perpendicular ao deslocamento realiza trabalho pequeno, mas não nulo"
O cosseno de noventa graus é zero, então o trabalho da força perpendicular ao deslocamento é nulo, não apenas pequeno.
"força perpendicular ao deslocamento realiza trabalho pequeno, mas não nulo"
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Item 02
Dobrando a velocidade do veículo, a energia cinética dobra na mesma proporção.
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Gabarito: Errado
A energia cinética depende do quadrado da velocidade; dobrar a velocidade quadruplica a energia cinética.
"dobrando a velocidade do veículo, a energia cinética dobra na mesma proporção"
A energia cinética depende do quadrado da velocidade; dobrar a velocidade quadruplica a energia cinética.
"dobrando a velocidade do veículo, a energia cinética dobra na mesma proporção"
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Item 03
O atrito estático máximo é menor que o cinético, por isso é mais fácil tirar o carro do lugar do que manter ele deslizando.
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Gabarito: Errado
É o contrário: o atrito estático máximo é maior que o cinético, tornando mais difícil tirar do repouso do que manter deslizando.
"o atrito estático máximo é menor que o cinético, por isso é mais fácil tirar o carro do lugar do que manter ele deslizando"
É o contrário: o atrito estático máximo é maior que o cinético, tornando mais difícil tirar do repouso do que manter deslizando.
"o atrito estático máximo é menor que o cinético, por isso é mais fácil tirar o carro do lugar do que manter ele deslizando"
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Item 04
Uma força de dez newtons que desloca um bloco cinco metros na mesma direção do movimento realiza um trabalho de cinquenta joules.
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Gabarito: Certo
Trabalho igual a força vezes deslocamento na mesma direção: dez vezes cinco resulta em cinquenta joules.
"uma força de dez newtons desloca um bloco cinco metros, na mesma direção do movimento"
Trabalho igual a força vezes deslocamento na mesma direção: dez vezes cinco resulta em cinquenta joules.
"uma força de dez newtons desloca um bloco cinco metros, na mesma direção do movimento"
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Item 05
O trabalho da força de atrito sobre o corpo é sempre negativo.
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Gabarito: Certo
O atrito sempre rouba energia do sistema, o que se traduz em trabalho negativo sobre o corpo em movimento.
"O trabalho da força de atrito sobre o corpo é sempre negativo"
O atrito sempre rouba energia do sistema, o que se traduz em trabalho negativo sobre o corpo em movimento.
"O trabalho da força de atrito sobre o corpo é sempre negativo"
0/5
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Imagina a cena: meio-dia, pátio do posto, você segurando uma caixa de sinalização pesada, parado, esperando abrirem o portão. Braço tremendo, suor escorrendo... E a física crava que o trabalho da sua força ali foi zero joule.
Zero. Peraí, zero? Meu braço quase caindo e o trabalho foi zero?
Calma, que a gente chega lá. Trabalho mede quanta energia uma força transfere ao longo de deslocamento. A fórmula é: força vezes deslocamento, vezes o cosseno do ângulo entre as duas coisas.
Quando a força empurra na mesma direção do movimento, esse ângulo é zero, o cosseno vira um e o trabalho fica simplesmente força vezes distância. Uhum. Isso já resolve metade do que cai em prova.
Beleza, mas repete uma coisa: e se a força for perpendicular ao deslocamento? Aí é exatamente o seu caso, na caixa do pátio. O peso que você segura empurra pra baixo, mas você anda para frente.
Noventa graus entre a força e o deslocamento. Cosseno de noventa é zero. Trabalho da força-peso, zero joule.
A força existe, é enorme. Só não realiza trabalho nenhum nessa direção. E se eu andar mais rápido carregando a mesma caixa?
Aumenta o trabalho da força-peso? Não muda nada. Não importa a velocidade, o ângulo continua noventa graus.
Você pode correr, andar devagar, parar de dez em dez metros. O trabalho da força-peso nesse deslocamento horizontal sempre vai ser zero. Então não é gastar menos, é gastar zero mesmo.
Doido! Trabalho é grandeza escalar, não tem direção. Pode ser positivo, quando a força ajuda o movimento, ou negativo, quando ela atrapalha.
O caso clássico de negativo é o atrito, que... Que rouba energia do sistema. Isso.
Guarda esse sinal. Atrito sempre dá trabalho negativo. E isso junta como?
Dá pra somar tudo que age no corpo? É o teorema trabalho-energia. O trabalho resultante de todas as forças que atuam num corpo é igual à variação da energia cinética dele.
Trabalho total igual à energia cinética final menos a inicial. Se o corpo acelera, o trabalho total foi positivo. Se ele freia, foi negativo.
Dá um exemplo de negativo, então. Pensa num carro entrando numa curva rápido e o motorista pisa no freio até sair bem mais devagar. A força de atrito ali fez trabalho negativo o tempo todo.
Tirou a energia cinética do carro, não deu. Faz sentido. Exemplo redondo: uma força de dez newtons desloca um bloco cinco metros, na mesma direção do movimento.
Trabalho igual a dez vezes cinco, cinquenta joules. É a energia que essa força entregou pro bloco. Cinquenta joules!
Só nisso. E falando em entregar energia, falta saber em quanto tempo. Aí entra a potência?
Potência mede a rapidez com que o trabalho é realizado. Potência média igual a trabalho dividido pelo tempo gasto pra realizar ele. A unidade é o watt, um joule por segundo.
Repete rapidinho? Motor de carro não era força vezes velocidade? Isso mesmo, é a segunda forma.
Potência igual a força vezes velocidade. Quanto mais rápido o carro anda mantendo a mesma força do motor, maior a potência entregue naquele instante. Mas por que existem duas fórmulas?
Não dava para usar só trabalho dividido pelo tempo, sempre? Dava. Só que às vezes você não sabe o trabalho total, nem o tempo total.
Sabe, é a força do motor e a velocidade naquele instante. Aí, a segunda forma resolve na hora, sem precisar calcular energia nenhuma antes. Tipo o carro ultrapassando na pista dupla, motor forçando igual, só que mais rápido?
Isso. Mesma força do motor, velocidade maior, potência maior entregue naquele instante. Voltando ao bloco.
Os cinquenta joules foram feitos em dez segundos. Potência igual a cinquenta dividido por dez. Cinco watts.
Então joule é o "quanto" e watt é o "quão rápido". Porque a prova sempre troca os dois. Exatamente essa é a pegadinha clássica.
Joule mede energia, o total realizado. Watt mede potência, a rapidez da entrega. Trocar os dois é erro certo em prova.
Boa! E isso, hã... A velocidade, isso mexe em quê?
Energia cinética. Metade da massa, vezes a velocidade ao quadrado. Desafio rápido pra quem tá ouvindo: dobra a velocidade do carro, a energia cinética dobra junto?
Pensa. Não, ela quadruplica. Quadruplica?
Quadruplica. Dobrou a velocidade, multiplicou por quatro a energia cinética. É por isso que a frenagem fica tão mais cara lá em cima.
Então, um carro que vai de sessenta pra cento e vinte não bate com o dobro de força na colisão, bate com quatro vezes mais energia pra dissipar? Isso mesmo. Dobrou a velocidade, quadruplicou a energia que o freio ou a colisão tem que absorver.
É por isso que o limite de velocidade importa tanto mais do que parece. E se em vez de andar, o carro tá parado numa ladeira, lá em cima? Aí é energia potencial gravitacional.
Massa vezes a aceleração da gravidade, vezes a altura. Quanto mais alto o corpo tá, mais energia potencial ele carrega guardada, pronta pra virar movimento na descida. Guardada, esperando a descida?
Sem atrito ou qualquer força que rouba energia, a energia mecânica se conserva, a soma da cinética com a potencial. O que o corpo perde de uma, ganha exatamente da outra. Mas, na estrada real, sempre tem atrito, né?
Isso é só teoria de prova? Na prova, cai o caso ideal, sem atrito. Mas, na pista real, ele tá sempre lá.
É o atrito que rouba a energia mecânica e transforma ela em calor. O trabalho da força de atrito sobre o corpo é sempre negativo. Sempre negativo.
Guardei. A força de atrito é proporcional à normal. Atrito igual ao coeficiente de atrito, vezes a força normal que a superfície faz no corpo.
Superfície mais áspera, coeficiente maior, mais atrito pro mesmo peso. Pera aí, então o atrito que trava o carro parado é igual ao que trava ele já deslizando? Não.
E é aí que a banca inverte a ordem. O atrito estático máximo, o que impede o corpo de sair do repouso, é maior que o atrito cinético, o que atua quando ele já tá deslizando. Por isso, é mais difícil tirar do lugar do que manter deslizando.
Então, empurrar o carro pra sair do lugar é pior que continuar empurrando. Exatamente. O pico de esforço é bem no início.
Mas pra que serve saber essa diferença na prática? Não basta saber que existe atrito? Serve.
E muito. Se você calcula a força só com o atrito cinético, vai subestimar o esforço necessário pra tirar o carro do lugar. E, na hora de empurrar de verdade, no acostamento, a surpresa é justamente essa: custa mais no primeiro instante do que depois.
Então, bora testar isso na prática. Primeiro item: força perpendicular ao deslocamento realiza trabalho pequeno, mas não nulo. Certo ou errado?
Errado. O trabalho da força perpendicular é zero. Não é pequeno, é nulo.
O cosseno de noventa mata o trabalho inteiro. Segundo item: dobrando a velocidade do veículo, a energia cinética dobra na mesma proporção. Certo ou errado?
Errado. Quadruplica, não dobra. É o motivo da frenagem custar tão mais caro em velocidade alta.
Terceiro: o atrito estático máximo é menor que o cinético, por isso é mais fácil tirar o carro do lugar do que manter ele deslizando. Certo ou errado? Errado também.
É o contrário. O estático máximo é maior que o cinético. Mais difícil tirar do repouso do que manter deslizando.
Fecha comigo. Trabalho é força vezes deslocamento, vezes cosseno. Dá zero quando é noventa graus.
E dobrar velocidade, não dobra a energia cinética. Quadruplica. E atrito estático máximo, sempre vence o cinético.
Mais difícil tirar do lugar, do que manter deslizando. Lembra da sua caixa suada no pátio? Trabalho zero, esforço enorme...
Agora você sabe exatamente por quê. Guarda essas três trocas. É nelas que a banca aposta.
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