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Brasil político: nação, território e Estado

Decorar mapa não basta — a banca troca nação por Estado, e é exatamente aí que a sala inteira erra.

Tópico do edital: O Brasil político: nação e território · Organização do Estado Brasileiro · A divisão — e mais

Aula 1 de 3 de Geopolítica · áudio de 13:05 · narração Prof. Brito · leitura de 8 min

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Brasil político: nação, território e Estado

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O que cai na prova, direto ao ponto

  1. 01

    Nação é conceito cultural (povo, história, língua, pertencimento); Estado é jurídico-político, com povo, território e governo soberano.

  2. 02

    O Brasil faz fronteira terrestre com dez países da América do Sul, exceto Chile e Equador.

  3. 03

    Autonomia é o poder dos entes federativos decidirem suas regras internas; soberania é atributo exclusivo do Estado brasileiro no plano externo.

  4. 04

    As cinco macrorregiões do IBGE são unidades de planejamento, não entes federativos; SUDENE cuida do Nordeste e SUDAM cuida da Amazônia.

  5. 05

    O Brasil rejeita sistematicamente qualquer proposta de internacionalização da Amazônia e defende soberania plena sobre a região.

Simulado relâmpago · estilo CEBRASPE

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Mesmo formato Certo/Errado da prova. Resposta e comentário na hora — sem esperar gabarito oficial.

  • Item 01

    Nação e Estado são conceitos equivalentes, pois todo Estado é formado por uma única identidade cultural homogênea.

    toque em C ou E

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    Gabarito: Errado

    Nação é conceito cultural e Estado é jurídico-político; um Estado pode reunir mais de uma identidade cultural, os conceitos podem não coincidir.

    "Nação é cultural, Estado é jurídicopolítico. Podem não coincidir."

  • Item 02

    O Brasil faz fronteira terrestre com todos os países da América do Sul, sem exceção.

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    Gabarito: Errado

    A aula explica que Chile e Equador são os únicos países sul-americanos sem fronteira terrestre com o Brasil.

    "O Brasil faz fronteira terrestre com dez países, todos da América do Sul, exceto Chile e Equador."

  • Item 03

    Os municípios brasileiros são entes federativos dotados de autonomia política, administrativa e financeira, assim como os estados e o Distrito Federal.

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    Gabarito: Certo

    A Constituição de 1988 reconhece municípios, estados e Distrito Federal como entes com autonomia política, administrativa e financeira.

    "Municípios, estados e o Distrito Federal têm autonomia política, administrativa e financeira."

  • Item 04

    As regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, definidas pelo IBGE, são entes federativos com autonomia político-administrativa própria.

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    Gabarito: Errado

    As macrorregiões são unidades de planejamento e análise; ente federativo é só União, estado, Distrito Federal e município.

    "São unidades de planejamento e análise, instrumento de política pública. Ente federativo é só União, estado, Distrito Federal e município."

  • Item 05

    A SUDENE é o órgão federal responsável pelo planejamento do desenvolvimento da região Nordeste.

    toque em C ou E

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    Gabarito: Certo

    A aula confirma que a SUDENE planeja o desenvolvimento do Nordeste, enquanto a SUDAM cuida da Amazônia — pares que a banca costuma trocar.

    "A SUDENE, Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, planeja o desenvolvimento do Nordeste."

Transcrição completa desta aula (leitura opcional)

Pera, deixa eu confirmar uma coisa antes da gente começar: o Brasil é uma nação. Isso é óbvio, né? Isso não devia nem cair em prova.

É exatamente aí que a banca te pega. Porque não é bem assim — ou melhor, é, mas não é só isso. Como assim não é só isso?

Nação, Estado, é tudo a mesma parada, não é? Não é, não. E é essa confusão que derruba candidato que só decorou mapa e não entendeu os conceitos.

Então hoje a missão é essa: separar nação de Estado de território, entender como o Brasil se organiza por dentro, e saber quem produz o quê em cada região. E no fim eu deixo uma pergunta no ar: de todos os países da América do Sul, só dois não fazem fronteira terrestre com o Brasil. Quais são?

Ih, agora fiquei curiosa. Vamo lá, começa pelos conceitos então. Pensa num condomínio grande.

Os moradores que se sentem parte de uma mesma história, que falam a mesma língua, que têm o sentimento de pertencer àquele lugar — isso é a nação. Ok, isso é a parte cultural, então. O sentimento de comunidade.

Isso. Povo com história, língua, cultura e pertencimento em comum. Não tem fronteira jurídica, não precisa de documento.

E o Estado? Estado é o condomínio com CNPJ, síndico e convenção registrada em cartório. É a entidade jurídicopolítica soberana, com três elementos: povo, território e governo soberano.

E o território é o terreno e o prédio, imagino. Exatamente. É o espaço físico onde esse Estado exerce soberania.

O Brasil é os três ao mesmo tempo: nação, Estado e território bem delimitado. Mas então dá pra ter nação sem Estado? Dá.

Tem povo com identidade forte, com história e cultura própria, que não tem território reconhecido como Estado. E também tem Estado que reúne mais de uma nação dentro dele. Ah, então é por isso que a questão que troca nação por Estado sempre cai em cima disso: achar que todo Estado é uma identidade cultural única.

Isso mesmo. Guarda esse par: nação é cultural, Estado é jurídico. Bora pro território, então.

O que interessa pra prova aí? O Brasil é o maior país da América do Sul e o quinto maior do mundo em extensão territorial. E as fronteiras?

Isso sempre cai. O Brasil faz fronteira terrestre com dez países, todos da América do Sul, exceto Chile e Equador. Chile e Equador.

Guardado. E o território não é só terra firme. Inclui águas interiores, mar territorial, plataforma continental e espaço aéreo.

E tem aquele nome bonito pro espaço marítimo, né? O espaço marítimo brasileiro sob jurisdição nacional. É tema geopolítico recorrente e a banca gosta de cobrar isso.

Beleza, território anotado. Agora, como o Brasil se organiza por dentro? O Brasil é uma República Federativa.

Isso são dois conceitos juntos, e cada um responde uma pergunta diferente. Explica os dois separado, então. República responde: quem manda e por quanto tempo?

Chefe de Estado eleito, mandato temporário, presta contas ao povo. Opõese à monarquia. E federação?

Federação responde: o poder é concentrado ou dividido? Aqui é descentralização, com entes autônomos: União, estados, Distrito Federal e municípios. Opõese ao Estado unitário.

E o sistema de governo é presidencialismo, certo? Aquilo do presidente fazer tudo. É.

No presidencialismo, o Presidente da República acumula chefe de Estado e chefe de Governo, eleito pelo povo. No parlamentarismo essas funções são separadas. Pera aí, então nos blocos do condomínio, cada bloco pode decidir as próprias regras, mas nenhum bloco pode sair do condomínio sozinho?

Isso, e chegou no ponto certo. Municípios, estados e o Distrito Federal têm autonomia política, administrativa e financeira. Isso é diferente de soberania.

Peraí, como assim diferente? Eu sempre confundo isso. Autonomia é o bloco decidindo suas regras internas.

Soberania é o condomínio inteiro, no plano externo, frente aos outros condomínios do mundo. Isso é atributo exclusivo do Estado brasileiro como um todo. Ah!

Então autonomia é interna, soberania é externa. Faz sentido. Exato.

E o nosso federalismo tem uma particularidade: é tríplice. União, estados e Distrito Federal, e municípios — três níveis, não dois. Diferente dos Estados Unidos e da Alemanha, que só têm federal e estadual?

Isso mesmo. E olha, isso não é frescura nossa: a Constituição Federal de oitenta e oito, a Constituição Cidadã, é o pacto federativo, e cláusulas pétreas protegem essa forma federativa contra qualquer supressão. Vou fazer papel de advogada do diabo aqui: pra que eu preciso saber essa distinção fina de autonomia e soberania numa prova de PRF?

Porque a banca troca essas peças o tempo todo. Ela escreve que município tem soberania, ou que estado pode se separar da federação, e quem não fixou o conceito marca certo e perde a questão. Justo.

Agora fala das regiões, que é a parte que todo mundo decora de mapinha. As cinco macrorregiões do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística: Norte, Nordeste, CentroOeste, Sudeste e Sul. E isso são entes federativos também?

Não. São unidades de planejamento e análise, instrumento de política pública. Ente federativo é só União, estado, Distrito Federal e município.

Beleza, e cada região tem sua marca econômica, né? Tem. Sudeste é o núcleo histórico da industrialização, maior PIB regional, forte em serviços e finanças.

Sul é agropecuária tecnificada e indústria diversificada. E o Nordeste? Historicamente fornecedor de mão de obra e de commodities agrícolas, hoje também polo de turismo forte, com desigualdade regional histórica.

Norte e CentroOeste? Norte tem a maior reserva florestal do planeta, extrativismo, baixa densidade demográfica. CentroOeste é a fronteira agrícola moderna, maior produtor de grãos e de proteína animal, com o Cerrado como bioma produtivo.

Isso mudou com o tempo, ou sempre foi assim? Mudou. A partir dos anos setenta e oitenta, houve desconcentração industrial: indústria saindo do Sudeste, indo pro Nordeste e outras regiões, puxada por custo de produção e guerra fiscal.

E aí que entram esses órgãos com nome de sigla comprida, né? Isso. A SUDENE, Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, planeja o desenvolvimento do Nordeste.

E pro Norte, pra Amazônia? A SUDAM, Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia. A banca adora trocar essas duas.

Deixa eu adivinhar: ela escreve que a SUDENE cuida do Norte, ou que a SUDAM cuida do Nordeste. Na mosca. Nordeste é SUDENE, Norte é SUDAM.

Simples assim, mas quem decorou errado uma vez decora errado até o dia da prova. E tem aquele polo industrial na Amazônia também, não é? Com incentivo fiscal.

O polo industrial amazônico de incentivos fiscais. Fica no Norte, com regime fiscal diferenciado pra atrair indústria pra região. E falando em Amazônia... isso não é só economia, tem aquela questão política mais sensível, né?

Tem, e é ponto quente pra PRF. Tem quem defenda internacionalizar a floresta, por interesse ambiental global. E o Brasil aceita isso?

Rejeita, sistematicamente. O Brasil defende SOBERANIA sobre os recursos naturais da Amazônia. Soberania?

SOBERANIA. Plena, sem meio termo, no plano externo. Então nem em nome do meio ambiente abre exceção?

Nem em nome disso. O Brasil concilia com desenvolvimento sustentável, mas soberania sobre o território é ponto pacífico. Beleza, acho que já dá pra ir pro quadro de prova.

Vou ler umas afirmações e você me dá o gabarito. Manda. Nação e Estado são conceitos equivalentes, pois todo Estado é formado por uma única identidade cultural homogênea.

Errado. Nação é cultural, Estado é jurídicopolítico. Podem não coincidir.

O Brasil faz fronteira terrestre com todos os países da América do Sul. Errado. Chile e Equador ficam de fora.

Os municípios brasileiros são entes federativos dotados de autonomia, assim como os estados e o Distrito Federal. Certo. A Constituição Cidadã reconhece expressamente os municípios como entes da federação.

As regiões Norte, Nordeste, CentroOeste, Sudeste e Sul são entes federativos com autonomia políticoadministrativa. Errado. São divisões de planejamento, não entes federativos.

A SUDENE é o órgão federal responsável pelo desenvolvimento da região Norte. Errado. A SUDENE atua no Nordeste.

Quem cuida do Norte é a SUDAM. Último: o Estado brasileiro reconhece que a Amazônia deve ser administrada por organismos internacionais, dada sua importância global. Errado.

O Brasil rejeita qualquer internacionalização e afirma soberania plena sobre o território. Fechou o quadro redondinho. Bora pros três pontos pra levar?

Primeiro: nação é cultural, Estado é jurídico, com povo, território e governo soberano, e território é o espaço onde ele exerce essa soberania. Segundo: o Brasil é República Federativa, presidencialista, com federalismo tríplice — União, estados e Distrito Federal, e municípios — e autonomia nunca é soberania. Terceiro: as cinco regiões do IBGE são planejamento, não federação, e cada uma tem sua marca econômica, com a SUDENE no Nordeste e a SUDAM na Amazônia.

E aquela pergunta lá do começo? Chile e Equador? Isso mesmo.

São os dois países sulamericanos que não fazem fronteira terrestre com o Brasil. Agora eu sei. E também sei que autonomia não é soberania, e que Nordeste é SUDENE, não SUDAM.

A banca troca esses três pares o tempo todo. Decorou a diferença, já garantiu uma questão inteira.

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