🎧 Aulas do edital · Geopolítica
Estrutura urbana, população e migrações
Sair de um posto perdido no Centro-Oeste pra superintendência de São Paulo é a mesma lógica de hierarquia urbana que a banca cobra.
Tópico do edital: A estrutura urbana brasileira e as grandes metrópoles · Distribuição espacial — e mais · — e mais
Aula grátis · Geopolítica
Estrutura urbana, população e migrações
O que cai na prova, direto ao ponto
- 01
O Brasil urbanizou de forma rápida, concentrada e desigual entre 1950 e 1980, puxado pela industrialização; hoje cerca de 85% da população vive em cidade.
- 02
A hierarquia urbana é sobre função e alcance, não tamanho: São Paulo e Rio são metrópoles nacionais; Belém, Manaus e outras capitais são metrópoles regionais, um nível abaixo.
- 03
Regiões Metropolitanas são instituídas por lei ESTADUAL, não federal, desde a Constituição de 1988.
- 04
O Norte e o Centro-Oeste têm maior área territorial, mas menor densidade demográfica; a maior concentração populacional está no litoral e no Sudeste.
- 05
Houve quatro fases de migração interna: êxodo rural, fluxo Nordeste-Sudeste (hoje desacelerado, com retorno), fronteira agrícola e desconcentração relativa.
Simulado relâmpago · estilo CEBRASPE
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Item 01
O Brasil atingiu taxas de urbanização superiores a oitenta por cento de sua população já na década de mil novecentos e oitenta.
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Gabarito: Errado
A aula explica que em 1980 a taxa girava em torno de 67-68%; os 80% só vieram nos anos noventa.
"Em mil novecentos e oitenta a taxa girava em sessenta e sete, sessenta e oito por cento."
A aula explica que em 1980 a taxa girava em torno de 67-68%; os 80% só vieram nos anos noventa.
"Em mil novecentos e oitenta a taxa girava em sessenta e sete, sessenta e oito por cento."
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Item 02
Na hierarquia urbana brasileira, São Paulo e Rio de Janeiro ocupam o mesmo nível hierárquico de Belém e Manaus.
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Gabarito: Errado
São Paulo e Rio são o topo da hierarquia, metrópoles nacionais; Belém e Manaus são metrópoles regionais, um nível abaixo.
"São Paulo e Rio são o topo; Belém e Manaus são metrópoles regionais, um nível abaixo."
São Paulo e Rio são o topo da hierarquia, metrópoles nacionais; Belém e Manaus são metrópoles regionais, um nível abaixo.
"São Paulo e Rio são o topo; Belém e Manaus são metrópoles regionais, um nível abaixo."
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Item 03
A criação de Regiões Metropolitanas no Brasil, após a Constituição de 1988, é de competência dos estados, por meio de lei estadual.
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Gabarito: Certo
Desde a Constituição de 88, a criação de RMs é competência estadual, por lei estadual, e não da União.
"Depois da Constituição de 88, é competência dos estados, por lei estadual."
Desde a Constituição de 88, a criação de RMs é competência estadual, por lei estadual, e não da União.
"Depois da Constituição de 88, é competência dos estados, por lei estadual."
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Item 04
O Norte, por ser a maior região brasileira em extensão territorial, também concentra a maior população absoluta do país.
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Gabarito: Errado
O Norte é o maior em área, mas o Sudeste, disparado, concentra a maior população absoluta.
"Maior em área, sim; maior em população, não - isso é o Sudeste, disparado."
O Norte é o maior em área, mas o Sudeste, disparado, concentra a maior população absoluta.
"Maior em área, sim; maior em população, não - isso é o Sudeste, disparado."
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Item 05
O complexo agroindustrial brasileiro compreende toda a cadeia produtiva, incluindo indústria de insumos, produção agrícola e processamento e distribuição.
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Gabarito: Certo
O complexo agroindustrial engloba a cadeia inteira, do insumo antes da lavoura até o processamento e a distribuição depois dela.
"é a cadeia inteira: indústria de insumo antes, produção agrícola no meio, processamento e distribuição depois."
O complexo agroindustrial engloba a cadeia inteira, do insumo antes da lavoura até o processamento e a distribuição depois dela.
"é a cadeia inteira: indústria de insumo antes, produção agrícola no meio, processamento e distribuição depois."
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Imagina a cena: você passa cinco anos num posto avançado, numa BR perdida ali no meio do CentroOeste, e do nada vem a transferência... pra superintendência de São Paulo. Aí bate aquele choque, né? Muda o volume de trabalho, o tamanho da equipe, até a estrutura de comando.
Exatamente. E é esse choque que explica boa parte da geopolítica urbana que cai na tua prova. Peraí, então hoje o papo é rede urbana?
Rede urbana, hierarquia, macrocefalia, migração interna... tudo que separa quem lê essa questão rápido de quem cai na pegadinha. Olha o tamanho do fenômeno: hoje o Brasil tem de oitenta e cinco a oitenta e sete por cento da população vivendo em cidade. Alto assim?
Alto assim. E isso não foi sempre: esse boom veio rápido, entre as décadas de mil novecentos e cinquenta e mil novecentos e oitenta, puxado pela industrialização por substituição de importações. Um processo tão corrido que ganhou apelido, né?
Urbanização à brasileira. Isso. Rápida, concentrada e desigual - o material crava esses três adjetivos.
E aí entra a tal hierarquia urbana? Entra. Pensa na tua própria cadeia de comando: posto avançado de rodovia, delegacia regional, superintendência estadual, e lá em cima a sede nacional.
Ninguém confunde os níveis. A rede urbana funciona igual. Igualzinho.
O IBGE e o IPEA classificam os centros em metrópoles nacionais, metrópoles regionais, capitais regionais, centros subregionais e centros locais. Deixa eu adivinhar: São Paulo e Rio são a sede nacional. Isso, o topo da hierarquia - metrópoles nacionais, praticamente globais.
Pera aí, então Belém e Manaus, que são capitais enormes, ficam onde nessa escala? Um nível abaixo. Belém, Manaus, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Brasília formam o segundo nível: metrópoles regionais.
Então tamanho de cidade não é a mesma coisa que posição na hierarquia. Exato. É sobre função e alcance, não só sobre número de habitantes.
E onde entra essa palavra assustadora, macrocefalia? Quando uma única metrópole concentra, de forma desproporcional, população, renda e função em cima do resto da rede. São Paulo é o exemplo clássico.
O oposto seria uma rede mais... espalhada? Isso, policêntrica, com vários centros de peso parecido. O Brasil não é assim - a gente tem uma cabeça muito grande pro corpo.
Vou fazer papel de advogada do diabo aqui: pra que serve eu saber quem cria uma Região Metropolitana? Isso não é discussão de prefeito? Serve porque a Cebraspe adora trocar essa competência.
As RMs são instituídas por lei estadual, depois da Constituição de 88. Estadual? Estadual.
Não federal? Não federal. Quem cria é o estado, artigo vinte e cinco, parágrafo terceiro, da Constituição Federal de mil novecentos e oitenta e oito.
Grava isso: RM é lei ESTADUAL. Agora, geografia física: onde é que o pessoal realmente mora? No litoral e no Sudeste, concentrado.
É lá que fica a maior densidade demográfica do país. E o Norte e o CentroOeste? Menor densidade, embora sejam as regiões com maior área territorial.
Roraima, Amazonas e Mato Grosso estão entre os estados de menor densidade; São Paulo e Rio de Janeiro, entre os de maior. Ah, então área grande não vira gente demais - é quase o contrário: o Norte é vasto, mas esparso. Exato.
E essa troca, maior área virar maior população, é pegadinha clássica de prova. Fala das migrações então, porque isso sempre confunde. São quatro fases.
Primeiro, o êxodo rural, entre mil novecentos e cinquenta e mil novecentos e oitenta, saindo do campo pra cidade. Depois? Depois, o fluxo do Nordeste pro Sudeste - o mais expressivo do século vinte, motivado pela seca e pela oferta de emprego industrial em São Paulo.
Isso ainda acontece hoje com a mesma força? Não. A partir dos anos dois mil esse fluxo perdeu intensidade, e surgiu até um movimento de retorno ao Nordeste, puxado pelo crescimento econômico da região.
Então dizer que esse fluxo nunca se reverteu já é armadilha. Uma das favoritas da banca. A terceira fase é a fronteira agrícola: a partir dos anos setenta, gente indo pro CentroOeste e pro Norte, empurrada pelo Polocentro, pelo Polonordeste e pela expansão da soja.
E a quarta? Desconcentração relativa, já nos anos noventa e dois mil: cidades médias crescendo, e esse retorno ao Nordeste que a gente comentou. E a indústria, onde entra nisso tudo?
A indústria se instalou nas metrópoles, principalmente São Paulo e o ABC paulista, e isso criou um efeito polarizador: atraiu gente, cresceu a cidade, adensou periferia. Isso é a raiz da macrocefalia, então. É a raiz.
Só que a partir dos anos setenta e oitenta começou a desconcentração industrial: fábrica indo pra Campinas, Ribeirão Preto, São José dos Campos, e pra outros estados, como Paraná e Santa Catarina. Então São Paulo capital não ficou cada vez mais concentrada? Não - isso é armadilha também.
Quem fortaleceu foi o interior. E o agronegócio também cria cidade? Cria.
Rondonópolis, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Rio Verde - viraram polos de serviço e logística pro complexo agroindustrial. Complexo agroindustrial é só a lavoura? Não, é a cadeia inteira: indústria de insumo antes, produção agrícola no meio, processamento e distribuição depois.
Bora pro quadro que decide questão. Eu leio, você dá o gabarito. Manda.
O Brasil atingiu taxas de urbanização superiores a oitenta por cento de sua população já na década de mil novecentos e oitenta. Errado. Em mil novecentos e oitenta a taxa girava em sessenta e sete, sessenta e oito por cento.
Os oitenta por cento só vieram nos anos noventa. Na hierarquia urbana, São Paulo e Rio de Janeiro estão no mesmo nível que Belém e Manaus. Errado.
São Paulo e Rio são o topo; Belém e Manaus são metrópoles regionais, um nível abaixo. A criação de RMs no Brasil é de competência da União, por meio de lei federal. Errado.
Depois da Constituição de 88, é competência dos estados, por lei estadual. O Norte, por ser a maior região em área, também concentra a maior população absoluta do país. Errado.
Maior em área, sim; maior em população, não - isso é o Sudeste, disparado. Nas últimas décadas, o fluxo migratório do Nordeste pro Sudeste se manteve estável e crescente, sem sinais de reversão. Errado.
A partir dos anos dois mil ele desacelerou, e apareceu esse movimento de retorno. O complexo agroindustrial brasileiro integra apenas a fase de produção agrícola, excluindo beneficiamento e distribuição. Errado.
Ele engloba a cadeia inteira: insumo, produção e processamento. Então fecha pra gente: três pontos pra levar. Primeiro: o Brasil urbanizou rápido e desigual - oitenta e cinco por cento vivendo em cidade hoje.
Segundo: a rede urbana é hierarquizada. Lembra da cadeia de comando - posto, delegacia, superintendência, sede nacional - e São Paulo e Rio são a sede. Terceiro: RM é criada por lei estadual, nunca federal.
Decora isso. E lembra daquele posto perdido no CentroOeste? Lembro.
Agora você já sabe: você saiu de um centro local pra uma metrópole nacional. A estrutura mudou, mas a lógica da hierarquia é a mesma que cai na tua prova. E a pegadinha que fica: toda vez que a banca disser lei federal pra RM, ou sem reversão pro fluxo NordesteSudeste, ou trocar área grande por população grande no Norte - desconfia.
Essas três trocas são clássicas.
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