🎧 Aulas do edital · Língua Portuguesa
Ortografia Oficial · Mecanismos de Coesão Textual
Uma frase de prova parece impecável - até você perceber que trocou infligir por infringir e mudou o sentido inteiro.
Seu alvo nesta aula: Domínio da ortografia oficial · Domínio dos mecanismos de coesão textual
Veja a estrutura antes que a banca embaralhe
Palavras parecidas, relações diferentes
Mapa visual de Ortografia Oficial · Mecanismos de Coesão Textual: flagrante → prisão no ato • fragrante → fragrância, cheiro.
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No exemplo do cunhado nomeado para cargo de confiança, o áudio afirma que a nomeação foi considerada ilegal, por violar norma expressa que proíbe nomear parentes.
Marque C ou E antes de abrir o comentário.
O detalhe derruba muita gente.
Errado. O áudio diz que a nomeação era legal (não havia lei proibindo), mas imoral, podendo cair mesmo sem violar a lei.
Por que essa é a pegadinha?
O enunciado pergunta o que foi afirmado no áudio. O exemplo contrapõe legalidade e moralidade: cumprir requisitos formais não esgota a análise de um ato. Não interprete o exemplo como autorização jurídica para nomear parentes; situações reais exigem observar também a Súmula Vinculante 13 do STF.
4 regras que podem virar pegadinha
- 01
Parônimos como infligir/infringir, flagrante/fragrante e tráfico/tráfego têm grafias parecidas mas sentidos totalmente diferentes.
- 02
Coesão é o laço visível do texto (pronome, conectivo); coerência é a lógica escondida - pronome ambíguo já quebra a coesão.
- 03
Trocar 'porque' por 'portanto' inverte causa por conclusão; já 'embora' e 'apesar de' mantêm o mesmo sentido de concessão.
- 04
A conjunção 'caso' sempre exige o verbo subsequente no modo subjuntivo.
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Item 01
Coesão e coerência são conceitos sinônimos, pois ambos se referem à unidade do texto.
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Gabarito: Errado
Coesão é o laço explícito na superfície do texto; coerência é a lógica por trás dele. São coisas diferentes, mesmo que andem juntas.
"Coesão é o laço explícito na superfície do texto, coerência é a lógica por trás."
Coesão é o laço explícito na superfície do texto; coerência é a lógica por trás dele. São coisas diferentes, mesmo que andem juntas.
"Coesão é o laço explícito na superfície do texto, coerência é a lógica por trás."
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Item 02
A substituição de 'embora estivesse cansado' por 'apesar de estar cansado' altera o sentido da oração.
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Gabarito: Errado
As duas expressões têm o mesmo valor semântico de concessão; muda a estrutura sintática, mas o sentido permanece igual.
"As duas expressam concessão com o mesmo valor semântico, só muda a estrutura sintática, o sentido continua igual."
As duas expressões têm o mesmo valor semântico de concessão; muda a estrutura sintática, mas o sentido permanece igual.
"As duas expressam concessão com o mesmo valor semântico, só muda a estrutura sintática, o sentido continua igual."
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Item 03
O pronome em 'isto será explicado adiante' retoma algo já dito anteriormente no texto.
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Gabarito: Errado
Ali o 'isto' antecipa o que vem depois, é referência que aponta para frente, não para trás no texto.
"Ali, o "isto" está antecipando o que vem depois. É referência que aponta para frente, não para trás."
Ali o 'isto' antecipa o que vem depois, é referência que aponta para frente, não para trás no texto.
"Ali, o "isto" está antecipando o que vem depois. É referência que aponta para frente, não para trás."
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Item 04
O verbo 'infligir' significa aplicar ou impor uma pena, enquanto 'infringir' significa desobedecer a uma norma - parônimos com sentidos distintos.
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Gabarito: Certo
A aula estabelece exatamente essa distinção: infligir é dar o castigo, infringir é quebrar a regra.
"'Infligir' é aplicar, é impor um castigo, uma pena. 'Infringir' é transgredir, é desobedecer a uma norma."
A aula estabelece exatamente essa distinção: infligir é dar o castigo, infringir é quebrar a regra.
"'Infligir' é aplicar, é impor um castigo, uma pena. 'Infringir' é transgredir, é desobedecer a uma norma."
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Item 05
A conjunção 'caso' exige o verbo subsequente no modo subjuntivo, como em 'caso o condutor não apresente a documentação'.
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Gabarito: Certo
O material confirma que 'caso' sempre exige subjuntivo; a forma 'não apresente' está correta, no indicativo seria erro.
"caso' sempre exige subjuntivo. 'Caso o condutor não apresente a documentação"
O material confirma que 'caso' sempre exige subjuntivo; a forma 'não apresente' está correta, no indicativo seria erro.
"caso' sempre exige subjuntivo. 'Caso o condutor não apresente a documentação"
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Deixa eu te ler uma frase de prova. Bem tranquila, parece até fácil. "O condutor infligiu as normas de trânsito ao avançar o sinal." Certo ou errado?
Não vou te responder agora. Guarda essa frase aí, porque a gente volta nela lá no fim do episódio. Sério?
Fica me devendo? Fico. Porque isso aqui é exatamente o tipo de coisa que derruba quem lê bem e escreve mal na hora da prova.
Todo mundo acha que ortografia é só acento e vírgula. E não é? Não quando o assunto é Cebraspe.
A banca não pede regra decorada. Ela pega um texto normal, troca uma palavra por outra parecida e pergunta se o sentido mudou. Então, hoje, a missão é essa: separar os pares que ela mais ama trocar e os conectivos que ela mais ama inverter.
Isso, pra você não cair de novo nessa pegadinha que acabei de te ler. Bora. Começa pelo clássico da área policial: flagrante e fragrante.
Imagina o boletim de ocorrência. "O suspeito foi preso em flagrante". Com EFE, do jeito que a gente fala mesmo.
Isso. Só que fragrante, a outra palavra, é de fragrância, de cheiro bom. Não são duas grafias da mesma coisa, são duas palavras diferentes.
Ah, tipo perfume versus prisão. Exatamente esse contraste. E o mesmo raciocínio vale para tráfico e tráfego.
Tráfico é o comércio ilegal. Tráfego é o trânsito de veículos na pista. Isso eu confundo até falando.
Todo mundo confunde. Agora vem o par que mais derruba candidato de PRF: infligir e infringir. Pera aí, repete?
Porque é exatamente esse que eu não guardo. Repito: infligir é aplicar, é impor um castigo, uma pena. Infringir é transgredir, é desobedecer a uma norma.
E como eu não erro mais isso? Fixa essa frase: "O policial infligiu a pena prevista". O motorista infringing a norma.
Infligir é dar o castigo. Infringir é quebrar a regra. Infligiu, infringiu.
Nossa, ficou nítido de um jeito que antes não ficava. Agora, olha a frase que te li lá no início: "O condutor infligiu as normas de trânsito". Ah, não dá.
Ele não tá aplicando o castigo na norma, ele tá desobedecendo ela. Então, o certo era infringiu. Exato.
A frase tá errada. Trocou o parônimo e mudou o sentido inteiro. Fechado esse aí.
E falando em trocar uma palavra por outra parecida, isso também acontece lá na coesão do texto, né? Acontece, e é o segundo assunto de hoje. O material trata a coesão como os laços visíveis do texto.
Pronome, conectivo, a omissão de um termo que já ficou claro antes. E isso é diferente de coerência? Bem diferente.
Coerência é a lógica escondida, o sentido não contraditório. Você pode ter um texto cheio de pronome certinho no lugar e mesmo assim ser incoerente. Pera aí, como assim?
Dá um exemplo que eu visualizo melhor. Imagina essa: "O delegado informou ao agente que lhe deveria assinar o termo". Quem é "ele"?
Hum... Pode ser o delegado ou pode ser o agente. Não dá para saber.
Isso é ambiguidade referencial. E para a Cebraspe, se o pronome pode apontar para mais de um antecedente, a frase já nasceu com defeito de coesão. Ah, então todo item que disser que um pronome retoma inequivocamente alguém já nasce meio suspeito, porque raramente é mesmo inequívoco.
Isso mesmo. Agora, os conectivos são outra fatia grande da prova. Essa eu já sofri.
Ela troca "porque" por "portanto" e finge que não mudou nada. "O motorista foi autuado porque ultrapassou o sinal". Aí é causa.
Se você troca por "portanto", vira conclusão. A relação lógica se inverte. E o "embora" com "apesar de"?
Esses dois, ao contrário, mantêm o mesmo sentido de concessão. Muda a estrutura gramatical, um pede subjuntivo, o outro pede infinitivo, mas o sentido continua o mesmo. Então, o pulo do gato é sempre perguntar: a relação lógica continua a mesma ou virou outra coisa?
Exatamente esse é o passo a passo. E tem mais um detalhe que pega muita gente. Caso sempre exige subjuntivo.
"Caso o condutor não apresente a documentação". Isso, com "apresente". Se aparecer "não apresenta", no indicativo, já é erro.
Deixa eu testar você com os itens que a banca já usou de verdade, bem no estilo dessas armadilhas que a gente acabou de ver. Manda. Primeira: coesão e coerência são conceitos sinônimos, pois ambos se referem à unidade do texto.
Errado. Coesão é o laço explícito na superfície do texto. Coerência é a lógica por trás.
São coisas diferentes, mesmo que andem juntas. Segunda: a substituição de "embora estivesse cansado" por "apesar de estar cansado", altera o sentido da oração. Errado também.
As duas expressam concessão com o mesmo valor semântico. Só muda a estrutura sintática. O sentido continua igual.
E a última: o pronome em "isto será explicada adiante" retoma algo já dito no texto. Errado. Ali, o "isto" está antecipando o que vem depois.
É referência que aponta para frente, não para trás. Essa direção do pronome, para frente ou para trás, resume bem o duelo de hoje, hein? Resume mesmo.
Três pontos para levar. Primeiro: parônimo não é variação de grafia, é palavra diferente, com sentido diferente. Segundo: coesão é o laço visível do texto.
Coerência é a lógica escondida e ambiguidade de pronome já derruba coesão. Terceiro: antes de aceitar que um conectivo trocado manteve o sentido, confirma a relação lógica original, causa, oposição ou conclusão. E aquela frase lá do começo?
"O condutor infligiu as normas de trânsito." Errada. O certo era inflingiu porque ele desobedeceu a norma, não aplicou o castigo nela. Agora você já sabe.
Infligiu é castigo, infringiu é desobediência. E desconfia sempre que a questão disser "sem prejuízo do sentido" depois de trocar uma palavra ou um conectivo. Confere a relação lógica antes de marcar.
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