🎧 Aulas do edital · Língua Portuguesa

Ortografia Oficial · Mecanismos de Coesão Textual

Uma frase de prova parece impecável - até você perceber que trocou infligir por infringir e mudou o sentido inteiro.

Seu alvo nesta aula: Domínio da ortografia oficial · Domínio dos mecanismos de coesão textual

Áudio de 7:20 · leitura de 5 min · aula 2/6

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Palavras parecidas, relações diferentes

Mapa visual de Ortografia Oficial · Mecanismos de Coesão Textual: flagrante → prisão no ato • fragrante → fragrância, cheiro.

Infográfico sobre Ortografia Oficial · Mecanismos de Coesão Textual, com foco em flagrante ≠ fragrante, tráfico ≠ tráfego, infligir ≠ infringir.

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4 regras que podem virar pegadinha

  1. 01

    Parônimos como infligir/infringir, flagrante/fragrante e tráfico/tráfego têm grafias parecidas mas sentidos totalmente diferentes.

  2. 02

    Coesão é o laço visível do texto (pronome, conectivo); coerência é a lógica escondida - pronome ambíguo já quebra a coesão.

  3. 03

    Trocar 'porque' por 'portanto' inverte causa por conclusão; já 'embora' e 'apesar de' mantêm o mesmo sentido de concessão.

  4. 04

    A conjunção 'caso' sempre exige o verbo subsequente no modo subjuntivo.

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Agora é sem consulta · 5 itens C/E

Uma palavra muda o gabarito. Você percebe?

Marque C ou E. O comentário revela a pegadinha na hora.

  • Item 01

    Coesão e coerência são conceitos sinônimos, pois ambos se referem à unidade do texto.

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    Gabarito: Errado

    Coesão é o laço explícito na superfície do texto; coerência é a lógica por trás dele. São coisas diferentes, mesmo que andem juntas.

    "Coesão é o laço explícito na superfície do texto, coerência é a lógica por trás."

  • Item 02

    A substituição de 'embora estivesse cansado' por 'apesar de estar cansado' altera o sentido da oração.

    Ver gabarito e comentário

    Gabarito: Errado

    As duas expressões têm o mesmo valor semântico de concessão; muda a estrutura sintática, mas o sentido permanece igual.

    "As duas expressam concessão com o mesmo valor semântico, só muda a estrutura sintática, o sentido continua igual."

  • Item 03

    O pronome em 'isto será explicado adiante' retoma algo já dito anteriormente no texto.

    Ver gabarito e comentário

    Gabarito: Errado

    Ali o 'isto' antecipa o que vem depois, é referência que aponta para frente, não para trás no texto.

    "Ali, o "isto" está antecipando o que vem depois. É referência que aponta para frente, não para trás."

  • Item 04

    O verbo 'infligir' significa aplicar ou impor uma pena, enquanto 'infringir' significa desobedecer a uma norma - parônimos com sentidos distintos.

    Ver gabarito e comentário

    Gabarito: Certo

    A aula estabelece exatamente essa distinção: infligir é dar o castigo, infringir é quebrar a regra.

    "'Infligir' é aplicar, é impor um castigo, uma pena. 'Infringir' é transgredir, é desobedecer a uma norma."

  • Item 05

    A conjunção 'caso' exige o verbo subsequente no modo subjuntivo, como em 'caso o condutor não apresente a documentação'.

    Ver gabarito e comentário

    Gabarito: Certo

    O material confirma que 'caso' sempre exige subjuntivo; a forma 'não apresente' está correta, no indicativo seria erro.

    "caso' sempre exige subjuntivo. 'Caso o condutor não apresente a documentação"

Prefere ler? Abra a transcrição completa

Deixa eu te ler uma frase de prova. Bem tranquila, parece até fácil. "O condutor infligiu as normas de trânsito ao avançar o sinal." Certo ou errado?

Não vou te responder agora. Guarda essa frase aí, porque a gente volta nela lá no fim do episódio. Sério?

Fica me devendo? Fico. Porque isso aqui é exatamente o tipo de coisa que derruba quem lê bem e escreve mal na hora da prova.

Todo mundo acha que ortografia é só acento e vírgula. E não é? Não quando o assunto é Cebraspe.

A banca não pede regra decorada. Ela pega um texto normal, troca uma palavra por outra parecida e pergunta se o sentido mudou. Então, hoje, a missão é essa: separar os pares que ela mais ama trocar e os conectivos que ela mais ama inverter.

Isso, pra você não cair de novo nessa pegadinha que acabei de te ler. Bora. Começa pelo clássico da área policial: flagrante e fragrante.

Imagina o boletim de ocorrência. "O suspeito foi preso em flagrante". Com EFE, do jeito que a gente fala mesmo.

Isso. Só que fragrante, a outra palavra, é de fragrância, de cheiro bom. Não são duas grafias da mesma coisa, são duas palavras diferentes.

Ah, tipo perfume versus prisão. Exatamente esse contraste. E o mesmo raciocínio vale para tráfico e tráfego.

Tráfico é o comércio ilegal. Tráfego é o trânsito de veículos na pista. Isso eu confundo até falando.

Todo mundo confunde. Agora vem o par que mais derruba candidato de PRF: infligir e infringir. Pera aí, repete?

Porque é exatamente esse que eu não guardo. Repito: infligir é aplicar, é impor um castigo, uma pena. Infringir é transgredir, é desobedecer a uma norma.

E como eu não erro mais isso? Fixa essa frase: "O policial infligiu a pena prevista". O motorista infringing a norma.

Infligir é dar o castigo. Infringir é quebrar a regra. Infligiu, infringiu.

Nossa, ficou nítido de um jeito que antes não ficava. Agora, olha a frase que te li lá no início: "O condutor infligiu as normas de trânsito". Ah, não dá.

Ele não tá aplicando o castigo na norma, ele tá desobedecendo ela. Então, o certo era infringiu. Exato.

A frase tá errada. Trocou o parônimo e mudou o sentido inteiro. Fechado esse aí.

E falando em trocar uma palavra por outra parecida, isso também acontece lá na coesão do texto, né? Acontece, e é o segundo assunto de hoje. O material trata a coesão como os laços visíveis do texto.

Pronome, conectivo, a omissão de um termo que já ficou claro antes. E isso é diferente de coerência? Bem diferente.

Coerência é a lógica escondida, o sentido não contraditório. Você pode ter um texto cheio de pronome certinho no lugar e mesmo assim ser incoerente. Pera aí, como assim?

Dá um exemplo que eu visualizo melhor. Imagina essa: "O delegado informou ao agente que lhe deveria assinar o termo". Quem é "ele"?

Hum... Pode ser o delegado ou pode ser o agente. Não dá para saber.

Isso é ambiguidade referencial. E para a Cebraspe, se o pronome pode apontar para mais de um antecedente, a frase já nasceu com defeito de coesão. Ah, então todo item que disser que um pronome retoma inequivocamente alguém já nasce meio suspeito, porque raramente é mesmo inequívoco.

Isso mesmo. Agora, os conectivos são outra fatia grande da prova. Essa eu já sofri.

Ela troca "porque" por "portanto" e finge que não mudou nada. "O motorista foi autuado porque ultrapassou o sinal". Aí é causa.

Se você troca por "portanto", vira conclusão. A relação lógica se inverte. E o "embora" com "apesar de"?

Esses dois, ao contrário, mantêm o mesmo sentido de concessão. Muda a estrutura gramatical, um pede subjuntivo, o outro pede infinitivo, mas o sentido continua o mesmo. Então, o pulo do gato é sempre perguntar: a relação lógica continua a mesma ou virou outra coisa?

Exatamente esse é o passo a passo. E tem mais um detalhe que pega muita gente. Caso sempre exige subjuntivo.

"Caso o condutor não apresente a documentação". Isso, com "apresente". Se aparecer "não apresenta", no indicativo, já é erro.

Deixa eu testar você com os itens que a banca já usou de verdade, bem no estilo dessas armadilhas que a gente acabou de ver. Manda. Primeira: coesão e coerência são conceitos sinônimos, pois ambos se referem à unidade do texto.

Errado. Coesão é o laço explícito na superfície do texto. Coerência é a lógica por trás.

São coisas diferentes, mesmo que andem juntas. Segunda: a substituição de "embora estivesse cansado" por "apesar de estar cansado", altera o sentido da oração. Errado também.

As duas expressam concessão com o mesmo valor semântico. Só muda a estrutura sintática. O sentido continua igual.

E a última: o pronome em "isto será explicada adiante" retoma algo já dito no texto. Errado. Ali, o "isto" está antecipando o que vem depois.

É referência que aponta para frente, não para trás. Essa direção do pronome, para frente ou para trás, resume bem o duelo de hoje, hein? Resume mesmo.

Três pontos para levar. Primeiro: parônimo não é variação de grafia, é palavra diferente, com sentido diferente. Segundo: coesão é o laço visível do texto.

Coerência é a lógica escondida e ambiguidade de pronome já derruba coesão. Terceiro: antes de aceitar que um conectivo trocado manteve o sentido, confirma a relação lógica original, causa, oposição ou conclusão. E aquela frase lá do começo?

"O condutor infligiu as normas de trânsito." Errada. O certo era inflingiu porque ele desobedeceu a norma, não aplicou o castigo nela. Agora você já sabe.

Infligiu é castigo, infringiu é desobediência. E desconfia sempre que a questão disser "sem prejuízo do sentido" depois de trocar uma palavra ou um conectivo. Confere a relação lógica antes de marcar.

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