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Sintaxe I - classes de palavras, coordenação, subordinação e pontuação

Cinco segundos, sem pensar: 'elas chegaram primeiro' devia virar 'elas chegaram primeiras'? A resposta muda o que você sabe sobre advérbio.

Tópico do edital: Sintaxe I — classes de palavras, coordenação, subordinação e pontuação

Aula 3 de 6 de Língua Portuguesa · áudio de 16:10 · narração Prof. Brito · leitura de 13 min

Português Peso no edital ★★★★☆ Transcrição completa

Aula narrada · 16:10 · Prof. Brito

Sintaxe I - classes de palavras, coordenação, subordinação e pontuação

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O que cai na prova, direto ao ponto

  1. 01

    Classificação gramatical depende da função na frase, não da 'etiqueta' da palavra: a mesma palavra pode ser advérbio, adjetivo ou pronome.

  2. 02

    Advérbio é sempre invariável: nunca flexiona em gênero ou número, mesmo modificando um sujeito plural ou feminino.

  3. 03

    Oração adjetiva sem vírgula é restritiva (delimita); com vírgula é explicativa (acrescenta) — vírgula nunca separa sujeito de verbo.

  4. 04

    'Pois' antes do verbo é explicativo; 'pois' depois do verbo, separado por vírgula, é conclusivo — a posição decide a classificação.

  5. 05

    Oração subordinada substantiva se troca por 'isso'; adjetiva, por 'o qual'; adverbial, por 'quando' ou 'se'.

Simulado relâmpago · estilo CEBRASPE

Você já domina isso? Julgue 5 itens antes de continuar.

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  • Item 01

    Na frase 'trabalhou bastante para merecer a promoção', a palavra 'bastante' exerce função de substantivo.

    toque em C ou E

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    Gabarito: Errado

    'Bastante' modifica o verbo 'trabalhou', portanto é advérbio de intensidade, não substantivo — advérbio é sempre invariável.

    "'Bastante' está modificando o verbo 'trabalhou', então é advérbio de intensidade, não substantivo."

  • Item 02

    Em 'o agente agiu rapidamente, portanto o acidente foi evitado', a oração introduzida por 'portanto' é coordenada conclusiva.

    toque em C ou E

    Ver gabarito e comentário

    Gabarito: Certo

    'Portanto' é conjunção conclusiva, mostrando que o segundo fato é consequência lógica do primeiro.

    "'Portanto' é conjunção conclusiva mesmo, mostrando que o segundo fato é consequência lógica do primeiro."

  • Item 03

    Em 'é necessário que o policial esteja atento', a oração é subordinada substantiva subjetiva.

    toque em C ou E

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    Gabarito: Certo

    A oração pode ser substituída por 'isso' ('é necessário isso'), teste que confirma a substantiva; é sujeito do verbo impessoal 'é necessário'.

    "ela é sujeito do verbo impessoal 'é necessário', então vira subordinada substantiva subjetiva."

  • Item 04

    Em 'os agentes, que chegaram primeiro, colheram os depoimentos', as vírgulas indicam que a oração é restritiva, delimitando quais agentes colheram os depoimentos.

    toque em C ou E

    Ver gabarito e comentário

    Gabarito: Errado

    Vírgula é sinal de oração explicativa, não restritiva; todos os agentes chegaram primeiro, a oração só acrescenta informação.

    "Vírgula é sinal de explicativa, não de restritiva."

  • Item 05

    Em 'embora houvesse provas, o suspeito foi liberado', a conjunção 'embora' estabelece relação de causalidade.

    toque em C ou E

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    Gabarito: Errado

    'Embora' é conjunção concessiva e expressa contraste, não causa: ter provas deveria impedir a liberação, mas mesmo assim ela aconteceu.

    "'Embora' é a chamada concessíva, a oração do obstáculo superado, e expressa contraste, não causa."

Transcrição completa desta aula (leitura opcional)

Brito, desafio rápido, cinco segundos no relógio. 'Elas chegaram primeiro no plantão'. 'Primeiro' devia virar 'primeiras' pra concordar com o sujeito feminino plural, certo ou errado? Não vou te dar a resposta ainda. Ah, para!

Isso não vale. Vale sim, porque é exatamente esse instinto de responder rápido que a Cebraspe explora. Quase todo mundo erra essa aqui — não porque não sabe português, mas porque responde no automático.

Então guarda ela aí que eu cobro no fim do episódio. Combinado. E olha, isso resume bem o que a banca cobra em sintaxe: ela não pergunta o que a palavra É.

Ela pergunta o que a palavra FAZ na frase. Peraí, mas isso muda tudo. Eu decorei um monte de definição de classe gramatical achando que era isso que cai.

E cai pouco. O que cai é função. Pensa assim: imagina que toda palavra numa frase é um suspeito numa abordagem de blitz.

Gostei. Manda. Não importa o documento que o suspeito carrega no bolso — a etiqueta de classe que o dicionário deu pra ele.

Importa o que ele está fazendo ali na cena, o comportamento dele dentro daquela frase. Então uma palavra pode ter documento de advérbio e às vezes agir como outra coisa? Exatamente, e isso tem nome: transitividade funcional.

Pega a palavra 'bastante'. Em 'fez bastante bem' ela é advérbio. Em 'havia bastante gente' é pronome indefinido.

E em 'esforço bastante' ela vira adjetivo. A mesma palavra, três documentos diferentes. Três documentos diferentes, mesma cara.

E a banca adora te mostrar só um contexto e te perguntar se aquilo é substantivo, sendo que é advérbio. Tipo aquela do quadro que a gente vai ver depois, né? 'Trabalhou bastante pra merecer a promoção'. Isso mesmo, guarda esse exemplo também.

Mas antes eu quero voltar pro nosso suspeito da blitz, porque é ele que resolve seu desafio dos cinco segundos. Manda ver. Advérbio modifica verbo, adjetivo ou outro advérbio.

E ele tem uma característica que resolve praticamente todo esse bloco: ele é invariável. Invariável como assim, nunca flexiona? Nunca.

Não vai pro feminino, não vai pro plural, fica sempre do mesmo jeito. Já o adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo que ele acompanha. Então em 'elas chegaram primeiro'... 'Primeiro' modifica o verbo 'chegaram'.

Não é o jeito das meninas, é a ordem de chegada. Isso é função de advérbio. E advérbio é...

INVARIÁVEL. Invariável? Invariável.

Não flexiona pra concordar com sujeito nenhum, porque ele não está descrevendo o sujeito — está descrevendo a ação. Então minha frase dos cinco segundos... Você já tem toda a munição pra fechar essa sozinha.

Mas guarda esse raciocínio, que eu confirmo o veredito só lá no fim. Isso é golpe baixo. É pedagogia.

Segura essa e bora continuar, que ainda tem 'ela falou alto' fazendo o mesmo truque. Caí redondinho nessa categoria de armadilha, viu. 'Ela falou alto' — 'alto' também não flexiona, porque tá modificando o verbo falar, não o substantivo 'ela'. Peraí, então o teste é sempre esse: pergunta o que a palavra modifica?

Isso. Modificou verbo? Advérbio, invariável, fim de papo.

Acompanhou substantivo, concordando com ele? Adjetivo ou pronome adjetivo. Falando em pronome, isso também é pegadinha, né?

Pronome adjetivo e pronome substantivo. É outro documento pra checar na abordagem. 'Nenhum policial' — o pronome está grudado no substantivo, então é pronome adjetivo. 'Nenhum compareceu' — o pronome está sozinho, substituindo o substantivo, então vira pronome substantivo. E as palavrinhas tipo 'como', 'quando', 'onde'?

Essas são as mais camaleônicas de todas. Podem ser conjunção, preposição ou advérbio dependendo só da função que exercem na frase — a forma escrita é idêntica, o comportamento é que muda. Beleza, suspeito flagrado pelo comportamento, não pelo documento.

Mas isso vale só pra uma palavra sozinha, ou muda quando a gente junta orações inteiras? O princípio é o mesmo, só muda a escala. Aqui a regra de ouro é simples: oração coordenada é independente.

Nenhuma das duas é termo da outra, elas só estão lado a lado. Tem sem conjunção e com conjunção, certo? Isso.

A coordenada sem conjunção — estrutura chamada de assindética, ou coordenada sem conjunção — e a coordenada com conjunção, chamada de sindética, coordenada com conjunção. Depois disso pode falar só coordenada sem conjunção e coordenada com conjunção mesmo. E a com conjunção tem os cinco tipos que sempre caem.

Cinco tipos, e você tem que decorar as conjunções típicas de cada um. Aditiva é 'e', 'nem', 'não só mas também'. Adversativa é 'mas', 'porém', 'contudo', 'todavia', 'entretanto', 'no entanto'.

E as outras três? Alternativa: 'ou ou', 'ora ora', 'seja seja'. Conclusiva: 'logo', 'portanto', 'então', 'assim', 'por isso', 'por conseguinte'.

Explicativa: 'pois' anteposto ao verbo, 'porque', 'que'. Peraí, você falou 'pois anteposto ao verbo'. Isso não é sempre explicativo?

Aí que mora a maior pegadinha do bloco todo. A posição do 'pois' na frase decide a classificação, não a palavra em si. Como assim, a mesma palavra muda de tipo dependendo de onde ela senta na frase?

Exatamente. 'Vá logo, pois é tarde' — o 'pois' vem antes do verbo 'é', então ele é explicativo, está justificando a ordem. E se ele vier depois? 'Estava tarde, foi logo, pois' — agora o 'pois' vem posposto, depois do verbo e separado por vírgula, e vira conclusivo. É a mesma palavra, documento trocado, comportamento diferente.

Então quem decorou 'pois é sempre explicativo' quebra a cara na hora que a banca inverte a posição. Quebra feio. E ela adora fazer exatamente isso: te dar o 'pois' posposto e te perguntar se é explicativo, esperando que você caia no automático.

Anotado. Posição decide. E dentro de uma oração só, dá pra ter coordenação também, não é?

Tipo dois sujeitos. Isso, coordenação não é só entre orações inteiras, é entre termos com a mesma função também. Sujeito composto, objeto composto, adjunto composto.

E aí entra a regra de concordância, né? Dois sujeitos ligados por 'e' vão pro plural. Regra geral, sim.

Mas ligados por 'ou' ou por 'nem', o verbo pode concordar com o mais próximo, se a ideia for de exclusão, ou pode ir pro plural, se a ideia for de soma. Peraí, então em 'nem o delegado nem os agentes souberam da ocorrência', o plural também tá certo? Perfeitamente certo.

A banca gosta de te fazer achar que só o singular, concordando com o núcleo mais próximo, funciona ali. Mentira — o plural com 'nem nem' correlativo é plenamente aceito. Bom saber.

Vamos pra subordinação agora? Vamos. E aqui muda o jogo: oração subordinada não é independente, ela é termo de outra oração, a principal.

Tipo, ela faz o papel de um substantivo, ou de um adjetivo, ou de um advérbio dentro da frase maior? Exatamente isso, e é assim que ela se classifica: pelo papel que exerce. Se faz papel de substantivo, é substantiva — pode ser sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicatívo, o atributo ligado por verbo de ligação, ou aposto.

E se faz papel de adjetivo? É adjetiva — funciona como adjunto adnominal, o modificador que gruda no substantivo, ou como aposto, e sempre modifica um substantivo antecedente. E se faz papel de advérbio, aí é a adverbial, que modifica o verbo da principal.

Isso. E o truque pra classificar rápido é fazer a substituição mental. Se dá pra trocar a oração toda por 'isso', é substantiva.

E se dá pra trocar por 'o qual' ou 'a qual'? É adjetiva. E se dá pra trocar por 'por isso', 'quando' ou 'se', é adverbial.

Peraí, então em 'é necessário que o policial esteja atento', eu troco por 'isso'... 'é necessário isso'. Faz sentido! Fez sentido, então é substantiva.

E mais especificamente, ela é sujeito do verbo impessoal 'é necessário', então vira subordinada substantiva subjetiva. Ah, então o 'que' ali não é pronome nenhum, é só uma conexão. Isso, esse 'que' que só liga a oração substantiva à principal, sem função própria, tem até nome técnico: chamam de integrante.

Depois dessa você já pode falar só 'que integrante'. Beleza. Agora me explica a diferença que mais derruba gente, que é restritiva contra explicativa.

Essa é altíssima cobrança, e é dentro das adjetivas. Restritiva delimita o universo do substantivo, sem vírgula, e não pode ser tirada sem mudar o sentido. E a explicativa?

Acrescenta uma informação a mais sobre um antecedente que já está definido, vem entre vírgulas, e pode ser tirada sem prejudicar a informação central. Dá um exemplo com policial, que eu visualizo melhor. 'Os policiais que estavam de plantão foram acionados' — sem vírgula, restritiva. Só uma parte dos policiais, os que estavam de plantão, foi acionada.

E com vírgula muda tudo. Muda completamente. 'Os policiais, que estavam de plantão, foram acionados' — com vírgula, explicativa. Aí todos os policiais estavam de plantão, e a oração só está comentando isso.

Então a vírgula muda quem foi acionado, na prática. Muda o efetivo inteiro que você está imaginando na cena. É só um sinal gráfico, mas decide se é metade da equipe ou a equipe toda.

Assustador como uma vírgula carrega tanto peso. E por falar em vírgula, vamos pra pontuação, que é onde a Cebraspe mais gosta de brincar. Vou fazer papel de advogada do diabo aqui: pra que serve tanta regra de vírgula?

Não é só questão de gosto? Não é gosto nenhum, é estrutura. Tem lugar onde a vírgula é proibida e lugar onde ela é obrigatória, e confundir os dois muda o sentido da frase inteira.

Onde ela é proibida, por exemplo? Entre sujeito e verbo. Nunca. 'O investigador, descobriu a pista decisiva' está errado, porque a vírgula ali interrompe uma relação que não pode ser interrompida.

Salvo se tiver alguma coisa explicativa no meio, né? Isso, só se justifica se houver um elemento intercalado entre vírgulas ali, tipo um aposto. Fora isso, sujeito e verbo ficam colados.

Mesma regra vale entre verbo e objeto, e entre nome e complemento nominal. E onde ela é obrigatória? Pra isolar aposto explicativo, isolar vocativo e separar adjunto adverbial longo quando ele vem antecipado no início da frase.

E aquela vírgula antes do 'e' que a gente sempre fica em dúvida? Aí depende. Se o 'e' liga orações com o mesmo sujeito, a vírgula é facultativa — pode usar ou não, tanto faz, não tem erro nenhum.

Mas se liga orações com sujeitos diferentes, ela é recomendada, embora ainda não seja obrigatória na norma padrão. E a banca explora exatamente essa zona cinzenta. Exatamente essa.

E tem mais dois sinais que caem bastante: doispontos e travessão. Doispontos eu sempre pensei que era só pra enumeração. É um dos usos, mas não o único.

Doispontos também introduz citação direta, explicação ou conclusão do que já foi dito antes. Tipo em 'o resultado foi claro: o réu era inocente'? Isso mesmo.

Ali os doispontos não estão enumerando nada, estão explicando o que significa 'o resultado foi claro'. Se a banca disser que aquilo é enumeração, está errado. E o travessão pode trocar de lugar com os doispontos?

Em explicação e enumeração, sim, geralmente dá pra trocar sem alterar o sentido. Mas em citação direta formal, não — o travessão não substitui os doispontos ali. Beleza, acho que já tenho munição suficiente.

Bora pro quadro? Bora, lê pra mim. Na frase 'trabalhou bastante para merecer a promoção', a palavra 'bastante' exerce função de substantivo.

Errado. 'Bastante' está modificando o verbo 'trabalhou', então é advérbio de intensidade, não substantivo. Cadê nosso amigo invariável de novo, aparecendo. Próxima: em 'o agente agiu rapidamente, portanto o acidente foi evitado', a oração introduzida por 'portanto' é coordenada conclusiva.

Certo. 'Portanto' é conjunção conclusiva mesmo, mostrando que o segundo fato é consequência lógica do primeiro. Em 'é necessário que o policial esteja atento', a oração é subordinada substantiva subjetiva. Certo, a gente já resolveu essa lá atrás com o truque do 'isso'.

Em 'os agentes, que chegaram primeiro, colheram os depoimentos', as vírgulas indicam que a oração é restritiva, delimitando quais agentes colheram os depoimentos. Errado. Vírgula é sinal de explicativa, não de restritiva.

Todos os agentes chegaram primeiro e todos colheram os depoimentos — a oração só está acrescentando informação, não restringindo nada. Em 'embora houvesse provas, o suspeito foi liberado', a conjunção 'embora' estabelece relação de causalidade. Errado. 'Embora' é a chamada concessíva, a oração do obstáculo superado, e expressa contraste, não causa.

Ter provas deveria impedir a liberação, mas mesmo assim ela aconteceu — é exatamente esse choque que 'embora' marca. Última: para identificar uma oração subordinada substantiva, basta verificar se ela é introduzida pela conjunção 'que'. Errado, e essa é traiçoeira. 'Que' pode ser conjunção integrante numa substantiva, pode ser pronome relativo numa adjetiva, ou até conjunção coordenativa explicativa.

A forma escrita é igual, mas a função na frase é que decide, sempre. Voltamos pro nosso suspeito da blitz de novo. Sempre volta pra ele.

Documento não conta história nenhuma, comportamento sim. Então cadê o gabarito dos meus cinco segundos, que eu já fiquei curiosa demais pra esperar? 'Elas chegaram primeiro' — errado. 'Primeiro' modifica o verbo 'chegaram', é advérbio, e advérbio é invariável. Invariável.

Isso mesmo. Você já sabe agora — 'primeiro' fica 'primeiro' pra sempre, não importa quantas meninas cheguem primeiro. Perfeito.

Bora fechar com os três pontos pra levar? Primeiro ponto: função sempre vence forma. A palavra é um suspeito na abordagem, e o que decide a classificação é o comportamento dela na frase, não o documento que ela carrega.

Segundo ponto, que é meu favorito: advérbio é invariável, ponto final. Se a palavra modifica o verbo, ela nunca flexiona pra concordar com nada. Terceiro ponto: vírgula não é enfeite.

Ela separa restritiva de explicativa, separa 'pois' explicativo de conclusivo pela posição, e nunca pode entrar entre sujeito e verbo. E a pegadinha final? A maior armadilha do bloco: a banca te dá uma oração com 'que' e chama de subordinada substantiva objetiva direta, mas na verdade aquele 'que' está retomando um antecedente.

Aí não é substantiva, é adjetiva. Exatamente. Regra final pra levar pra prova: se tem antecedente nominal sendo retomado, é adjetiva.

Se não tem antecedente e o 'que' só liga a oração a um verbo ou adjetivo, aí sim é substantiva. Suspeito flagrado, documento na mão, mas comportamento é que fala mais alto. Literalmente falando mais alto — e agora você sabe que esse 'alto' nunca vira 'altas'.

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