🎧 Aulas do edital · Legislação Especial
Crimes Hediondos
Manchete não cria hediondez: só embarca quem está no rol — e duas leis de 2026 mexeram nessa lista.
Tópico do edital: Lei 8.072/1990 — crimes hediondos
Aula narrada · 12:50 · Prof. Brito
Crimes Hediondos
O que cai na prova, direto ao ponto
- 01
Hediondez é classificação legal: sem previsão expressa no rol, a gravidade concreta do fato e a avaliação moral do juiz não criam a etiqueta.
- 02
O art. 1º da Lei 8.072/1990 alcança crimes consumados e tentados, desde que o tipo esteja expressamente incluído no rol.
- 03
O caput reúne tipos do Código Penal; o parágrafo único agrega crimes de diplomas diversos — nem todos os crimes de uma lei externa entram por arrastão.
- 04
Atualização de 2026: a Lei 15.384 incluiu o vicaricídio e a Lei 15.358 incluiu crimes ligados ao domínio social estruturado.
- 05
Hediondos e equiparados são insuscetíveis de anistia, graça, indulto e fiança; mas apelar em liberdade exige decisão fundamentada, a temporária é de 30 dias prorrogável uma vez e o
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-
Item 01
A qualificação de um crime como hediondo depende de previsão legal expressa, de modo que a gravidade concreta do fato, por si só, não autoriza o juiz a reconhecer a hediondez de tipo ausente do rol.
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Gabarito: Certo
A hediondez é classificação legal submetida à reserva legal; repulsa social e gravidade concreta não substituem a indicação expressa no rol.
"É classificação legal. Sem previsão expressa, a gravidade concreta não cria hediondez."
A hediondez é classificação legal submetida à reserva legal; repulsa social e gravidade concreta não substituem a indicação expressa no rol.
"É classificação legal. Sem previsão expressa, a gravidade concreta não cria hediondez."
-
Item 02
Somente os crimes consumados podem ser classificados como hediondos, pois a interrupção da conduta antes da consumação afasta a classificação, ainda que o tipo integre o rol legal.
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Gabarito: Errado
O art. 1º alcança consumados e tentados dos tipos listados; parar antes da consumação não apaga a hediondez.
"O artigo primeiro da Lei 8072 de 1990 alcança os crimes consumados e tentados que integram o rol. Parar antes da consumação não apaga a classificação."
O art. 1º alcança consumados e tentados dos tipos listados; parar antes da consumação não apaga a hediondez.
"O artigo primeiro da Lei 8072 de 1990 alcança os crimes consumados e tentados que integram o rol. Parar antes da consumação não apaga a classificação."
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Item 03
Nos crimes abrangidos pela Lei 8.072/1990, a prisão temporária tem prazo de trinta dias, admitindo-se prorrogações sucessivas por igual período enquanto perdurar a investigação.
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Gabarito: Errado
O prazo é de trinta dias, mas a lei admite uma única prorrogação por igual período, condicionada à extrema e comprovada necessidade — não renovações livres.
"Nos crimes abrangidos, a prisão temporária tem disciplina especial de trinta dias, prorrogável uma vez por igual período quando houver extrema e comprovada necessidade."
O prazo é de trinta dias, mas a lei admite uma única prorrogação por igual período, condicionada à extrema e comprovada necessidade — não renovações livres.
"Nos crimes abrangidos, a prisão temporária tem disciplina especial de trinta dias, prorrogável uma vez por igual período quando houver extrema e comprovada necessidade."
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Item 04
Crimes hediondos e equiparados são insuscetíveis de anistia, graça, indulto e fiança, vedação que não se afasta pelo fato de o delito ter sido praticado sem violência.
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Gabarito: Certo
As quatro vedações incidem pela classificação legal, sem exceção fundada na ausência de violência no caso concreto.
"E não depende de o caso concreto ter violência. Dizer que um hediondo sem violência admite fiança inventa uma exceção que o texto não oferece."
As quatro vedações incidem pela classificação legal, sem exceção fundada na ausência de violência no caso concreto.
"E não depende de o caso concreto ter violência. Dizer que um hediondo sem violência admite fiança inventa uma exceção que o texto não oferece."
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Item 05
Por integrarem diploma legal voltado ao controle de armas, todos os crimes previstos no Estatuto do Desarmamento são considerados hediondos.
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Gabarito: Errado
Apenas os crimes expressamente apontados pela Lei dos Crimes Hediondos ingressam na categoria; a origem no diploma externo não gera inclusão automática.
"Não é correto dizer que todos os crimes do Estatuto do Desarmamento são hediondos. Somente os que a Lei dos Crimes Hediondos aponta expressamente entram nessa categoria."
Apenas os crimes expressamente apontados pela Lei dos Crimes Hediondos ingressam na categoria; a origem no diploma externo não gera inclusão automática.
"Não é correto dizer que todos os crimes do Estatuto do Desarmamento são hediondos. Somente os que a Lei dos Crimes Hediondos aponta expressamente entram nessa categoria."
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Você pegou o padrão, mas ainda escapam detalhes que a banca cobra. Ouça a aula e feche essa lacuna agora.
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Um crime brutal, manchete nacional, todo mundo chamando de hediondo. Aí você abre a lei e ele não está no rol. O adjetivo da rua basta para marcar certo na prova?
Não. Hediondo não é um selo que o juiz cola porque o fato causou repulsa. É classificação legal.
Sem previsão expressa, a gravidade concreta não cria hediondez. Então a manchete perdeu. Perdeu para a lista.
Mas essa lista não é uma fotografia antiga. Duas mudanças de 2026 mexeram nela, e eu quero descobrir o que entrou sem transformar a conversa numa chamada de artigos. Guarda uma imagem simples: a lei funciona como lista de embarque.
A gravidade põe o caso na fila, mas só o nome impresso autoriza a entrada. E a tentativa embarca junto quando o tipo já está listado. A tentativa também?
Também. O artigo primeiro da Lei 8072 de 1990 alcança os crimes consumados e tentados que integram o rol. Parar antes da consumação não apaga a classificação.
Uhum. Isso derruba duas falsas certezas de uma vez. Nem todo crime muito grave é hediondo, e um crime previsto na lista não deixa de ser hediondo só porque ficou na tentativa.
E o rol mora todo no Código Penal? Não. O caput reúne muitos tipos do Código Penal, enquanto o parágrafo único agrega crimes previstos em diplomas diversos.
A origem do tipo pode mudar. O que não muda é a necessidade de indicação expressa. Tipo arma de fogo.
Exato, mas com cuidado. Não é correto dizer que todos os crimes do Estatuto do Desarmamento são hediondos. Somente os que a Lei dos Crimes Hediondos aponta expressamente entram nessa categoria.
A lista de embarque de novo. Portar um bilhete parecido não põe todo mundo no voo. Boa!
E a mesma lógica impede outro atalho. O julgador não pode preencher uma lacuna com a própria avaliação moral. A reserva legal aqui decide a etiqueta e os efeitos que vêm depois.
Pensa rápido: consumado ou tentado? Os dois, se o tipo estiver expressamente incluído. Essa é limpa.
E precisa continuar limpa, porque a banca costuma trocar o critério legal por uma descrição emocional do fato. Quanto mais repulsiva a narrativa, maior a tentação de esquecer a lista. Agora, atualiza a lista.
Em 2026, o vicaricídio ingressou no rol. A Lei 15384 alterou expressamente a disciplina dos crimes hediondos pra fazer essa inclusão. Vicaricídio?
Esse é o único eco máximo. O que interessa pra esta revisão é a atualização normativa. Material anterior à mudança pode trazer um rol desatualizado e conduzir ao erro.
E houve outra mudança no mesmo ano. Houve. A Lei 15358 produziu alteração expressa ao incluir crimes ligados ao domínio social estruturado.
A prova pode negar qualquer efeito dessa lei sobre o rol. Essa negativa está errada. Então não basta decorar uma lista de ontem.
Eu preciso primeiro perguntar se a norma mudou e depois verificar se o tipo aparece expressamente na versão vigente. É, essa é a sequência segura. Atualização primeiro, enquadramento depois.
Sem ela, a pessoa pode excluir o que acabou de entrar ou incluir por intuição algo que a lei nunca chamou de hediondo. Aham. Até aqui falamos de quem entra.
Agora vem a consequência. Crimes hediondos e os equiparados recebem vedações próprias. A lei os torna insuscetíveis de anistia, graça, indulto e fiança.
Quatro travas. Quatro. E não depende de o caso concreto ter violência.
Dizer que um hediondo sem violência admite fiança inventa uma exceção que o texto não oferece. Mas "tem trava" costuma virar "não existe benefício nenhum" na cabeça de quem estuda correndo. E aí nasce outra generalização errada.
Hediondes não significa proibição absoluta de todo benefício. Cada efeito precisa ser lido na regra correspondente, sem ampliar a vedação por associação. Vou testar.
Condenado por hediondo nunca apela em liberdade. Errado. A sentença deve decidir fundamentadamente se o réu poderá apelar em liberdade.
Não existe automatismo que dispense a análise e a fundamentação judicial. Fundamentação, não reflexo. Isso.
A etiqueta hediondo não aperta um botão que resolve sozinho toda cautelar, todo recurso e toda execução. Ela aciona regras específicas e cada uma conserva seus próprios requisitos. E a prisão temporária?
Nos crimes abrangidos, a prisão temporária tem disciplina especial de trinta dias, prorrogável uma vez por igual período quando houver extrema e comprovada necessidade. Trinta dias, uma prorrogação possível. Exato.
Não é prisão indefinida enquanto durar a investigação. Existe prazo e existe condição para prorrogar. A palavra prorrogável não autoriza renovar quantas vezes a investigação quiser.
Você aí, sem voltar. Quantas renovações livres? Nenhuma.
A lei admite uma prorrogação por igual período, condicionada à extrema e comprovada necessidade. Boa! Percebe como a lista de embarque continua útil?
Entrar na classificação abre um conjunto de regras, mas o bilhete não apaga os controles de cada etapa. Prazo, decisão fundamentada e requisito continuam visíveis. E presídio federal?
Todo condenado vai direto? Não. A lei prevê estabelecimentos federais de segurança máxima para situações de risco institucional, como segurança pública ou risco à incolumidade do próprio preso ou de terceiros.
Isso não cria transferência automática de todos os condenados por crimes hediondos. Ou seja, previsão de estrutura não é ordem universal de destino. Perfeito.
A banca tira uma possibilidade institucional e a converte em obrigação absoluta. É a mesma fraude lógica usada quando transforma vedação específica em proibição de qualquer benefício. Falta o livramento.
O livramento condicional tem requisito temporal agravado e restrição associada à reincidência específica. A conclusão correta não é sempre proibido, é submetido a condições mais rigorosas. Mais rigor não é impossibilidade.
Exatamente. Antes do quadro, deixa eu cometer três erros de uma vez. O fato foi horrível, ficou na tentativa e não aparece na lei.
Ainda assim, é hediondo, porque o juiz pode reconhecer a gravidade. Tudo errado na mesma frase. A tentativa conserva a hediondez somente quando o tipo está no rol.
Se o tipo não aparece, a gravidade e a avaliação judicial não criam a classificação. Então, tentativa também depende da premissa anterior. Depende.
É uma regra de extensão sobre um crime já listado, não uma porta independente para transformar qualquer tentativa grave em hedionda. Essa ordem lógica evita usar uma verdade parcial para sustentar uma conclusão falsa. E quando o crime vem de outra lei?
Você procura indicação expressa no parágrafo único. O fato de um diploma externo conter um crime grave não basta. E o fato de alguns crimes daquele diploma estarem indicados, não puxa automaticamente todos os outros.
O mesmo raciocínio vale para a atualização. Vale. Material antigo pode omitir o vicaricídio ou os crimes ligados ao domínio social estruturado.
Material apressado pode fazer o contrário e alargar a mudança além do que foi incluído. A conferência precisa ser do rol vigente, não da memória aproximada. Depois vem o erro do pacote absoluto.
Isso. A pessoa aprende as vedações de anistia, graça, indulto e fiança, e conclui que nenhuma análise adicional existe em qualquer tema. Só que apelar em liberdade exige decisão fundamentada.
Prisão temporária tem prazo e condição. Presídio federal não é destino automático. Mais rigor não apaga requisitos.
Essa é a frase operacional. O legislador agrava ou veda pontos determinados. O intérprete não pode completar o restante por intuição punitiva, porque estaria repetindo o mesmo erro que comete ao criar hediondez fora do rol.
Há uma simetria aí. Não inventar quem entra e não inventar tudo que acontece depois. Perfeito.
Reserva legal na entrada e leitura específica dos efeitos na saída. A lista de embarque serve para as duas pontas. Nome impresso para entrar, bilhete próprio para cada consequência.
E a prisão temporária exige cuidado auditivo. Trinta dias, uma prorrogação por igual período e extrema necessidade comprovada. Sem transformar possibilidade condicionada em renovação livre.
Também sem converter previsão de estabelecimentos federais de segurança máxima em obrigação automática para todo condenado. Palavras como sempre, todo e indefinidamente são os alarmes. Quero fechar o teste com duas palavras perigosas: insuscetível e impossível.
A primeira aparece nas vedações. A segunda costuma ser acrescentada pela questão. Ótima leitura.
A lei diz que hediondos e equiparados são insuscetíveis de anistia, graça, indulto e fiança. Daí não decorre que seja impossível apelar em liberdade, obter livramento sob requisitos próprios ou cumprir pena fora de estabelecimento federal. Ou seja, uma palavra forte não contamina todos os institutos vizinhos.
Não. Cada conclusão precisa de sua norma. A prisão temporária, por exemplo, tem duração especial e prorrogação condicionada.
A sentença decide fundamentadamente sobre recurso em liberdade. O livramento é mais rigoroso, mas não universalmente abolido. E a atualização de 2026 não muda essa técnica.
Só torna a conferência temporal ainda mais importante. Primeiro, atualize quem está no rol. Depois, aplique os efeitos que realmente correspondem à classificação.
Não use lei nova para inventar consequências, nem lei antiga para excluir tipos recém-inseridos. A lista de embarque virou uma rotina de prova. Conferir nome, versão e bilhete de cada consequência.
Essa rotina resiste às manchetes, aos materiais desatualizados e aos absolutos sedutores. Ela preserva o que a lei efetivamente agravou sem completar lacunas com intuição. Agora, sim.
Como cai na prova? O juiz pode declarar hediondo qualquer crime especialmente grave, ainda que ele não apareça no rol legal. Errado.
A qualificação depende de previsão legal expressa. Gravidade concreta não substitui a lista. Somente crimes consumados podem ser hediondos.
Errado. O artigo primeiro abrange consumados e tentados quando o tipo está incluído Todos os crimes do Estatuto do Desarmamento são hediondos. Errado.
Somente os expressamente indicados pela Lei 8072 de 1990. As Leis 15384 e 15358, ambas de 2026, não mexeram no rol. Errado.
A primeira incluiu o vicariicídio. A segunda incluiu crimes ligados ao domínio social estruturado. Crime hediondo sem violência admite fiança.
Errado. Hediondos e equiparados são insuscetíveis de anistia, graça, indulto e fiança, sem essa distinção proposta. A condenação elimina automaticamente qualquer possibilidade de apelar em liberdade.
Errado. A sentença precisa decidir fundamentadamente sobre apelar em liberdade. A prisão temporária pode durar indefinidamente enquanto a investigação estiver aberta.
Errado. São trinta dias, com uma prorrogação por igual período, quando houver extrema e comprovada necessidade. Todo condenado por crime hediondo cumpre pena obrigatoriamente em estabelecimento federal de segurança máxima.
Errado. A previsão atende situações de risco institucional, não produz transferência automática de todos. O livramento condicional é sempre proibido.
Errado. Há requisito temporal agravado e restrição por reincidência específica, não uma proibição absoluta geral. Três pontos pra levar.
Primeiro: hediondes nasce de previsão legal expressa. Vale também para a tentativa do tipo listado e exige consulta ao rol vigente. Segundo: 2026 trouxe o vicariicídio e crimes ligados ao domínio social estruturado para a lista.
Terceiro: existem vedações e requisitos mais rigorosos, mas isso não autoriza dizer que todo benefício, toda liberdade recursal ou todo destino prisional fica automaticamente proibido. A manchete pode chamar de hediondo. Na prova, só embarca quem está na lista.
E cada efeito ainda precisa mostrar o próprio bilhete.
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