🎧 Aulas do edital · Legislação Especial
Estatuto da Criança e do Adolescente
Doze velas mudam a categoria jurídica, não a resposta do sistema — e é exatamente aí que a banca constrói a pegadinha.
Tópico do edital: Lei 8.069/1990 — Estatuto da Criança e do Adolescente
Aula grátis · Leg. Especial
Estatuto da Criança e do Adolescente
O que cai na prova, direto ao ponto
- 01
Criança é até 12 anos incompletos; a partir dos 12 completos, adolescente. Criança autora de ato infracional recebe medidas de proteção, não socioeducativas.
- 02
Absoluta prioridade vincula quatro sujeitos: família, comunidade, sociedade e poder público, com primazia de socorro, precedência de atendimento, preferência em políticas e
- 03
Acolhimento institucional e familiar são medidas protetivas, provisórias e excepcionais, sem privação de liberdade — nunca socioeducativas.
- 04
Conselho Tutelar é permanente, autônomo e não jurisdicional: não integra o Judiciário e não julga; Conselho de Direitos é órgão distinto, com função de interesse público relevante
- 05
Saúde mental (art. 11-A) abrange atenção básica, especializada, urgência, emergência e hospitalar; o art. 14-A incumbe o poder público de assistência integral e multiprofissional
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Item 01
Para os fins do Estatuto da Criança e do Adolescente, a pessoa que completa 12 anos de idade permanece enquadrada na categoria de criança para todos os efeitos legais.
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Gabarito: Errado
A partir dos 12 anos completos a pessoa passa a ser adolescente; criança é apenas até 12 anos incompletos.
"Para o ECA, criança é a pessoa até doze anos incompletos. A partir de doze anos completos, é adolescente."
A partir dos 12 anos completos a pessoa passa a ser adolescente; criança é apenas até 12 anos incompletos.
"Para o ECA, criança é a pessoa até doze anos incompletos. A partir de doze anos completos, é adolescente."
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Item 02
O dever de assegurar a absoluta prioridade a crianças e adolescentes vincula, além do poder público, a família, a comunidade e a sociedade em geral.
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Gabarito: Certo
A absoluta prioridade não recai apenas sobre o Estado: são quatro os responsáveis indicados.
"E a absoluta prioridade não recai apenas sobre Estado. Vincula família, comunidade, sociedade geral e poder público. Quatro responsáveis."
A absoluta prioridade não recai apenas sobre o Estado: são quatro os responsáveis indicados.
"E a absoluta prioridade não recai apenas sobre Estado. Vincula família, comunidade, sociedade geral e poder público. Quatro responsáveis."
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Item 03
O acolhimento institucional, por afastar temporariamente a criança ou o adolescente do convívio habitual, configura medida socioeducativa privativa de liberdade.
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Gabarito: Errado
Acolhimento institucional e familiar são medidas protetivas, provisórias e excepcionais, sem privação de liberdade e sem natureza socioeducativa.
"Acolhimento institucional e acolhimento familiar são medidas provisórias e excepcionais. Não implicam privação de liberdade e não são medidas socioeducativas."
Acolhimento institucional e familiar são medidas protetivas, provisórias e excepcionais, sem privação de liberdade e sem natureza socioeducativa.
"Acolhimento institucional e acolhimento familiar são medidas provisórias e excepcionais. Não implicam privação de liberdade e não são medidas socioeducativas."
-
Item 04
O Conselho Tutelar, órgão permanente e autônomo, integra o Poder Judiciário e exerce jurisdição ao aplicar medidas de proteção.
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Gabarito: Errado
O Conselho Tutelar é não jurisdicional: atua administrativamente, não integra o Judiciário e não profere sentença.
"O conselho tutelar é órgão permanente, autônomo e não jurisdicional. Atua administrativamente na proteção e no encaminhamento de situações previstas no Estatuto Não integra o Poder Judiciário e não exerce jurisdição."
O Conselho Tutelar é não jurisdicional: atua administrativamente, não integra o Judiciário e não profere sentença.
"O conselho tutelar é órgão permanente, autônomo e não jurisdicional. Atua administrativamente na proteção e no encaminhamento de situações previstas no Estatuto Não integra o Poder Judiciário e não exerce jurisdição."
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Item 05
As medidas de proteção são cabíveis não apenas em caso de falta, omissão ou abuso dos pais ou responsável, mas também diante de ação ou omissão da sociedade ou do Estado e em razão da conduta da própria criança ou adolescente.
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Gabarito: Certo
A transcrição indica três grupos de origem que autorizam as medidas de proteção, e a banca costuma suprimir a omissão estatal e a conduta da própria pessoa protegida.
"As medidas de proteção podem ser aplicadas quando direitos são ameaçados ou violados por ação ou omissão da sociedade ou do Estado, por falta, omissão ou abuso dos pais ou responsável, ou pela própria conduta da criança ou adolescente."
A transcrição indica três grupos de origem que autorizam as medidas de proteção, e a banca costuma suprimir a omissão estatal e a conduta da própria pessoa protegida.
"As medidas de proteção podem ser aplicadas quando direitos são ameaçados ou violados por ação ou omissão da sociedade ou do Estado, por falta, omissão ou abuso dos pais ou responsável, ou pela própria conduta da criança ou adolescente."
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Doze velas no bolo. A criança apaga, a família bate palma e, juridicamente, uma palavra muda naquele instante. Qual?
Adolescente. Para o ECA, criança é a pessoa até doze anos incompletos. A partir de doze anos completos, é adolescente.
Uma vela virou a chave. Virou a categoria. Só que a idade não resolve tudo.
Quero saber por que risco, ato infracional e responsabilização abrem respostas diferentes e por que conselho tutelar não é um juiz de bairro. Começa pela lente que organiza o estatuto: proteção integral. O ECA não espera apenas uma infração para reagir.
Ele reconhece crianças e adolescentes como sujeitos de direitos e estrutura proteção, prioridade e responsabilização adequada à condição de desenvolvimento. Então não é tutela só repressiva? Não.
E a absoluta prioridade não recai apenas sobre Estado. Vincula família, comunidade, sociedade geral e poder público. Quatro responsáveis.
E responsabilidade compartilhada não é slogan. A prioridade tem efeitos concretos: primazia de proteção e socorro, precedência de atendimento, preferência na formulação e execução de políticas e destinação privilegiada de recursos públicos. Uhum.
Pensa numa fila com várias portas. A idade indica quem chegou. A situação indica qual porta jurídica abre.
Proteção não é punição, acolhimento não é internação e atuação administrativa não é julgamento. Essa vai ser nossa central de atendimento. Uma só imagem, sem forçar.
Cada demanda precisa da porta correta. Se a banca empurra tudo para a porta penal ou judicial, ela está apagando a arquitetura do ECA. Antes das portas, houve atualização.
O texto vigente passou a explicitar assistência afetiva e responsabilização civil por ofensa a direitos fundamentais. Dizer que assistência afetiva é juridicamente irrelevante ignora essa disciplina. E saúde mental?
A Lei 15.413 de 2026 inseriu o direito de acesso a programas de saúde mental no SUS. Só hospital? Não.
O artigo 11-A alcança atenção básica, especializada, urgência, emergência e hospitalar. Reduzir a proteção e internação hospitalar corta a rede prevista no texto. Rede, não corredor único.
Exato. E o artigo 14-A cuida de situações de dependência ou problemas decorrentes do uso de drogas. A incumbência do poder público, com assistência integral e multiprofissional.
Não exclusivamente da família. Não. A família pode ser parte essencial do cuidado, mas a questão que transfere integralmente a obrigação pública para ela está errada.
Agora abre a porta da proteção. As medidas de proteção podem ser aplicadas quando direitos são ameaçados ou violados por ação ou omissão da sociedade ou do Estado, por falta, omissão ou abuso dos pais ou responsável, ou pela própria conduta da criança ou adolescente. Três origens?
Três grupos. A prova costuma deixar apenas o abuso familiar e apagar omissão estatal e conduta da própria pessoa protegida. Se a resposta for acolhimento, virou prisão?
Não. Acolhimento institucional e acolhimento familiar são medidas provisórias e excepcionais. Não implicam privação de liberdade e não são medidas socioeducativas.
Proteção, não internação. Essa separação decide muita questão. O fato de uma medida afastar temporariamente a pessoa do convívio habitual não autoriza chamar o acolhimento de sanção privativa de liberdade.
Aham. A condição peculiar de pessoa em desenvolvimento é um vetor interpretativo expresso. Não é uma frase decorativa.
Orienta a leitura dos direitos, das medidas e da resposta estatal. Abre a porta do ato infracional. Ato infracional é a conduta descrita como crime ou contravenção penal, mas a resposta muda com a idade.
À criança autora aplicam-se medidas de proteção. Ao adolescente podem ser aplicadas medidas socioeducativas. Mesma conduta, portas diferentes.
Isso. E dizer que criança recebe as mesmas medidas socioeducativas do adolescente apaga justamente a classificação etária que abriu o episódio. E prova para aplicar medida?
Medidas socioeducativas mais gravosas exigem prova suficiente de autoria e materialidade, ressalvada a hipótese de remissão. A advertência tem regime próprio, admite prova da materialidade e indícios suficientes de autoria. Então sempre prova plena, erra.
Erra ao nivelar todas as medidas. A palavra "sempre" costuma esconder a advertência e também a ressalva da remissão. Deixa eu formular.
A idade escolhe a categoria, a situação escolhe a porta e a intensidade da resposta mantém requisitos próprios. Agora encaixou. Falta a porta que muita gente pinta como tribunal: conselho tutelar.
O conselho tutelar é órgão permanente, autônomo e não jurisdicional. Atua administrativamente na proteção e no encaminhamento de situações previstas no Estatuto Não integra o Poder Judiciário e não exerce jurisdição. Não julga.
Não julga. Ele atende, aconselha, aplica ou promove medidas dentro de suas atribuições e requisita serviços, mas não profere sentença. E Conselho de Direitos é a mesma coisa?
Não. São estruturas distintas. A Lei 15.426 de 2026 disciplinou deveres dos membros dos Conselhos de Direitos.
Função necessariamente remunerada? Não. A lei considera a função de interesse público relevante e não remunerada.
A banca troca relevância pública por remuneração obrigatória e a conclusão não acompanha o texto. As etiquetas parecem parecidas. Conselho Tutelar, Conselho de Direitos, Medida Protetiva, Socioeducativa.
Por isso a central de atendimento ajuda. Nome semelhante não autoriza mandar tudo para a mesma porta. Pergunte sempre: quem é a pessoa, qual é a situação, que natureza tem a resposta e qual órgão possui a atribuição.
Antes do quadro, deixa eu atravessar a central inteira com um caso. Uma criança vive situação de risco causada por omissão de serviço público. A resposta correta começa procurando culpa dos pais?
Não. A omissão estatal já integra um dos grupos que autorizam medidas de proteção. Concentrar tudo nos responsáveis familiares invisibiliza a responsabilidade pública e contraria a proteção integral.
Se houver acolhimento, o examinador chama de internação. Você recusa a etiqueta. Acolhimento é protetivo, provisório e excepcional.
Não é privação de liberdade. Internação pertence a outra arquitetura de resposta. A proximidade física das palavras não muda a natureza jurídica.
E se a conduta estiver descrita como crime ou contravenção? Aí existe ato infracional, mas a idade ainda decide a resposta. Para criança, medidas de proteção.
Para adolescente, podem surgir medidas socioeducativas. A definição da conduta não apaga a classificação etária. O aniversário volta.
Volta como chave de leitura, não como detalhe biográfico. Doze anos completos mudam a categoria legal e impedem aplicar uma fórmula única a qualquer pessoa com menos de dezoito anos. E a prioridade?
Posso tratá-la como frase bonita no começo da lei? Não. Ela distribui deveres e produz consequências práticas no atendimento, nas políticas e nos recursos.
Uma questão pode acertar a expressão absoluta prioridade e errar logo depois ao restringir o dever ao poder público ou negar seus efeitos administrativos. Saúde mental também testa essa diferença entre rótulo e conteúdo. Exatamente.
Não basta reconhecer o direito e depois reduzi-lo ao hospital. A rede indicada alcança níveis diferentes de atenção. E nas situações relacionadas ao uso de drogas, a assistência prevista é integral e multiprofissional, sob incumbência do poder público.
Conselho Tutelar recebe o caso. Isso transforma atendimento em processo judicial? Não.
O órgão permanece não jurisdicional. Sua autonomia não equivale à jurisdição, assim como requisitar um serviço não equivale a proferir sentença. A prova explora palavras de autoridade para induzir uma função que o estatuto não lhe deu.
E Conselho de Direitos não herda automaticamente as mesmas características. Correto, são instituições diferentes. Na atualização de 2026, o ponto de prova destacado é o regime dos membros dos Conselhos de Direitos, com função de interesse público relevante e não remunerada.
Não transporte sem base os atributos do Conselho Tutelar. Então a técnica é perguntar quatro coisas: idade, origem do risco, natureza da resposta e órgão responsável. E acrescentar uma quinta quando houver atualização.
Qual é o texto vigente? Isso impede usar material antigo para negar assistência afetiva, restringir saúde mental ou ignorar a disciplina recente dos conselhos de direitos. A condição de pessoa em desenvolvimento fecha esse mapa?
Ela orienta a interpretação de todo o percurso. Não serve para eliminar responsabilidade nem para autorizar resposta indiferenciada. Serve para lembrar que direitos, proteção e medidas precisam considerar a etapa de desenvolvimento e a finalidade própria de cada instituto.
Então proteção integral não significa que toda resposta seja protetiva no mesmo sentido. Exatamente. O sistema contém prevenção, proteção e responsabilização, mas não mistura suas naturezas.
A banca acerta ao reconhecer direitos e erra quando chama acolhimento de internação, conselho tutelar de tribunal ou medida aplicada à criança de medida socioeducativa. Também não posso usar a palavra prioridade para apagar os quatro sujeitos responsáveis. Nem para deixá-la abstrata.
Família, comunidade, sociedade e poder público compartilham o dever, e o texto dá corpo à prioridade no socorro, no atendimento, nas políticas e nos recursos. É compromisso jurídico, não decoração legislativa. Com idade, porta, órgão, texto vigente e finalidade, a central finalmente para de mandar todos para o mesmo balcão E essa é a revisão que funciona em áudio.
Não decorar blocos soltos, mas reconstruir a relação. Doze anos completos mudam a categoria. Origem do risco orienta proteção.
Natureza do ato orienta a resposta. Competência define quem atua e quem não julga. Agora sim, como cai na prova?
O ECA adota tutela apenas repressiva para situações de risco. Errado. A proteção integral estrutura todo o estatuto.
Pessoa com 12 anos completos ainda é criança para todos os efeitos. Errado. A partir de 12 anos completos, enquadra-se como adolescente.
Somente o Estado responde pela absoluta prioridade. Errado. O dever vincula família, comunidade, sociedade e poder público, com conteúdo concreto.
O direito à saúde mental previsto no artigo 11A se limita ao atendimento hospitalar. Errado. Abrange atenção básica, especializada, urgência, emergência e hospitalar.
O artigo 14A entrega exclusivamente à família a assistência em problemas decorrentes do uso de drogas. Errado. A incumbência legal é do poder público, com assistência integral e multiprofissional.
Medidas de proteção só cabem quando pais ou responsável praticam abuso. Errado. O artigo 98 prevê também ação ou omissão social ou estatal e conduta da própria pessoa protegida.
Acolhimento institucional é medida socioeducativa privativa de liberdade. Errado. É medida protetiva, provisória e excepcional, sem privação de liberdade.
Criança autora de ato infracional recebe as mesmas medidas socioeducativas do adolescente. Errado. À criança aplicam-se medidas de proteção.
Advertência exige sempre prova plena de autoria. Errado. Ela admite prova da materialidade e indícios suficientes de autoria.
O Conselho Tutelar integra o Poder Judiciário. Errado. É permanente, autônomo e não jurisdicional.
A função de membro de conselho de direitos é necessariamente remunerada. Errado. É considerada de interesse público relevante e não remunerada.
Três pontos pra levar. Primeiro: proteção integral e absoluta prioridade orientam o sistema e a idade muda de criança para adolescente aos 12 anos completos. Segundo: risco abre medidas de proteção.
Ato infracional não autoriza tratar criança como adolescente. Acolhimento não é privação de liberdade. Terceiro: Conselho Tutelar protege administrativamente e não julga.
Saúde, assistência e conselhos de direitos devem ser lidos no texto vigente. As 12 velas abrem uma categoria, não uma resposta automática. Na central do ECA, idade, situação e órgão precisam chegar à porta certa
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