🎧 Aulas do edital · Raciocínio Lógico-Matemático
Descrição e Análise de Dados · Teoria dos Conjuntos
Um gráfico de colunas parece mostrar um aumento de duzentos por cento - até você reparar que o eixo Y nem começa em zero.
Tópico do edital: Descrição e análise de dados · Noções básicas de teoria dos conjuntos
Aula narrada · 10:45 · Prof. Brito
Descrição e Análise de Dados · Teoria dos Conjuntos
O que cai na prova, direto ao ponto
- 01
Em tabela com linha de total, nunca some o total geral junto com os valores parciais - isso duplicaria o resultado.
- 02
Antes de comparar barras num gráfico, confira onde o eixo Y começa: um eixo truncado exagera visualmente a diferença real.
- 03
Média ponderada pondera cada nota pelo seu peso; só coincide com a média simples quando todos os pesos são iguais.
- 04
Mediana resiste a valores extremos, média não - no conjunto 1, 2, 3, 100 a mediana é 2,5 mas a média sobe para 26,5.
- 05
O conjunto vazio é subconjunto de qualquer conjunto, por definição; elemento 'pertence', subconjunto 'está contido'.
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Item 01
Em uma tabela com três regiões, totais parciais de 40, 35 e 25 autuações, o total geral é 100 autuações.
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Gabarito: Certo
O total é a soma simples dos valores parciais, sem contar de novo a linha de total já apresentada na tabela.
"Soma simples dos parciais, sem contar a linha de total de novo."
O total é a soma simples dos valores parciais, sem contar de novo a linha de total já apresentada na tabela.
"Soma simples dos parciais, sem contar a linha de total de novo."
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Item 02
Se cada um dos cinco policiais receber mais 2 ocorrências, a nova média de atendimentos passa a ser 10.
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Gabarito: Certo
Somando uma constante a todos os valores, a média sobe exatamente essa mesma constante: oito mais dois é igual a dez.
"Oito mais dois, dez, igual a gente calculou."
Somando uma constante a todos os valores, a média sobe exatamente essa mesma constante: oito mais dois é igual a dez.
"Oito mais dois, dez, igual a gente calculou."
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Item 03
A média ponderada é igual à média simples das duas notas, que seria 7,5.
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Gabarito: Errado
Média ponderada e média simples só coincidem quando os pesos são iguais; com pesos diferentes o resultado correto é 7,8, não 7,5.
"Só coincidem quando os pesos são iguais. Aqui deu 7,8, não 7,5."
Média ponderada e média simples só coincidem quando os pesos são iguais; com pesos diferentes o resultado correto é 7,8, não 7,5.
"Só coincidem quando os pesos são iguais. Aqui deu 7,8, não 7,5."
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Item 04
No conjunto 3, 5, 5, 7, 9, 9, a moda é 5.
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Gabarito: Errado
Cinco e nove aparecem duas vezes cada um, então o conjunto é bimodal, e não tem apenas 5 como moda.
"Cinco e nove aparecem duas vezes cada, o conjunto é bimodal."
Cinco e nove aparecem duas vezes cada um, então o conjunto é bimodal, e não tem apenas 5 como moda.
"Cinco e nove aparecem duas vezes cada, o conjunto é bimodal."
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Item 05
O conjunto vazio é subconjunto de qualquer conjunto.
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Gabarito: Certo
Por definição, o conjunto vazio é subconjunto de qualquer conjunto, pois não existe elemento nele que possa violar essa relação.
"o conjunto vazio, lembra, é subconjunto de qualquer conjunto, porque não tem nenhum elemento pra violar essa regra."
Por definição, o conjunto vazio é subconjunto de qualquer conjunto, pois não existe elemento nele que possa violar essa relação.
"o conjunto vazio, lembra, é subconjunto de qualquer conjunto, porque não tem nenhum elemento pra violar essa regra."
0/5
Você já domina esse ponto do edital. Hora de fixar de ouvido, no ritmo da prova.
Você pegou o padrão, mas ainda escapam detalhes que a banca cobra. Ouça a aula e feche essa lacuna agora.
É exatamente pra isso que esta aula existe. Ouça agora e volte pra zerar esse simulado.
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Terminei o capítulo de estatística em dez minutos. Média todo mundo sabe fazer, uai! Todo mundo sabe fazer.
Até a banca desenhar o gráfico do jeito errado. Como assim errado? Imagina um gráfico de colunas com autuações por mês.
Uma coluna baixinha, outra bem mais alta do lado. Parece o triplo. Beleza, aí eu olho e falo: "Aumentou mais duzentos por cento".
Só que eu não te disse onde começa o eixo Y. Pera, isso muda a conta? Muda tudo.
Guarda essa pergunta, porque a resposta é a pegadinha mais perigosa desse episódio. Tá, guardada. Mas então hoje não é só decorar fórmula de média?
Hoje é ler tabela, ler gráfico, tirar média direito e não se perder no meio de conjunto. O que separa quem resolve rápido, de quem trava lendo o enunciado duas vezes. Fechado.
Começa pela tabela então, que isso eu acho que domino. Tabela tem cabeçalho, corpo de dados e às vezes uma linha de total. A armadilha clássica é o candidato somar o total junto com os parciais.
Tipo, três regiões com quarenta, trinta e cinco e vinte e cinco autuações. E aí tem uma linha escrito "cem" embaixo. Exatamente essa cena.
Quarenta mais trinta e cinco mais vinte e cinco, dá cem. Se você soma esse cem de novo, dobra o resultado. Aham...
Antes de calcular qualquer coisa, eu preciso saber o que cada coluna representa, se é valor absoluto ou percentual, e se tem nota de rodapé restringindo o período. Isso. E, com gráfico, o cuidado muda de tipo.
Coluna você compara altura, linha você olha tendência ao longo do tempo. Pizza, a soma das fatias sempre fecha em cem por cento. E o tal do histograma?
Parece coluna, mas o eixo X é contínuo, são classes de intervalo. Por isso não tem espaço entre as barras. Um prato cheio de detalhe para confundir quem lê rápido.
E o eixo Y truncado é o rei da confusão. Guarda isso, já volto nele. Beleza, vou para a média então, que essa eu calculo dormindo.
Média aritmética simples é soma dos termos dividida pelo número de termos. Cinco policiais atenderam quatro, seis, oito, dez e doze ocorrências. Soma é quarenta.
Dividido por cinco, resulta em média igual a oito ocorrências. Fácil. Agora testa: se cada um receber mais duas ocorrências, qual é a nova média?
Hum... Deixa eu pensar. Se soma constante a todo mundo, a média sobe a mesma constante.
Então, vira dez? Isso. Oito mais dois, dez.
É propriedade que a banca adora testar sem te avisar. Boa, mas pera aí. E quando os valores têm peso diferente?
Tipo prova com peso maior? Aí é média ponderada. Soma dos produtos valor vezes peso, dividida pela soma dos pesos.
Vou fazer papel de advogada do diabo aqui. Para que complicar se no fim das contas são só duas médias juntas? Porque o resultado muda.
Duas provas com pesos dois e três, notas seis e nove. Numerador: seis vezes dois mais nove vezes três, igual a doze mais vinte e sete, igual a trinta e nove. Denominador: dois mais três, igual a cinco.
Média ponderada igual a trinta e nove dividido por cinco, igual a 7.8. E se eu fizer simples, ignorando o peso? Dá 7.5.
É outro número. A banca costuma nem falar que os pesos não somam dez, só para empurrar você para divisão errada. Sacanagem!
Faz parte. Agora, mediana. Chuta, para o conjunto um, dois, três e cem, qual é maior?
A média ou a mediana? A média, com certeza. Esse cem vai puxar ela lá para cima.
Exato. Os dois centrais são dois e três. Mediana é 2.5.
A média é cento e seis dividido por quatro, igual a 26.5. Então é por isso que a mediana é resistente a valor extremo e a média não. Isso mesmo.
E é justamente aí que a banca troca as duas palavras no enunciado para te confundir. Pergunta pediu mediana, eu calculei média e me lasquei. É o erro mais bobo e mais comum desse assunto.
E o desvio, isso mede o que mesmo? Dispersão. Quanto os dados se espalham em torno da média.
Desvio médio é a média dos módulos das diferenças entre cada valor e a média. Não precisa ir no cálculo fundo, né? Isso é raso na prova.
Raramente pedem conta de variância ou desvio-padrão, mas cai a interpretação. Maior desvio-padrão significa maior dispersão. Ponto.
E falando em espalhar dados por aí, tem outra parte que também é sobre juntar e separar coisas: conjunto. É vocabulário simples. Elemento pertence a um conjunto.
Subconjunto está contido nele. Pera aí, como assim dois é diferente de chave dois? O número dois pertence ao conjunto um, dois, três.
Mas o conjunto formado só pelo dois está contido nele. Ele não pertence, ele é subconjunto. Então a banca troca "pertence" por "está contido" de propósito.
Toda hora. E o conjunto vazio, lembra, é subconjunto de qualquer conjunto, porque não tem nenhum elemento pra violar essa regra. Certo.
E as operações? União e interseção? União é tudo que está em A, em B ou nos dois.
Interseção é só quem está nos dois ao mesmo tempo. Antes de calcular, desenha o diagrama de conjuntos, os circulinhos, pra não contar ninguém duas vezes. Imagina a cena: pesquisa com cinquenta policiais, trinta usam colete, vinte usam rádio, dez usam os dois.
Pode mandar. Quantos usam só colete? Total de colete menos quem usa os dois.
Trinta menos dez igual a vinte. E se eu quiser saber quantos usam colete ou rádio, pelo menos um dos dois? Fórmula da união: A mais B, menos A, intersectado com B.
Trinta mais vinte menos dez, igual a quarenta. E com três grupos, tipo, suspeitos flagrados em zona A, B ou C? Aí soma os três, tira as três interseções duas a duas, A com B, A com C, B com C, e no final, soma de volta quem está nos três ao mesmo tempo.
Por que soma de volta a tripla? Porque ao subtrair as três duplas, você tirou demais quem está nos três grupos ao mesmo tempo. A banca adora esconder exatamente essa última parcela.
Boa, acho que peguei o jeito. Bora pro quadro? Vamos ver.
Em uma tabela com três regiões, totais parciais de quarenta, trinta e cinco e vinte e cinco autuações, o total geral é cem autuações. Certo. Soma simples dos parciais, sem contar a linha de total de novo.
Se cada um dos cinco policiais receber mais duas ocorrências, a nova média passa a ser dez. Certo. Oito mais dois, dez, igual a gente calculou.
A média ponderada é igual à média simples das duas notas, que seria 7,5. Errado. Só coincidem quando os pesos são iguais.
Aqui deu 7,8, não 7,5. Para o conjunto um, dois, três e cem, a mediana é 2,5 e a média é 26,5, mostrando que valor extremo afeta mais a média. Certo.
Exatamente o que a gente acabou de ver. No conjunto três, cinco, cinco, sete, nove, nove, a moda é cinco. Errado.
Cinco e nove aparecem duas vezes cada. O conjunto é bimodal. O conjunto vazio é subconjunto de qualquer conjunto.
Certo, por definição. Em uma turma de trinta candidatos, dezoito estudaram português, quinze estudaram matemática, oito estudaram ambas. Então, vinte e cinco estudaram pelo menos uma das duas.
Certo. Dezoito mais quinze, menos oito, vinte e cinco. Se as autuações passaram de duzentos em janeiro para duzentos e cinquenta em fevereiro, houve aumento de 25%.
Certo. Duzentos e cinquenta, menos duzentos, dividido por duzentos, vezes cem, 25%. Beleza, agora resolve logo o meu gráfico, que eu já não aguento mais esperar.
Duas barras. A maior parece o triplo da menor, mas o eixo Y começa em oitenta, não em zero. E aí, a variação real é de quanto?
Poucos pontos percentuais. Nada perto dos 200% que o olho enxerga. 200%?
200% na aparência. Na conta de verdade, quase nada. Eu ia marcar certo direto olhando a barra.
E era exatamente isso que a banca queria. Então, recapitulando. Primeiro, tabela com total.
Nunca soma o total junto dos parciais. Segundo, todo gráfico merece um segundo antes de comparar altura. Confere o eixo antes de confiar no olho.
Terceiro, mediana e média não são a mesma coisa. Outlier puxa a média, a mediana fica no lugar. E a pegadinha final é a soma de tudo isso.
Gráfico com eixo truncado, mais percentual de variação. Duas barras, uma parecendo o triplo da outra. Mas o eixo começa em oitenta, não em zero.
Sempre leia o eixo antes de comparar a altura visualmente. Essa é a diferença entre acertar rápido e cair na primeira olhada.
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