🎧 Aulas do edital · Raciocínio Lógico-Matemático
Representações de figuras planas e espaciais
Um croqui de acidente com a escala mal convertida pode inflar a distância real em dez vezes sem que ninguém perceba.
Tópico do edital: Análise e interpretação de diferentes representações de figuras planas, como desenhos, mapas e plantas
Aula narrada · 11:55 · Prof. Brito
Representações de figuras planas e espaciais
O que cai na prova, direto ao ponto
- 01
Medida real é igual à medida no desenho vezes o denominador da escala.
- 02
Denominador maior de escala significa mais área representada e menos detalhe.
- 03
Vista de cima de um cilindro em pé é um círculo, não um retângulo.
- 04
Relação de Euler para poliedros: vértices menos arestas mais faces é igual a dois.
- 05
Antes de converter escala, sempre iguale as unidades de medida em centímetro.
Simulado relâmpago · estilo CEBRASPE
Você já domina isso? Julgue 5 itens antes de continuar.
Mesmo formato Certo/Errado da prova. Resposta e comentário na hora — sem esperar gabarito oficial.
-
Item 01
Em um mapa na escala 1:50.000, uma distância de quatro centímetros no papel corresponde a dois quilômetros na realidade.
toque em C ou E
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Gabarito: Certo
Quatro centímetros vezes cinquenta mil resulta em duzentos mil centímetros, equivalentes a dois quilômetros, conforme a fórmula da escala.
"uma distância medida de quatro centímetros no papel corresponde a dois quilômetros na realidade"
Quatro centímetros vezes cinquenta mil resulta em duzentos mil centímetros, equivalentes a dois quilômetros, conforme a fórmula da escala.
"uma distância medida de quatro centímetros no papel corresponde a dois quilômetros na realidade"
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Item 02
Em uma planta na escala 1:200, um cômodo que mede três centímetros no desenho corresponde a sessenta metros no real.
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Gabarito: Errado
Três centímetros vezes duzentos resultam em seiscentos centímetros, ou seja, seis metros — não sessenta, como afirma o item.
"um cômodo que mede três centímetros no desenho tem sessenta metros no real"
Três centímetros vezes duzentos resultam em seiscentos centímetros, ou seja, seis metros — não sessenta, como afirma o item.
"um cômodo que mede três centímetros no desenho tem sessenta metros no real"
-
Item 03
Na vista ortogonal de um cubo, as três vistas são sempre quadrados congruentes.
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Gabarito: Certo
Como todas as faces do cubo são quadrados iguais, qualquer vista ortogonal do sólido resulta em quadrados congruentes.
"na vista ortogonal de um cubo, as três vistas são sempre quadrados congruentes"
Como todas as faces do cubo são quadrados iguais, qualquer vista ortogonal do sólido resulta em quadrados congruentes.
"na vista ortogonal de um cubo, as três vistas são sempre quadrados congruentes"
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Item 04
A vista superior de um cilindro com eixo vertical é um retângulo.
toque em C ou E
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Gabarito: Errado
De cima, um cilindro em pé aparece como um círculo; a vista retangular corresponde à projeção lateral, não à superior.
"a vista superior de um cilindro com eixo vertical é um retângulo"
De cima, um cilindro em pé aparece como um círculo; a vista retangular corresponde à projeção lateral, não à superior.
"a vista superior de um cilindro com eixo vertical é um retângulo"
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Item 05
A escala 1:100 representa uma ampliação, na qual cem centímetros no papel equivalem a um centímetro na realidade.
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Gabarito: Errado
A escala 1:100 é redução: um centímetro no papel vale um metro real. A ampliação seria a escala 100:1, invertida.
"um para cem é redução, um centímetro no papel vale um metro real"
A escala 1:100 é redução: um centímetro no papel vale um metro real. A ampliação seria a escala 100:1, invertida.
"um para cem é redução, um centímetro no papel vale um metro real"
0/5
Você já domina esse ponto do edital. Hora de fixar de ouvido, no ritmo da prova.
Você pegou o padrão, mas ainda escapam detalhes que a banca cobra. Ouça a aula e feche essa lacuna agora.
É exatamente pra isso que esta aula existe. Ouça agora e volte pra zerar esse simulado.
🎧 Continuar de ouvido →Transcrição completa desta aula (leitura opcional)
Imagina a cena: você chega numa blitz na BR e o motorista te entrega um croqui de acidente, rabiscado ali na hora, com uma escala anotada no canto do papel. Cena boa. Só que aí vem o perigo — três centímetros no papel viram quanto no mundo real?
Depende só de uma coisa: o denominador da escala. Erra essa conta e o croqui vira prova imprestável, com a distância entre os carros errada em dez vezes. Dez vezes?
Peraí, isso decide um laudo inteiro? Decide. E é exatamente esse tipo de erro que a banca adora cobrar.
Hoje a gente destrincha escala, visualização espacial e planificação. Bora. Começa pela escala então, que é a base de tudo isso.
Escala é a razão entre a medida desenhada e a medida real. Escala um para N significa que um centímetro no papel vale N centímetros na realidade. E quanto maior esse N...
Mais reduzida é a representação. Escala um para cem mil — daqui em diante, escala um para cem mil — mostra uma área enorme no mesmo papel onde escala um para cem mostraria só um cômodo. Ok, isso eu decoro.
Mas e a fórmula pra passar do papel pro real? Medida real é igual a medida no desenho vezes o denominador da escala. E o inverso: medida no desenho é igual a medida real dividida pelo denominador.
Repete essa primeira, deixa eu fixar. Medida real é igual a medida no desenho vezes o denominador da escala. Beleza.
E o pulo do gato é... Botar as duas medidas na mesma unidade antes de multiplicar. Converter tudo pra centímetro é a saída mais segura numa prova cronometrada.
Isso me lembra o zoom do mapa no celular. Explica. Quando eu dou zoom out, denominador grande, tipo escala um para cem mil, eu vejo a cidade inteira mas perco a rua.
Quando dou zoom in, denominador pequeno, eu vejo o meiofio mas perco o bairro. Boa analogia. E ela explica ampliação também: escala dois para um ou cinco para um tem denominador menor que um, usada em peça pequena de desenho técnico.
Escala natural é um para um. Então zoom in demais também tem nome técnico. Tem.
E o Cebraspe testa exatamente isso: se você sabe dizer qual escala mostra mais detalhe. Voltando pro croqui do início — foi isso que deu errado? Foi.
Confundiram a unidade na hora de converter. Essa é a armadilha número um do edital, e ela mora no quadro que a gente vai ler agora. Deixa eu ler certo e errado então.
Primeira: em um mapa na escala um para cinquenta mil — daqui em diante, escala um para cinquenta mil — uma distância medida de quatro centímetros no papel corresponde a dois quilômetros na realidade. Certo. Quatro centímetros vezes cinquenta mil dá duzentos mil centímetros, que é dois mil metros, que é dois quilômetros.
Proporção direta, sem pegadinha. Essa aqui é traiçoeira: numa planta em escala um para duzentos, um cômodo que mede três centímetros no desenho tem sessenta metros no real. Errado.
Três centímetros vezes duzentos dá seiscentos centímetros, que são seis metros, não sessenta. Seis? Não sessenta?
SEIS. Essa é a casa decimal que a banca desloca de propósito pra pegar quem não converteu direito. Anotado.
Mais uma: a escala um para quinhentos representa o terreno com mais detalhes do que a escala um para cinco mil. Certo. Denominador menor, menos redução, mais detalhe — é o zoom in que a gente combinou.
Presta atenção nessa: a vista superior de um cilindro com eixo vertical é um retângulo. Errado. De cima, um cilindro em pé é um círculo.
Retângulo seria olhando de lado. Como assim, muda a forma só de trocar o ângulo? Porque cada vista é uma projeção diferente do mesmo sólido.
Isola cada face visível na cabeça e projeta ela sobre o plano pedido — de cima, de frente, ou de lado. Ah, então não existe 'a vista' do objeto, existem três vistas, uma pra cada direção que eu olho. Exato.
E no cubo as três vistas dão o mesmo resultado, porque toda face do cubo é um quadrado igual. Essa aqui parece pegadinha mas não é: na vista ortogonal de um cubo, as três vistas são sempre quadrados congruentes. Certo, é exatamente isso que a gente acabou de montar.
Isso é útil, mas confesso que na rua eu nunca vou desenhar vista ortogonal de nada. Pra que serve isso pra quem tá na blitz? Vou fazer o advogado do diabo aqui: o mesmo raciocínio de projetar o que eu vejo é usado pra ler planta baixa de imóvel numa busca e apreensão.
Errar a vista é errar o cômodo que você tá isolando na cabeça. Faz sentido. Vista eu entendi — e o sólido inteiro desmontado, como é que chama isso?
Planificação — daqui em diante, desmontagem do sólido em plano — é abrir o sólido numa única figura plana que, dobrada, reconstrói ele de novo. E dá pra contar peça por peça? Dá.
Relação de Euler para poliedros: vê menos á mais efe igual a dois. O cubo tem seis faces, doze arestas, oito vértices. O tetraedro regular tem quatro faces, seis arestas, quatro vértices.
Repete a relação de Euler, essa eu quero decorar direito. Vê menos á mais efe igual a dois. Essa é sobre planificação: uma desmontagem formada por duas faces circulares e um retângulo pode representar um cilindro.
Certo. O cilindro tem duas bases circulares e a lateral, quando aberta, vira um retângulo. Desmontagem válida.
Essa envolve corte: o corte de uma esfera por qualquer plano que passe pelo centro dela resulta num círculo com raio igual ao raio da esfera. Certo. Todo plano que passa pelo centro corta a esfera num círculo máximo, com o mesmo raio da esfera.
E se o corte for de lado, fora do centro? Aí o círculo fica menor. E vale pra outros sólidos: cilindro cortado na diagonal vira elipse, cortado ao longo do eixo vira retângulo, e pirâmide cortada paralela à base vira uma figura parecida com a base, só que menor.
Última do quadro: em um mapa com escala gráfica indicando que dois centímetros equivalem a um quilômetro, a distância real entre dois pontos separados por sete centímetros no mapa é de três vírgula cinco quilômetros. Certo. Regra de três direta: dois centímetros pra um quilômetro, sete centímetros pra três vírgula cinco quilômetros.
E a armadilha que mais derruba gente: a banca troca o número da escala, tipo escala um para cem por escala cem para um. Isso mesmo. Um para cem é redução, um centímetro no papel vale um metro real.
Cem para um é ampliação, cem centímetros no papel valem um centímetro real. Inverteu o número, inverteu o sentido inteiro da questão. E na desmontagem do sólido, o erro mora onde?
No encaixe. A banca bota o número certo de faces, mas as arestas compartilhadas não batem em comprimento quando você tenta fechar o sólido de verdade. Voltando pro croqui do início do episódio...
O erro foi exatamente esse: trocaram centímetro por metro na hora de converter, e o croqui saiu com a distância dez vezes maior do que devia. Deu pra corrigir antes de virar prova oficial, mas por pouco. Ufa.
Bom saber que agora eu não caio nessa. Fecha com os três pontos então. Primeiro: escala é a razão entre o desenho e o real, e a fórmula é medida real igual a medida no desenho vezes o denominador.
Segundo: denominador menor é mais detalhe, denominador maior é mais área com menos detalhe — o zoom do mapa que a gente combinou lá atrás. Terceiro: nas vistas e na desmontagem do sólido, sempre projeta mentalmente cada face e confere se as arestas fecham sem sobrar nem faltar. E a pegadinha final pra levar pra casa...
Toda vez que aparecer um número de escala na prova, pergunta pra si mesmo: reduziu ou ampliou? Acertando essa pergunta primeiro, o resto é só conta.
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