🎧 Aulas do edital · Raciocínio Lógico-Matemático
Sequências, contagem, probabilidade e estatística
Numerar viaturas em fila: dá pra saber a próxima sem contar uma por uma, só enxergando o intervalo entre elas.
Tópico do edital: Regularidades e padrões em sequências · Noções básicas de contagem, probabilidade — e mais
Aula narrada · 17:15 · Prof. Brito
Sequências, contagem, probabilidade e estatística
O que cai na prova, direto ao ponto
- 01
Para identificar o padrão de uma sequência: diferença constante entre termos é PA, razão constante por divisão é PG.
- 02
Nas fórmulas de PA e PG, calcule a razão (divisão) antes de assumir diferença (subtração), para não confundir uma com a outra.
- 03
Se a ordem dos escolhidos importa (cargo específico), use arranjo ou permutação; se não importa (grupo, comissão), use combinação.
- 04
Para 'pelo menos um' evento em probabilidade, calcule a chance de não ocorrer nenhuma vez e depois subtraia de 1.
- 05
A mediana resiste a valores extremos; a média é sensível a eles e se distorce quando há um valor muito alto ou muito baixo no conjunto.
Simulado relâmpago · estilo CEBRASPE
Você já domina isso? Julgue 5 itens antes de continuar.
Mesmo formato Certo/Errado da prova. Resposta e comentário na hora — sem esperar gabarito oficial.
-
Item 01
Na sequência dois, cinco, dez, dezessete, vinte e seis, o próximo termo é trinta e sete.
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Gabarito: Certo
As diferenças de primeira ordem crescem de dois em dois (três, cinco, sete, nove, onze); vinte e seis mais onze é trinta e sete.
"As diferenças de primeira ordem são três, cinco, sete, nove, onze — crescem de dois em dois. Vinte e seis mais onze é trinta e sete."
As diferenças de primeira ordem crescem de dois em dois (três, cinco, sete, nove, onze); vinte e seis mais onze é trinta e sete.
"As diferenças de primeira ordem são três, cinco, sete, nove, onze — crescem de dois em dois. Vinte e seis mais onze é trinta e sete."
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Item 02
Numa PA de primeiro termo três e razão quatro, a soma dos dez primeiros termos é duzentos e dez.
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Gabarito: Certo
O décimo termo é três mais nove vezes quatro, igual a trinta e nove; a soma dos dez termos é dez vezes (três mais trinta e nove) dividido por dois, igual a duzentos e dez.
"O décimo termo é três mais nove vezes quatro, trinta e nove."
O décimo termo é três mais nove vezes quatro, igual a trinta e nove; a soma dos dez termos é dez vezes (três mais trinta e nove) dividido por dois, igual a duzentos e dez.
"O décimo termo é três mais nove vezes quatro, trinta e nove."
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Item 03
Na PG quatro, doze, trinta e seis, cento e oito, a razão é quatro.
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Gabarito: Errado
A razão da PG é a divisão entre termos consecutivos: doze dividido por quatro dá três, não quatro.
"A razão é doze dividido por quatro, três, não quatro. A banca troca o primeiro termo pela razão de propósito."
A razão da PG é a divisão entre termos consecutivos: doze dividido por quatro dá três, não quatro.
"A razão é doze dividido por quatro, três, não quatro. A banca troca o primeiro termo pela razão de propósito."
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Item 04
De um grupo de cinco policiais, o número de comissões de três membros que podem ser formadas é sessenta.
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Gabarito: Errado
Comissão sem hierarquia é combinação, que resulta em dez; sessenta é o valor do arranjo, que não se aplica aqui.
"Comissão é combinação, dá dez. Sessenta é o arranjo, que não se aplica aqui."
Comissão sem hierarquia é combinação, que resulta em dez; sessenta é o valor do arranjo, que não se aplica aqui.
"Comissão é combinação, dá dez. Sessenta é o arranjo, que não se aplica aqui."
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Item 05
Ao lançar um dado honesto, a probabilidade de sair número par ou múltiplo de três é dois terços.
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Gabarito: Certo
Pares são dois, quatro e seis; múltiplos de três são três e seis; a união dá quatro casos favoráveis em seis, que simplifica para dois terços.
"Pares são dois, quatro, seis. Múltiplos de três são três e seis. A união dá quatro casos em seis, que simplifica pra dois terços."
Pares são dois, quatro e seis; múltiplos de três são três e seis; a união dá quatro casos favoráveis em seis, que simplifica para dois terços.
"Pares são dois, quatro, seis. Múltiplos de três são três e seis. A união dá quatro casos em seis, que simplifica pra dois terços."
0/5
Você já domina esse ponto do edital. Hora de fixar de ouvido, no ritmo da prova.
Você pegou o padrão, mas ainda escapam detalhes que a banca cobra. Ouça a aula e feche essa lacuna agora.
É exatamente pra isso que esta aula existe. Ouça agora e volte pra zerar esse simulado.
🎧 Continuar de ouvido →Transcrição completa desta aula (leitura opcional)
Imagina a cena: você tá numa blitz, e o comandante pede pra numerar as viaturas em fila. Primeira é um, segunda é quatro, terceira é sete, quarta é dez. Tá, e daí?
Eu conto uma por uma até chegar na que ele quer. Pode contar. Ou pode olhar o intervalo entre elas e já saber a próxima sem contar viatura nenhuma.
Peraí... quatro menos um é três, sete menos quatro é três, dez menos sete é três. Sempre três. Isso.
E é exatamente esse instinto — achar a regra antes de contar — que a Cebraspe cobra em sequência, em contagem, em probabilidade e até em estatística. Então hoje não é só decorar fórmula. É aprender a parar um segundo e perguntar: que padrão rege isso aqui?
Isso separa quem acerta rápido de quem fica contando viatura até o fim do turno. Bora. Onde a gente começa?
Pela base: sequência é uma lista ordenada com uma lei de formação, uma regra que liga cada termo ao anterior. O trabalho é achar essa regra e aplicar. E como eu descubro qual regra é?
Lista as diferenças entre termos vizinhos. Se essas diferenças forem sempre iguais, é PA — Progressão Aritmética. Se não forem, calcula a diferença das diferenças.
E se essa segunda diferença for constante? Aí é sequência quadrática. E se, em vez de diferença, existir uma razão constante entre os termos — uma divisão que se repete — isso é PG, Progressão Geométrica.
Pera aí, como assim razão em vez de diferença? Eu olho pra um, dois, quatro, oito e já quero subtrair. E é aí que a banca pega muita gente.
Um, dois, quatro, oito cresce, mas a diferença entre eles não é constante — um, dois, quatro. Só a razão é: sempre multiplica por dois. Ah, então antes de subtrair eu tenho que testar se divide certinho.
Exatamente. Regra de prova: calcule a razão, a divisão, antes de calcular a diferença, a subtração. Isso evita confundir PA com PG.
Beleza, vamos pra PA então. Quero a fórmula. Na PA, cada termo é o anterior mais uma constante chamada razão, r.
A fórmula do termo geral é: aene é igual a aum mais, abre parêntese, ene menos um, fecha parêntese, vezes r. E a soma dos termos? Sene é igual a ene vezes, abre parêntese, aum mais aene, fecha parêntese, dividido por dois.
Na prática, é número de termos vezes a média entre o primeiro e o último. Me dá um exemplo redondo pra eu sentir isso. PA dois, cinco, oito, onze, catorze.
Razão três. O décimo termo: dois mais nove vezes três, vinte e nove. A soma dos cinco termos: cinco vezes, abre parêntese, dois mais catorze, fecha parêntese, dividido por dois, que dá quarenta.
E dá pra conferir sem refazer a conta toda? Dá. Em qualquer PA, o termo do meio é a média aritmética dos extremos.
Se bater, sua conta tá certa. Anotado. Vem a PG?
Pensa na nossa escala de plantão na BR: os postos ao longo da estrada. Numa PA, o intervalo entre um posto e outro é sempre o mesmo número de quilômetros somado. E na PG?
Na PG, o intervalo não é somado, é multiplicado. Cada termo é o anterior vezes uma razão q. A fórmula: aene é igual a aum vezes q elevado a, abre parêntese, ene menos um, fecha parêntese.
Exemplo redondo de novo? PG dois, seis, dezoito, cinquenta e quatro. Razão três.
O quinto termo: dois vezes três elevado a quatro, que é dois vezes oitenta e um, cento e sessenta e dois. E pra conferir se é mesmo PG? O quadrado de um termo do meio é igual ao produto dos vizinhos.
Testa isso e você sabe se a sequência é PG de verdade. Show. Muda de posto, então: contagem.
Aqui entra o princípio fundamental da contagem: se uma decisão pode ser tomada de m maneiras, e outra de n maneiras, o total é m vezes n. Generaliza pra quantas decisões tiver. E quando eu preciso arrumar tudo em fila?
Permutação simples: Pene igual a n fatorial. Arranjo é quando eu escolho p entre n elementos e a ordem importa: fórmula n fatorial dividido por, abre parêntese, n menos p, fecha parêntese, fatorial. E combinação?
Combinação é escolher p entre n sem se importar com ordem. n fatorial dividido por, abre parêntese, p fatorial vezes, abre parêntese, n menos p, fecha parêntese, fatorial, fecha parêntese. Vou fazer papel de advogada do diabo aqui: pra que eu preciso saber se é arranjo ou combinação? No fim as pessoas escolhidas são as mesmas.
Não são, não. Lembra da nossa escala: escolher quem fica em cada posto, com função definida, é diferente de só escolher quem entra na equipe. Pega esse item de prova: de um grupo de cinco policiais, quantas comissões de três membros dá pra formar?
A banca marcou sessenta como certo. E não é? Comissão não tem hierarquia, ninguém é presidente nem secretário.
É combinação: cinco fatorial dividido por três fatorial vezes dois fatorial, que dá dez. Sessenta seria o arranjo, se a ordem importasse. Ah, então marcar sessenta é confundir escolher um grupo com organizar um grupo em cargos.
Isso. A palavra que salva você é simples: cargo específico, tipo presidente e vice, pede arranjo. Grupo sem hierarquia pede combinação.
Guardado. E falando em escolher... isso puxa pra probabilidade, né? Direto.
Probabilidade de um evento A é o número de casos favoráveis dividido pelo número de casos possíveis, igualmente prováveis. Sempre entre zero e um. Me dá um exemplo com números de verdade.
Urna com quatro bolas vermelhas e seis azuis. P de vermelha é quatro décimos, que simplifica pra dois quintos, zero vírgula quatro. E se eu quiser a chance de não sair vermelha?
Complementar: P de Acomplementar é igual a um menos P de A. Um menos zero vírgula quatro, zero vírgula seis. Guarda esse macete, porque toda vez que aparecer 'pelo menos um' na prova, é o complementar que resolve.
Como assim? Eu não posso só multiplicar a chance pelo número de tentativas? Não pode, é a armadilha clássica.
O caminho certo: primeiro acha a chance de não acontecer nenhuma vez — essa probabilidade simples elevada ao número de tentativas. Depois faz um menos esse valor, e pronto, chegou no 'pelo menos um'. Beleza, isso eu treino com calma depois.
Última parada da escala: estatística. Média é soma de tudo dividida pela quantidade. Mediana é o valor central depois de ordenar os dados.
Moda é o valor que mais aparece. E qual dessas a banca mais adora confundir? Mediana e média.
A mediana não é afetada por um valor extremo. A média é. Sério?
A mediana não muda nem se aparecer um número gigante no meio dos dados? Não muda. A MEDIANA fica parada no lugar dela, olhando só a posição.
Quem sofre com o valor extremo é a média, porque ela soma tudo. MEDIANA resistente, média fraca. Anotado três vezes na cabeça agora.
Bom. Agora bora pro quadro. Primeira: na sequência dois, cinco, dez, dezessete, vinte e seis, o próximo termo é trinta e sete.
Certo. As diferenças de primeira ordem são três, cinco, sete, nove, onze — crescem de dois em dois. Vinte e seis mais onze é trinta e sete.
Segunda: numa PA de primeiro termo três e razão quatro, a soma dos dez primeiros termos é duzentos e dez. Certo. O décimo termo é três mais nove vezes quatro, trinta e nove.
A soma é dez vezes, abre parêntese, três mais trinta e nove, fecha parêntese, dividido por dois, duzentos e dez. Terceira: na PG quatro, doze, trinta e seis, cento e oito, a razão é quatro. Errado.
A razão é doze dividido por quatro, três, não quatro. A banca troca o primeiro termo pela razão de propósito. Quarta: de um grupo de cinco policiais, o número de comissões de três membros é sessenta.
Errado. Comissão é combinação, dá dez. Sessenta é o arranjo, que não se aplica aqui.
Quinta: ao lançar um dado honesto, a probabilidade de sair número par ou múltiplo de três é dois terços. Certo. Pares são dois, quatro, seis.
Múltiplos de três são três e seis. A união dá quatro casos em seis, que simplifica pra dois terços. Sexta e última: para o conjunto dois, três, três, cinco, sete, dez, quinze, a mediana é igual à média aritmética.
Errado. A mediana é cinco, o valor central dos sete números. A média é quarenta e cinco dividido por sete, aproximadamente seis vírgula quatro.
Diferentes. Fechou o quadro. E a nossa fila de viaturas lá do começo, já dá pra resolver?
Já. Um, quatro, sete, dez, razão três. O próximo é treze, sem contar viatura nenhuma.
Bonito. Bora pros três pontos pra levar então. Primeiro: toda sequência tem uma lei de formação.
Diferença constante é PA, razão constante por divisão é PG, segunda diferença constante é quadrática. Segundo: contagem tem dois nomes que a banca adora trocar. Se a ordem importa, é arranjo ou permutação.
Se não importa, é combinação — cargo específico pede ordem, grupo sem hierarquia não pede. Terceiro: em estatística, a mediana é a robusta, resiste a valor extremo. A média é a sensível, se distorce com ele.
E a pegadinha final do episódio é justamente essa, né? É. Se a Cebraspe afirmar que a média é a melhor medida de tendência central em qualquer situação, o item é errado.
Quem resiste a valor extremo é a mediana, não a média. Então da próxima vez que eu tiver que numerar alguma coisa em fila, primeiro eu paro e pergunto qual é a regra. Isso.
Ache o padrão antes de contar. Foi assim com a viatura, foi assim com a comissão, foi assim com a mediana.
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