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Responsabilidade Civil do Estado

A banca não derruba por complexidade: ela troca uma palavra da regra. Veja onde "objetiva" deixa de valer no regresso contra o agente.

Tópico do edital: Responsabilidade civil do Estado

Aula 9 de 10 de Direito Administrativo · áudio de 9:12 · narração Prof. Brito · leitura de 6 min

Direito Administrativo Peso no edital ★★★★☆ Transcrição completa

Aula narrada · 9:12 · Prof. Brito

Responsabilidade Civil do Estado

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O que cai na prova, direto ao ponto

  1. 01

    Art. 37, §6º: pessoas jurídicas de direito público E prestadoras privadas de serviço público respondem objetivamente por danos de seus agentes nessa qualidade.

  2. 02

    Responsabilidade objetiva afasta a prova de culpa do agente, mas exige dano, conduta administrativa e nexo causal.

  3. 03

    Tema 940: a ação indenizatória vai contra o Estado ou a prestadora; o agente é parte ilegítima, com regresso apenas por dolo ou culpa.

  4. 04

    Risco administrativo: fato exclusivo da vítima, de terceiro, caso fortuito ou força maior podem excluir; culpa concorrente pode reduzir a indenização.

  5. 05

    Omissão não é tratada como ato comissivo: exige dever jurídico específico de agir descumprido (temas 366, 368 e 592).

Simulado relâmpago · estilo CEBRASPE

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  • Item 01

    A responsabilidade objetiva prevista no art. 37, §6º, da Constituição alcança tanto as pessoas jurídicas de direito público quanto as pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público, pelos danos causados por seus agentes nessa qualidade.

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    Gabarito: Certo

    A regra completa abrange também as prestadoras privadas de serviço público; restringir à administração direta é distorção clássica da banca.

    "Pessoas jurídicas de direito público e prestadoras privadas de serviço público respondem objetivamente pelos danos causados por seus agentes nessa qualidade."

  • Item 02

    Por se tratar de responsabilidade objetiva, a vítima fica dispensada de comprovar o nexo causal entre a conduta administrativa e o dano sofrido.

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    Gabarito: Errado

    A objetividade afasta apenas a prova de culpa do agente; dano, conduta administrativa e nexo causal continuam sendo exigidos.

    "Item de prova: responsabilidade objetiva dispensa prova do nexo causal. Gabarito: errado. Objetividade afasta a prova de culpa, não os demais elementos."

  • Item 03

    A responsabilidade do Estado perante a vítima é objetiva, e essa mesma objetividade se estende à ação regressiva movida contra o agente público causador do dano.

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    Gabarito: Errado

    O regresso não é objetivo: a Constituição exige a demonstração de dolo ou culpa do agente responsável.

    "Item de prova: o regresso contra o agente também é objetivo. Gabarito: errado. A Constituição exige dolo ou culpa do responsável."

  • Item 04

    Comprovada a contribuição culposa da vítima para o evento danoso, a reparação é ajustada segundo a gravidade comparada das culpas, podendo ser reduzida, sem extinção automática do dever de indenizar.

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    Gabarito: Certo

    A indenização mede-se pela extensão do dano e a culpa concorrente reduz o valor, não elimina automaticamente a indenização.

    "Se a vítima contribuiu culposamente, a reparação é ajustada segundo a gravidade comparada das culpas."

  • Item 05

    A simples condição de foragido do sistema penitenciário é suficiente para responsabilizar objetivamente o Estado por qualquer crime posteriormente praticado pelo evadido.

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    Gabarito: Errado

    Sem nexo causal direto entre a fuga e o crime, não há responsabilidade objetiva do Estado, conforme o tema 368.

    "Item de prova: a simples condição de foragido basta para responsabilizar objetivamente o Estado por qualquer crime posterior. Gabarito: errado. O tema 368 exige nexo causal direto."

Transcrição completa desta aula (leitura opcional)

Responsabilidade objetiva elimina a discussão de culpa da vítima? Não. Ela elimina a culpa do agente como requisito, não o nexo causal.

Vamos separar a regra central das exceções, porque é nesse ponto que a banca costuma trocar uma palavra e mudar a resposta inteira. Qual é a regra completa sem cortar a condição que decide a questão? Pessoas jurídicas de direito público e prestadoras privadas de serviço público respondem objetivamente pelos danos causados por seus agentes nessa qualidade.

Na prova, mantenha a frase inteira. Identifique o órgão, a condição e a consequência. Trocar apenas um desses elementos já muda o gabarito.

Item de prova: a responsabilidade objetiva do artigo 37, parágrafo sexto, alcança apenas a administração direta. Gabarito: errado. Também alcança pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público.

Onde está a troca de sentido que pode derrubar quem lê rápido? Para responsabilidade objetiva, a vítima prova dano, conduta administrativa e nexo causal. Não precisa provar culpa do agente.

Antes de marcar, traduza a ideia em uma relação simples e compare com o enunciado. É essa comparação que impede a extrapolação. Item de prova: responsabilidade objetiva dispensa prova do nexo causal.

Gabarito: errado. Objetividade afasta a prova de culpa, não os demais elementos. Qual é a regra completa sem cortar a condição que decide a questão?

A ação indenizatória deve ser proposta contra o Estado ou prestadora. O agente é parte ilegítima nessa ação, preservado o regresso por dolo ou culpa. Na prova, mantenha a frase inteira.

Identifique o órgão, a condição e a consequência. Trocar apenas um desses elementos já muda o gabarito. Item de prova: a vítima deve obrigatoriamente ajuizar a ação diretamente contra o agente público.

Gabarito: errado. O tema 940 direciona a ação à pessoa jurídica. Onde está a troca de sentido que pode derrubar quem lê rápido?

A responsabilidade do Estado perante a vítima é objetiva, mas a ação regressiva contra o agente exige dolo ou culpa. O alerta aqui é de leitura. Palavras como sempre, somente, qualquer ou nunca costumam ampliar uma regra que veio com limite.

Item de prova: o regresso contra o agente também é objetivo. Gabarito: errado. A Constituição exige dolo ou culpa do responsável.

Onde está a troca de sentido que pode derrubar quem lê rápido? O regime é de risco administrativo. Ruptura do nexo por fato exclusivo da vítima, terceiro, caso fortuito ou força maior pode excluir.

Culpa concorrente pode reduzir a indenização. Antes de marcar, traduza a ideia em uma relação simples e compare com o enunciado. É essa comparação que impede a extrapolação.

Item de prova: a responsabilidade estatal é sempre integral e nenhuma causa pode afetá-la. Gabarito: errado. O regime geral admite causas que rompem ou reduzem o nexo causal.

Qual é a regra completa, sem cortar a condição que decide a questão? A indenização mede-se pela extensão do dano. Se a vítima contribuiu culposamente, a reparação é ajustada segundo a gravidade comparada das culpas.

Na prova, mantenha a frase inteira. Identifique o órgão, a condição e a consequência. Trocar apenas um desses elementos já muda o gabarito.

Item de prova: culpa concorrente da vítima extingue necessariamente toda indenização. Gabarito: errado. Ela pode reduzir, não eliminar automaticamente a indenização.

Qual é a regra completa, sem cortar a condição que decide a questão? Na morte de pessoa presa, a violação do dever específico de proteção do artigo quinto, 49, gera responsabilidade estatal. Na prova, mantenha a frase inteira.

Identifique o órgão, a condição e a consequência. Trocar apenas um desses elementos já muda o gabarito. Item de prova: o Estado nunca responde por morte de detento causada por terceiro.

Gabarito: errado. O tema 592 liga a responsabilidade à inobservância do dever específico de proteção. Qual é a regra completa, sem cortar a condição que decide a questão?

Em omissões, a jurisprudência exige identificar dever jurídico específico de agir e nexo causal, como no licenciamento irregular ou ciência de irregularidades no comércio de fogos. Na prova, mantenha a frase inteira. Identifique o órgão, a condição e a consequência.

Trocar apenas um desses elementos já muda o gabarito. Item de prova: qualquer dano ocorrido em atividade privada fiscalizada pelo Estado gera responsabilidade automática. Gabarito: errado.

O tema 366 exige violação de dever específico de agir. Onde está a troca de sentido que pode derrubar quem lê rápido? Crime praticado por foragido não gera responsabilidade objetiva quando falta nexo causal direto entre a fuga e o crime O alerta aqui é de leitura.

Palavras como sempre, somente, qualquer ou nunca, costumam ampliar uma regra que veio com limite. Item de prova: a simples condição de foragido basta para responsabilizar objetivamente o Estado por qualquer crime posterior. Gabarito: errado.

O tema 368 exige nexo causal direto. Onde está a troca de sentido que pode derrubar quem lê rápido? Ato comissivo e omissão não recebem análise idêntica.

O artigo 37, parágrafo sexto, sustenta a responsabilidade por atuação do agente, enquanto a omissão exige delimitar o dever de agir descumprido. Antes de marcar, traduza a ideia em uma relação simples e compare com o enunciado. É essa comparação que impede a extrapolação.

Item de prova: em toda omissão estatal, basta demonstrar dano sem apontar dever jurídico específico. Gabarito: errado. A tese exige a violação de dever específico.

Onde está a troca de sentido que pode derrubar quem lê rápido? A expressão "nessa qualidade" cobre o agente que atua ou se apresenta funcionalmente como tal. Não converte qualquer ato puramente privado do servidor em ato estatal.

O alerta aqui é de leitura. Palavras como sempre, somente, qualquer ou nunca, costumam ampliar uma regra que veio com limite. Item de prova: todo dano causado por servidor fora de qualquer atuação funcional é imputado ao Estado.

Gabarito: errado. É necessária conexão funcional indicada pela expressão constitucional. Agora feche em três pontos para revisão curta.

Ponto um: pessoas jurídicas de direito público e prestadoras privadas de serviço público respondem objetivamente pelos danos causados por seus agentes nessa qualidade. Ponto dois: para responsabilidade objetiva, a vítima prova dano, conduta administrativa e nexo causal. Não precisa provar culpa do agente.

Ponto três: a ação indenizatória deve ser proposta contra o Estado ou prestadora. O agente é parte ilegítima nessa ação, preservado regresso por dolo ou culpa. E a pegadinha final: o agente não é réu da ação direta da vítima no tema 940, mas pode responder regressivamente por dolo ou culpa.

Leitura completa, condição preservada e comparação com o enunciado. É assim que a regra deixa de parecer decorada e passa a resolver a questão.

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