🎧 Aulas do edital · Direito Constitucional
Funções Essenciais à Justiça · MP, Advocacia e Defensorias
Quatro mesas embaixo da bancada do juiz, e nenhuma delas é Judiciário: é exatamente aí que a banca troca a peça.
Tópico do edital: Funções essenciais à justiça — Ministério Público, advocacia e defensorias
Aula narrada · 11:55 · Prof. Brito
Funções Essenciais à Justiça · MP, Advocacia e Defensorias
O que cai na prova, direto ao ponto
- 01
Essencial à Justiça não é sinônimo de Judiciário: MP, Advocacia Pública, Advocacia e Defensoria não são órgãos do Poder Judiciário.
- 02
MP defende a ordem jurídica, o regime democrático e os interesses sociais e individuais indisponíveis, regido por unidade, indivisibilidade e independência funcional.
- 03
A ação penal pública é promovida privativamente pelo Ministério Público, na forma da lei.
- 04
Advocacia Pública segue o desenho federativo: AGU representa a União e assessora o Executivo federal; procuradores estaduais representam em juízo e dão consultoria aos Estados.
- 05
Advogado é indispensável à administração da Justiça, mas sua inviolabilidade tem limites legais; a Defensoria atua judicial e extrajudicialmente, de forma integral e gratuita, e
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Item 01
O Ministério Público, a Advocacia Pública, a advocacia e a Defensoria Pública, por serem funções essenciais à Justiça, integram a estrutura do Poder Judiciário.
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Gabarito: Errado
Ser essencial à Justiça não significa pertencer ao Judiciário: as quatro instituições auxiliam o sistema de fora, cada uma com missão própria.
"São essenciais à Justiça, sim, mas nenhuma delas é órgão do Poder Judiciário."
Ser essencial à Justiça não significa pertencer ao Judiciário: as quatro instituições auxiliam o sistema de fora, cada uma com missão própria.
"São essenciais à Justiça, sim, mas nenhuma delas é órgão do Poder Judiciário."
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Item 02
A ação penal pública é promovida privativamente pelo Ministério Público, na forma da lei.
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Gabarito: Certo
Trata-se de atribuição exclusiva do MP; nenhuma outra autoridade pode promovê-la.
"A ação penal pública é promovida privativamente pelo Ministério Público, na forma da lei."
Trata-se de atribuição exclusiva do MP; nenhuma outra autoridade pode promovê-la.
"A ação penal pública é promovida privativamente pelo Ministério Público, na forma da lei."
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Item 03
À Advocacia-Geral da União cabe representar a União e prestar consultoria e assessoramento jurídico ao Poder Executivo federal.
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Gabarito: Certo
Essa é justamente a dupla função da AGU: representação em juízo da União e orientação jurídica do Executivo federal.
"A AGU representa a União e presta consultoria e assessoramento jurídico ao Poder Executivo federal."
Essa é justamente a dupla função da AGU: representação em juízo da União e orientação jurídica do Executivo federal.
"A AGU representa a União e presta consultoria e assessoramento jurídico ao Poder Executivo federal."
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Item 04
Os princípios da unidade, da indivisibilidade e da independência funcional aplicam-se somente ao Ministério Público, não alcançando a Defensoria Pública.
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Gabarito: Errado
A tríade de princípios também é observada pela Defensoria Pública; instituições distintas podem compartilhar os mesmos princípios.
"A Defensoria também observa unidade, indivisibilidade e independência funcional."
A tríade de princípios também é observada pela Defensoria Pública; instituições distintas podem compartilhar os mesmos princípios.
"A Defensoria também observa unidade, indivisibilidade e independência funcional."
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Item 05
Foi a Emenda Constitucional 45 de 2014 que reforçou a Defensoria Pública como instituição permanente e instrumento do regime democrático.
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Gabarito: Errado
O fortalecimento institucional da Defensoria como instituição permanente decorreu da Emenda Constitucional 80 de 2014, e não da EC 45.
"A Emenda Constitucional 80 de 2014 reforçou a Defensoria como instituição permanente e instrumento do regime democrático."
O fortalecimento institucional da Defensoria como instituição permanente decorreu da Emenda Constitucional 80 de 2014, e não da EC 45.
"A Emenda Constitucional 80 de 2014 reforçou a Defensoria como instituição permanente e instrumento do regime democrático."
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Deixa eu tentar uma definição rápida. Funções essenciais à Justiça são só um nome bonito pra quem trabalha dentro do Judiciário, ajudando o juiz a julgar. Fechado?
Fechado, não. Nenhuma delas senta na bancada do juiz. Como assim nenhuma?
Se ajuda a Justiça a funcionar, não devia contar como parte do Judiciário? Pensa numa sala de audiência. O juiz senta sozinho, lá em cima, na bancada.
Embaixo, tem quatro mesas diferentes, cada uma com gente de uma função essencial, cada uma com uma missão própria. Uhum. Ministério Público, Advocacia Pública, Advocacia e Defensoria.
São essenciais à Justiça, sim, mas nenhuma delas é órgão do Poder Judiciário. Elas ajudam o sistema de fora, cada uma na sua mesa. Então já mato de cara essa pegadinha.
Essencial à Justiça não é sinônimo de fazer parte do Judiciário. Isso. E também não faz as quatro iguais entre si.
A prova adora tratar como se fossem um bloco único, e não são. Deixa eu forçar a barra. Por que um candidato de PRF precisa decorar mesa de sala de audiência?
Isso não é assunto mais de concurso de Direito? Porque a prova de noções constitucionais testa o desenho inteiro do Estado, não só o que interessa direto pra estrada. E o item certo ou errado vive de confundir quem faz o quê.
Quem entende a mesa de cada um, não decora frase solta, resolve o item de cara. Beleza, senta uma por uma comigo. Primeira mesa: o Ministério Público.
Isso é o promotor? É a família toda dele. O MP defende a ordem jurídica, o regime democrático e os interesses sociais e individuais indisponíveis.
Aquilo que a pessoa não pode simplesmente abrir mão. E ele funciona como bloco único ou cada promotor faz o que quiser no seu canto? Funciona com três princípios amarrando tudo: unidade, indivisibilidade e independência funcional.
Na prática, um promotor substitui o outro sem quebrar o processo, e ninguém de fora manda no convencimento dele. Deixa eu bancar a advogada do diabo. E se um delegado quiser abrir ação penal pública sozinho, sem esperar o MP?
Não pode. A ação penal pública é promovida privativamente pelo Ministério Público, na forma da lei. Isso é exclusividade dele.
Ninguém mais entra nessa mesa. Guardei. MP defende, MP é uno, MP processa sozinho a ação pública.
Essa é a primeira mesa. Segunda mesa. Quem defende o próprio Estado quando ele é processado?
Aí entra a Advocacia Pública. A AGU representa a União e presta consultoria e assessoramento jurídico ao Poder Executivo federal. Imagina a cena: um órgão federal é processado por causa de uma decisão administrativa.
Quem senta na mesa de defesa? A AGU. É ela quem representa a União em juízo e também orienta o próprio Executivo antes do problema virar processo.
E se o processo for contra um Estado, não contra a União? Muda o time. Procuradores estaduais representam judicialmente e prestam consultoria às unidades federadas correspondentes.
Cada Estado com sua própria Procuradoria, cuidando só da própria casa. Então não existe uma AGU nacional cuidando de tudo, Estado incluso. Não existe.
Cada nível federativo tem sua própria Advocacia Pública. A divisão de tarefa segue o próprio desenho federativo do país. Terceira mesa, a que todo mundo já ouviu falar: o advogado.
O advogado é indispensável à administração da Justiça. É praticamente a porta de entrada pra maioria dos processos. Pera aí, como assim indispensável, mas ainda assim tem limite?
Eu sempre imaginei que indispensável fosse sinônimo de intocável no exercício da profissão. É, é aí que mora a pegadinha mais fina de todas. A indispensabilidade do advogado não elimina os limites legais de sua inviolabilidade profissional.
Ele tem proteção pra atuar, não um escudo sem fim pra qualquer coisa. Então indispensável não é o mesmo que limitado. Nunca é.
Proteção forte, mas dentro de limite legal. É essa a combinação que a prova gosta de testar. E a quarta mesa, pra quem não tem como pagar advogado?
A Defensoria, ela atua judicial e extrajudicialmente, cobrindo direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita aos necessitados. Integral eu entendo, gratuita eu entendo. O que quer dizer extrajudicial aqui?
Quer dizer que ela não espera o processo virar audiência pra agir. Orienta, negocia, resolve fora do tribunal quando dá. E só entra na sala mesmo quando precisa.
E isso é coisa recente ou já vem de longe? A Emenda Constitucional 80 de 2014 reforçou a Defensoria como instituição permanente e instrumento do regime democrático. Deixou expresso o peso institucional dela.
Então antes dessa emenda, a Defensoria era vista como algo mais frágil, dependente de boa vontade? Era um risco real. A emenda tirou essa fragilidade do papel.
Permanente significa que ela não é favor de governo nenhum. É peça fixa do desenho constitucional. Ah, então ela também segue aquele mesmo trio de princípios que a gente viu lá no Ministério Público?
Exato, você mesma chegou lá A Defensoria também observa unidade, indivisibilidade e independência funcional. Mesma tríade, mesa diferente. Isso quase pega quem confunde as quatro mesas numa coisa só.
Quase engole quem acha que só porque duas instituições compartilham um princípio, elas viram a mesma coisa. Beleza, hora do quadro. Eu leio, você marca certo ou errado e explica rápido.
MP, Advocacia Pública, Advocacia e Defensoria têm missões constitucionais distintas. Certo. Quatro mesas, quatro missões, sem sinônimo entre elas.
O MP defende a ordem jurídica, o regime democrático e interesses indisponíveis. Certo. É a missão que abre a mesa dele.
A ação penal pública pode ser promovida por qualquer autoridade, não só pelo Ministério Público. Errado. É privativa do Ministério Público, na forma da lei.
Ninguém mais processa por ela. A indispensabilidade do advogado elimina qualquer limite legal da sua inviolabilidade profissional. Errado.
Indispensável não é ilimitado. Os limites legais continuam valendo. A Defensoria atua só dentro do processo, nunca fora dele.
Errado. Ela atua judicial e extrajudicialmente, de forma integral e gratuita. Unidade, indivisibilidade e independência funcional valem só pro Ministério Público, nunca pra Defensoria.
Errado. A Defensoria também observa esse mesmo trio de princípios. Mesa diferente, tríade igual.
Procuradores estaduais só dão consultoria, sem representar o Estado em juízo. Errado. Eles representam judicialmente e prestam consultoria.
As duas frentes, não só uma. Fechou o quadro sem erro nenhum. Fechou.
Agora levar essas quatro mesas inteiras pra prova. Fecha comigo. Volta pra sala de audiência lá do início.
O juiz continua sozinho na bancada. Embaixo, quatro mesas. MP defendendo ordem jurídica e processando sozinho a ação penal pública.
Advocacia Pública, AGU pela União, procuradores pelos Estados, defendendo o próprio Estado. Advogado indispensável, mas com limite legal de inviolabilidade. E Defensoria, integral, gratuita, judicial e extrajudicial, com o mesmo trio de princípios do MP.
Isso. Quatro mesas, quatro missões, e nenhuma delas nunca foi à cadeira do juiz. Essencial à Justiça não é sinônimo de Judiciário.
Nunca foi. Confundir isso é onde a banca troca a peça errada
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