🎧 Aulas do edital · Raciocínio Lógico-Matemático
Estruturas Lógicas e Lógica de Argumentação
Conclusão verdadeira não salva argumento nenhum: a banca cobra a resistência da ponte, não o destino da travessia.
Tópico do edital: Estruturas lógicas e lógica de argumentação
Aula narrada · 15:21 · Prof. Brito
Estruturas Lógicas e Lógica de Argumentação
O que cai na prova, direto ao ponto
- 01
Argumento é premissa(s) sustentando uma conclusão; sem premissas escritas, há apenas afirmação solta, não argumento.
- 02
Validade depende da forma: não pode haver premissas verdadeiras com conclusão falsa. Premissas e conclusão verdadeiras não garantem validade.
- 03
Solidez é vistoria dupla: validade da forma MAIS premissas verdadeiras. Faltando uma das duas, não há solidez.
- 04
Modus ponens: condicional P→Q mais afirmação de P, conclui Q. Modus tollens: P→Q mais negação de Q, conclui não P.
- 05
Falácias formais: afirmar o consequente (P→Q, Q, logo P) e negar o antecedente (P→Q, não P, logo não Q). Dedutivo busca necessidade; indutivo, probabilidade.
Revise com os olhos. Fixe no fone.
O mapa visual desta aula
Este recorte entrega um bloco da revisão. A coleção completa mantém cada imagem ligada ao áudio do mesmo assunto.
Alerta de Edital · Grátis
O edital da PRF vai sair sem avisar. Seja o primeiro a saber.
Nosso robô lê o Diário Oficial da União a cada 20 minutos. No minuto em que a PRF publicar o edital, o aviso chega no seu e-mail - antes dos portais, antes do grupo do WhatsApp.
Alerta ativado!
Você será avisado no seu e-mail no minuto em que o edital da PRF sair no Diário Oficial. Enquanto isso, comece a estudar de graça.
As vagas do Programa Fundador acabaram.
Seu cadastro foi recebido. Você ainda pode entrar no Escuta Policial e aproveitar o desconto de boas-vindas liberado automaticamente no primeiro login.
Entrar e ver meu desconto →Simulado relâmpago · estilo CEBRASPE
Você já domina isso? Julgue 5 itens antes de continuar.
Mesmo formato Certo/Errado da prova. Resposta e comentário na hora - sem esperar gabarito oficial.
-
Item 01
Um argumento pode ser formalmente válido ainda que contenha premissa falsa, pois a validade não se confunde com a verdade material do conteúdo.
toque em C ou E
Ver gabarito e comentário
Gabarito: Certo
A validade avalia apenas se a forma impede premissas verdadeiras com conclusão falsa; o conteúdo falso não desfaz a validade formal.
"Argumento válido pode ter premissa falsa, por isso validade não equivale a verdade material."
A validade avalia apenas se a forma impede premissas verdadeiras com conclusão falsa; o conteúdo falso não desfaz a validade formal.
"Argumento válido pode ter premissa falsa, por isso validade não equivale a verdade material."
-
Item 02
Para que um argumento seja classificado como sólido, é suficiente que sua forma seja válida, sendo irrelevante a veracidade das premissas empregadas.
toque em C ou E
Ver gabarito e comentário
Gabarito: Errado
Solidez soma duas exigências: validade da forma e premissas verdadeiras. Só a validade não basta.
"Solidez exige simultaneamente validade e premissas verdadeiras."
Solidez soma duas exigências: validade da forma e premissas verdadeiras. Só a validade não basta.
"Solidez exige simultaneamente validade e premissas verdadeiras."
-
Item 03
Diante da condicional que liga P a Q, acompanhada da negação de Q, conclui-se a negação de P, em aplicação do modus tollens.
toque em C ou E
Ver gabarito e comentário
Gabarito: Certo
Essa é exatamente a estrutura do modus tollens: condicional mais negação do consequente, gerando a negação do antecedente.
"Procure a mesma relação condicional ligando P a Q, mas agora acompanhada da negação de Q. Essa combinação garante a negação de P pelo modus tollens."
Essa é exatamente a estrutura do modus tollens: condicional mais negação do consequente, gerando a negação do antecedente.
"Procure a mesma relação condicional ligando P a Q, mas agora acompanhada da negação de Q. Essa combinação garante a negação de P pelo modus tollens."
-
Item 04
Tendo-se a condicional P implica Q e a confirmação de Q, conclui-se validamente P, estrutura dedutiva conhecida como modus ponens.
toque em C ou E
Ver gabarito e comentário
Gabarito: Errado
Partir de Q para concluir P é a falácia de afirmar o consequente, que não é forma dedutiva válida; o modus ponens exige a afirmação do antecedente.
"Afirmar o consequente PQ, Q, logo P, não é forma dedutiva válida."
Partir de Q para concluir P é a falácia de afirmar o consequente, que não é forma dedutiva válida; o modus ponens exige a afirmação do antecedente.
"Afirmar o consequente PQ, Q, logo P, não é forma dedutiva válida."
-
Item 05
Em um raciocínio indutivo, a verdade de todas as premissas assegura necessariamente a verdade da conclusão alcançada.
toque em C ou E
Ver gabarito e comentário
Gabarito: Errado
O indutivo sustenta a conclusão apenas como provável; a necessidade lógica é ambição do raciocínio dedutivo.
"Não fica garantida. O indutivo sustenta a conclusão como provável, nunca como necessária."
O indutivo sustenta a conclusão apenas como provável; a necessidade lógica é ambição do raciocínio dedutivo.
"Não fica garantida. O indutivo sustenta a conclusão como provável, nunca como necessária."
0/5
Você já domina esse ponto do edital. Hora de fixar de ouvido, no ritmo da prova.
Você pegou o padrão, mas ainda escapam detalhes que a banca cobra. Ouça a aula e feche essa lacuna agora.
É exatamente pra isso que esta aula existe. Ouça agora e volte pra zerar esse simulado.
O edital pode sair a qualquer momento. Quer ser avisado no minuto em que publicar? ↑
🎧 Continuar de ouvido →Transcrição completa desta aula (leitura opcional)
Se a conclusão de um argumento é verdadeira, a passagem das premissas até ela também precisa ser válida? Pode chegar à resposta certa por uma ponte quebrada. Coloca as premissas numa margem, a conclusão na outra e deixa a forma do argumento sustentar a travessia.
Gostei. Eu vou olhar para o destino e dizer: "Deu certo. Você me obriga a voltar e inspecionar a ponte." Exatamente.
Comece separando as duas peças da estrutura. De um lado as premissas, do outro, a conclusão que elas devem sustentar. Primeiro teste: duas frases lado a lado já vira um argumento?
Um argumento é formado por premissas que sustentam uma conclusão. Se eu tiver só a conclusão, sem nenhuma premissa escrita, ainda existe argumento? Não existe.
Ao menos não como a estrutura exige. Sem premissas que sustentem a conclusão, sobra apenas uma afirmação solta, não um argumento completo. Como reconhecer numa questão qual frase faz o papel de premissa e qual faz o papel de conclusão?
Da estrutura, passamos ao teste que a prova mais cobra. Validade depende da forma e nunca pode haver premissas verdadeiras com conclusão falsa. Esse teste de validade olha para o conteúdo das premissas ou só para a forma como elas se encadeiam?
Validade depende da forma. Não pode haver premissas verdadeiras e conclusão falsa. Se as premissas forem verdadeiras e a conclusão também, o argumento já está garantido como válido?
Não está garantido só por isso. A validade exige que a forma impeça premissas verdadeiras com conclusão falsa. Coincidir os valores não comprova essa impossibilidade.
Que exemplo mostraria premissas e conclusão verdadeiras no argumento que ainda assim é inválido? Da validade isolada, chegamos à solidez. Ela exige as duas coisas juntas: validade na forma e premissas verdadeiras no conteúdo.
Um argumento válido, mas com premissa falsa, já pode ser chamado de sólido? Solidez exige simultaneamente validade e premissas verdadeiras. E um argumento com todas as premissas verdadeiras, mas de forma inválida, é sólido?
Também não é. Solidez soma as duas exigências. Faltando validade ou faltando verdade nas premissas, o argumento perde a solidez, mesmo que uma das partes esteja certa.
Mostra o contraste entre um argumento só válido e um argumento sólido de verdade. Da solidez nasce a pegadinha mais comum. Argumento válido pode ter premissa falsa, porque validade não equivale a verdade material.
Então um argumento com premissa falsa nunca pode ser considerado válido? Argumento válido pode ter premissa falsa, por isso validade não equivale a verdade material. A prova pode montar um argumento com premissa absurda e mesmo assim pedir que eu reconheça a validade da forma?
Pode sim. A validade avalia apenas se a forma impede premissa verdadeira com conclusão falsa. O conteúdo das premissas, mesmo falso, não desfaz essa validade formal.
Qual seria o erro de quem julga a validade só pelo bom senso do conteúdo? Da forma abstrata, vamos ao primeiro esquema concreto. No modus ponens, de P implica Q e de P conclui-se Q.
Nesse esquema, basta eu ter a condicional para já concluir o consequente, mesmo sem confirmar o antecedente? No modus ponens, de P, Q e P conclui-se Q. Se eu tiver P implica Q e tiver Q, também posso concluir P pelo modus ponens?
Não pode. O modus ponens exige a afirmação do antecedente, não do consequente. Partir de Q para concluir P usa outra estrutura, e essa não é válida.
Como reconhecer rapidamente numa questão que o esquema descrito é mesmo o modus ponens? Procure as duas peças na ordem certa: a implicação de P para Q e a confirmação isolada de P. Só essa combinação autoriza a concluir Q pelo modus ponens.
Do modus ponens, que esquema aparece quando a prova nega o consequente em vez do antecedente? A conexão é o método. Estamos percorrendo validade, solidez, inferências corretas, falácias formais e alcance da conclusão.
Cada parte conserva sua função e nenhuma autoriza importar a consequência da parte seguinte. Nesse modus tollens, a negação de Q é suficiente sozinha, sem a condicional entre P e Q? No modus tollens, de P, Q e Q conclui-se P.
Partindo da mesma implicação entre P e Q, mas negando P em vez de Q, também chego à negação de Q pelo modus tollens? Não chega. O modus tollens parte da condicional mais a negação de Q, nessa ordem.
Negar P em vez de Q não reproduz esse esquema válido. Que semelhança entre modus ponens e modus tollens costuma confundir na hora da prova? Ligando os dois esquemas anteriores, chega a regra da cadeia.
P implica Q e Q implica R permitem concluir diretamente P implica R Essa regra da cadeia serve só para duas condicionais ou posso encadear mais delas? A regra da cadeia permite ligar condicionais. PQ e QR implicam PR.
Partindo de P implica Q e de R implica Q, também posso encadear e concluir P implica R? Não posso. A regra da cadeia exige que o consequente de uma condicional seja o antecedente da próxima.
Ligar dois consequentes ao mesmo termo não forma essa cadeia. Qual seria o cuidado ao montar mentalmente essa cadeia numa questão longa? Da cadeia válida passamos à primeira falácia formal.
Afirmar o consequente de P implica Q e Q, concluir P não é forma dedutiva válida. Por que essa falácia parece tão convincente à primeira vista? Afirmar o consequente PQ, Q, logo P, não é forma dedutiva válida.
Se numa questão eu tiver P implica Q e confirmar Q, a conclusão P sempre estará errada? A conclusão pode até ser verdadeira por acaso, mas a forma continua inválida. Afirmar o consequente nunca garante P, mesmo quando P acaba sendo verdadeiro no caso.
Que diferença separa essa falácia do modus ponens que vimos antes? Ao lado da primeira falácia mora a segunda. Negar o antecedente de P implica Q e não P, concluir não Q, também não é forma dedutiva válida.
Essa falácia se confunde com o modus tollens de que jeito? Negar o antecedente PQ, P, logo Q, não é forma dedutiva válida. Tendo P implica Q e a negação de P, a negação de Q fica garantida pela lógica?
Não é garantida. Negar o antecedente não produz necessidade lógica sobre Q. A condicional só amarra P a Q num sentido, não no sentido inverso.
Qual seria o jeito mais rápido de identificar essa falácia dentro de uma questão longa? Fechando os esquemas formais, vem a distinção mais ampla. Raciocínio dedutivo busca necessidade lógica, enquanto o indutivo sustenta apenas conclusão provável.
Um raciocínio indutivo pode ser tão convincente quanto um dedutivo, mesmo sem essa necessidade lógica? Raciocínio dedutivo busca necessidade lógica. Raciocínio indutivo sustenta conclusão provável.
Se as premissas de um argumento indutivo forem todas verdadeiras, a conclusão fica garantida? Não fica garantida. O indutivo sustenta a conclusão como provável, nunca como necessária.
Mesmo com premissas verdadeiras, resta espaço para a conclusão falhar. Que sinal no enunciado aponta para raciocínio indutivo em vez de dedutivo? Geralmente aparece um salto de casos particulares para uma regra geral.
Esse salto é típico do indutivo, que busca probabilidade, não a necessidade lógica do dedutivo. Se a prova voltar a definir argumento como premissas que sustentam uma conclusão, qual é o primeiro corte que eu faço? Separe fisicamente as duas peças no papel.
De um lado, liste as premissas, do outro, a conclusão. E só depois julgue se a sustentação realmente existe. Se eu reencontrar essa definição de validade pela forma, sem citar o conteúdo das premissas, o que eu confirmo?
Confirme que a validade está presa à forma. Conteúdo verdadeiro ou falso das premissas não entra nesse teste específico de validade. Então solidez é vistoria dupla.
A ponte precisa aguentar e o material usado nela precisa ser verdadeiro. Verifique a validade da forma primeiro. Só depois confira se as premissas são de fato verdadeiras, porque a solidez exige as duas checagens completas.
Uma premissa falsa não derruba automaticamente a engenharia da forma. Ela derruba a solidez. É coerente.
A validade formal continua de pé mesmo com premissa falsa. O que muda é que esse argumento válido deixa de ser sólido. Agora esconde o modus ponens numa ocorrência, sem letras P e Q.
Quero reconhecer pela estrutura. Procure a condicional entre P e Q e a confirmação isolada de P. Encontrando as duas, a conclusão Q pelo modus ponens está garantida.
E no modus tollens eu volto pela ponte. Nego o resultado e alcanço a negação da condição. Procure a mesma relação condicional ligando P a Q, mas agora acompanhada da negação de Q.
Essa combinação garante a negação de P pelo modus tollens. Duas condicionais em sequência parecem uma estrada só. Eu confiro se a saída da primeira é realmente a entrada da segunda.
Confirme que o consequente da primeira condicional é exatamente o antecedente da segunda. Só essa ligação exata autoriza a concluir a condicional direta entre os extremos. Afirmar o consequente é aquele atalho sedutor.
Cheguei ao mesmo destino, então presumo que usei a mesma ponte. Lembre que afirmar o consequente nunca vira dedução válida, mesmo que a conclusão pareça razoável. A forma continua sendo o critério, não a plausibilidade.
Negar o antecedente faz o erro espelhado Fecho entrada e finjo que nenhuma outra rota chega à conclusão Compare com o modus tollens correto. Lá, a condicional caminha junto com a negação do consequente. Aqui, a negação do antecedente sozinha não sustenta nada Dedutivo promete necessidade.
Indutivo trabalha com probabilidade. Essa palavra muda a ambição da conclusão Necessidade guia o dedutivo. Probabilidade guia o indutivo.
Toda vez que o enunciado trocar uma pela outra, o tipo de raciocínio descrito muda junto Para não decorar vazio, eu aponto no enunciado o que está sustentando e o que está sendo sustentado Aplique a definição toda vez que ler um texto argumentativo. Procure ativamente as premissas e a conclusão, em vez de reconhecer a palavra argumento de longe E para testar validade, eu imagino o pior caso: premissas verdadeiras e conclusão falsa.
Se ele cabe, a ponte cede Transforme o critério num teste direto. Pergunte se existe algum cenário com premissas verdadeiras e conclusão falsa. Encontrando um, a validade cai na hora Validade olha a engenharia.
Solidez também confere o material. Agora ficou difícil misturar Sempre nomeie as duas checagens separadamente. Primeiro a forma, depois o conteúdo.
Chamar só uma delas de solidez esconde a outra metade da exigência Uma ponte pode estar perfeitamente desenhada e começar numa margem imaginária. Válida sim, sólida não Trate as duas avaliações como independentes. A validade olha só a forma.
A verdade das premissas é outra pergunta. Uma não contamina a outra No modus ponens não sigo as letras, sigo o movimento. Condição afirmada, consequência concluída Fixe a ordem exata das peças.
Condicional, mas antecedente confirmado gera modus ponens. Qualquer outra combinação de P e Q pede outro nome Última travessia. A conclusão é verdadeira.
Isso prova que a ponte é válida? Uma conclusão verdadeira não torna o argumento válido. O teste é a impossibilidade de premissas verdadeiras com conclusão falsa A armadilha está em aceitar a conclusão verdadeira como prova de validade, pulando o teste da forma que realmente decide o item Isso.
Reconheça o tema da lógica, mas só marque certo depois de confirmar que a forma impede premissas verdadeiras com conclusão falsa. É esse teste que fecha o episódio de hoje E a imagem que fica é uma ponte lógica. Premissas em uma margem, conclusão na outra e a forma como estrutura de sustentação A conclusão pode chegar ao lugar certo por um caminho defeituoso.
A prova cobra resistência da ponte, não apenas o destino
Continue em Raciocínio Lógico-Matemático
Todas as aulas de Raciocínio Lógico-Matemático →Escuta Policial
A aprovação na PRF,
no seu ouvido.
- As 2 primeiras aulas de cada matéria são grátis
- Trilhas policial e administrativo - o seu edital, não um genérico
- Funciona offline: estude no trânsito, na academia, na fila
Sem cartão · No navegador ou instalado no celular
No computador? Aponte a câmera do celular e leve o edital no bolso.