🎧 Aulas do edital · Raciocínio Lógico-Matemático

Problemas Aritméticos, Geométricos e Matriciais

A conta fecha perfeitamente e a resposta ainda está errada: é aqui que a banca mora, na base, na unidade e na dimensão.

Tópico do edital: Problemas aritméticos, geométricos e matriciais

Aula 10 de 10 de Raciocínio Lógico-Matemático · áudio de 13:43 · narração Profa. Ana · leitura de 10 min

Raciocínio Lógico-Matemático Peso no edital ★★★☆☆ Transcrição completa

Aula narrada · 13:43 · Profa. Ana

Problemas Aritméticos, Geométricos e Matriciais

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O que cai na prova, direto ao ponto

  1. 01

    Resolver problemas começa por separar dados, incógnitas, restrições e a pergunta exata; restrição escondida altera a incógnita real.

  2. 02

    Traduzir o enunciado em tabela, diagrama, equação ou padrão: diagrama para relação espacial, tabela para comparar itens, equação para vínculo entre grandezas.

  3. 03

    Percentual só vira razão confiável sobre a base que o enunciado define, nunca sobre base presumida; a base não muda no meio da conta.

  4. 04

    Proporção exige grandezas da mesma espécie e unidade que sobreviva até o fim; em geometria, o desenho decide a fórmula, não a memória.

  5. 05

    Matrizes: AX=B deve espelhar o sistema original; X=A⁻¹B só existe se A for quadrada e invertível; produto exige dimensão interna compatível.

Resumo visual de Problemas Aritméticos, Geométricos e Matriciais para o concurso da PRF

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  • Item 01

    A expressão X igual a A elevado a menos 1 multiplicado por B somente é válida quando a matriz A é, simultaneamente, quadrada e invertível.

    toque em C ou E

    Ver gabarito e comentário

    Gabarito: Certo

    As duas condições são conjuntas: faltando a inversa, o sistema pode até ter solução, mas não por esse caminho.

    "A expressão X igual a A menos 1B só é válida quando A é quadrada e invertível."

  • Item 02

    A compatibilidade entre as dimensões externas de duas matrizes é suficiente para garantir a existência do produto entre elas.

    toque em C ou E

    Ver gabarito e comentário

    Gabarito: Errado

    A dimensão externa apenas define o tamanho do resultado; quem decide a existência do produto é a dimensão interna.

    "Dimensão externa define o tamanho do resultado, mas quem decide se o produto existe é a dimensão interna, comparando coluna da primeira com linha da segunda."

  • Item 03

    Em problemas de padrão, basta que a regra identificada funcione para um par de termos consecutivos para que ela possa ser generalizada a toda a sequência.

    toque em C ou E

    Ver gabarito e comentário

    Gabarito: Errado

    A regra só está pronta quando funciona para todos os termos dados; um único par que combine não fecha a questão.

    "Problemas de padrão precisam de regra que funcione para todos os termos dados, não apenas para um par."

  • Item 04

    A proporção exige que as grandezas comparadas sejam da mesma espécie e que as unidades sejam preservadas até o resultado final.

    toque em C ou E

    Ver gabarito e comentário

    Gabarito: Certo

    Grandezas parecidas não são necessariamente compatíveis; sem unidade compatível, o resultado numérico não representa nada real.

    "Proporções exigem comparar grandezas compatíveis e preservar unidades."

  • Item 05

    Quando o resultado obtido coincide com o valor esperado, a conferência no enunciado ou no sistema original torna-se dispensável.

    toque em C ou E

    Ver gabarito e comentário

    Gabarito: Errado

    Bater com o esperado não substitui a conferência: só o sistema original confirma unidade e condições respeitadas.

    "Precisa, sempre. Bater com o esperado não substitui a conferência. O sistema original é o único lugar que confirma se a unidade e a condição foram respeitadas."

Transcrição completa desta aula (leitura opcional)

A conta fechou perfeitamente, mas a unidade não responde ao que foi perguntado. O problema está resolvido? A conta pode estar impecável e responder outra pergunta.

Monta uma bancada. Dados num canto, representação no outro, operação no centro e conferência antes de entregar. Perfeito.

Eu faço a conta bonita, você confere se eu peguei a peça certa, usei a unidade certa e resolvi o problema que realmente foi pedido. Exatamente. Antes de qualquer conta, separe o que já foi dado, o que é incógnita, quais restrições aparecem no texto e qual é a pergunta exata que fecha o problema.

Primeiro teste da bancada. Separar dado e incógnita já impede uma restrição de escapar? Resolver problemas começa por identificar dados, incógnitas, restrições e a pergunta exata.

E se o enunciado trouxer a pergunta exata, mas esconder uma restrição no meio do texto? Isso muda tudo. Uma restrição escondida altera a incógnita real do problema e ignorá-la produz uma resposta que atende à conta, mas não à pergunta que foi feita.

Na prática, o que devo listar primeiro no rascunho? Repare que a estratégia certa nem sempre é a conta direta. Traduzir o enunciado em tabela, diagrama, equação ou padrão revela relações que a leitura corrida esconde.

Uma tabela sempre revela mais do que um diagrama? Uma estratégia útil pode ser traduzir o enunciado em tabela, diagrama, equação ou padrão. Escolher a representação errada já compromete a solução antes da primeira conta?

Compromete, sim. Diagrama serve para relação espacial, tabela para comparar itens e equação para vínculo entre grandezas. A forma errada distorce o que se enxerga.

Qual representação eu testo primeiro quando o enunciado parece misto? Perceba o risco maior aqui. Percentual só vira razão confiável se a base escolhida for a mesma que o enunciado está descrevendo, nunca uma base presumida.

Qual base o enunciado realmente define para esse percentual? Percentuais devem ser convertidos em razão sobre a base correta antes da operação. Trocar a base do percentual já muda o resultado?

Muda, e de forma silenciosa. A operação pode estar certa e ainda assim responder outra pergunta, porque a base do percentual mudou o significado da razão. Mostra esse percentual com a base trocada.

Use a proporção como ferramenta de conferência. As duas grandezas comparadas precisam ser da mesma espécie e a unidade de cada lado tem que sobreviver até o fim da conta. Que unidade deve permanecer igual dos dois lados da proporção?

Proporções exigem comparar grandezas compatíveis e preservar unidades. Uma proporção entre grandezas parecidas já é compatível por definição? Não.

Parecidas não é o mesmo que compatíveis. A proporção exige mesma grandeza e mesma unidade. Senão o resultado numérico não representa nada real.

Se o tempo é curto, que unidade eu confiro primeiro na proporção? Em geometria, o ponto vale como critério de escolha. Desenhar a figura e marcar as medidas conhecidas evita aplicar uma fórmula que não corresponde ao caso apresentado.

Que medida some do enunciado quando a gente pula o desenho? Em geometria, desenho e identificação de medidas conhecidas evitam usar fórmula inadequada. Posso escolher a fórmula de geometria só de memória, sem desenhar?

Não é seguro. Sem o desenho, medidas parecidas se confundem e a fórmula escolhida pode servir para outra figura, não para as medidas realmente dadas. Como marco no desenho a medida que realmente foi dada?

Quando duas medidas aparecem juntas na figura, não as trate como itens soltos. A banca costuma explorar a relação entre elas e o desenho evita perder esse vínculo. No problema de padrão, o que liga o primeiro termo ao segundo sem virar regra geral ainda?

A conexão é o método. Estamos percorrendo leitura do enunciado, escolha de representação, cálculo compatível e verificação. Cada parte conserva sua função e nenhuma autoriza importar a consequência da parte seguinte.

Como separo a regra correta de uma conclusão tirada de um único par de termos? Problemas de padrão precisam de regra que funcione para todos os termos dados, não apenas para um par. Se eu testar a regra só no segundo termo, isso já garante que ela vale para todos?

Não garante. A regra de padrão só está pronta quando funciona para todos os termos dados e não apenas para o par que pareceu confirmar a ideia. Qual termo eu devo usar para desconfiar de uma regra que parece certa cedo demais?

Antes de montar a matriz, escreva o sistema linear por extenso e confira se cada equação vira mesmo uma linha de AX igual PA B, sem trocar variável de coluna. Que parte do sistema linear vira a matriz A e que parte vira B? Um sistema linear pode ser representado matricialmente por AX igual PA B.

Montar AX igual PA B errado ainda pode chegar numa resposta que parece coerente? Pode, e isso é o perigo. A representação matricial precisa espelhar o sistema original.

Se a ordem das variáveis mudar, AX igual PA B descreve outro sistema, não o da questão. Confirma se essa matriz A representa mesmo o sistema dado Antes de aplicar X igual a A menos 1B, B, confira duas coisas na matriz A: se ela é quadrada e se admite inversa. Faltando uma das duas, a expressão simplesmente não existe.

Uma matriz quase quadrada já permite usar X igual a A menos 1B? A expressão X igual a A menos 1B só é válida quando A é quadrada e invertível. A é quadrada, mas sem inversa.

Ainda posso escrever X igual a A menos 1B? Não pode. Quadrada e invertível são condições conjuntas para X igual a A menos 1B existir.

Faltando a inversa, o sistema pode até ter solução, mas não por esse caminho. Como eu confirmo rápido se A admite inversa antes da prova? No produto de matrizes, olhe primeiro as dimensões internas.

Colunas da primeira contra linhas da segunda. Se não baterem, o produto simplesmente não existe, por mais que as duas matrizes pareçam compatíveis. Duas matrizes grandes sempre têm dimensão interna compatível para multiplicar?

O produto de matrizes só existe quando as dimensões internas são compatíveis. Se as dimensões externas combinam, isso garante que o produto existe? Não garante.

Dimensão externa define o tamanho do resultado, mas quem decide se o produto existe é a dimensão interna, comparando coluna da primeira com linha da segunda. Onde nas duas matrizes eu confiro a dimensão interna antes de multiplicar? Depois de resolver, volte ao enunciado ou ao sistema original e confira a resposta ali, inclusive a unidade.

Um número certo com unidade errada ainda erra a pergunta. Que unidade costuma sumir quando a gente confere só o número final? A resposta deve ser conferida no enunciado ou no sistema original, inclusive quanto às unidades.

Se a conta bateu com o esperado, ainda preciso voltar ao enunciado? Precisa, sempre. Bater com o esperado não substitui a conferência.

O sistema original é o único lugar que confirma se a unidade e a condição foram respeitadas. Que passo simples fecha a conferência antes de marcar a resposta? Quando a resposta parecer óbvia, volte ao sistema original mesmo assim.

Confirme se cada unidade do resultado corresponde à unidade pedida no enunciado. Se a questão reaparecer cobrando dado, incógnita e restrição separados, por onde eu recomeço a leitura? Volte ao ponto sobre identificar dados, incógnitas e restrições.

Isole a pergunta exata antes de comparar a alternativa com o enunciado original. E se o item testar de novo a tradução do enunciado em tabela ou diagrama, o que eu confiro antes de marcar? Quando o item tratar de traduzir o enunciado em tabela ou diagrama, cheque se a representação escolhida preservou a relação, não só o vocabulário.

Percentual voltou à bancada. Antes de dividir por cem, eu circulo a base sobre a qual ele incide? No caso do percentual convertido em razão, a base que o enunciado definiu continua sendo critério, mesmo que a alternativa sugira outra.

Na proporção, duas grandezas só conversam quando as unidades estão compatíveis. Número parecido não basta. Para proporção entre grandezas, confirme se as duas são da mesma espécie e se a unidade resistiu até o resultado final.

Na geometria, eu não puxo fórmula da memória antes de nomear as medidas que o desenho realmente entregou. Diante de medidas conhecidas em geometria, o desenho contra o enunciado decide se a fórmula da alternativa realmente serve ao caso. Num padrão, três termos sedutores ainda podem esconder outra regra.

Eu testo a hipótese no conjunto, não só no começo. Se o item cobrar regra de padrão, teste-a em todos os termos dados. Um único par que combine não fecha questão nenhuma.

Chegou o sistema em forma matricial. Antes de operar, confira o papel e a dimensão de cada matriz. Quando o sistema aparecer como AX igual a AB, confira se a ordem das variáveis nas colunas ainda corresponde ao sistema escrito por extenso.

A alternativa oferece a inversa como atalho. Se a matriz nem é quadrada, a peça não encaixa na bancada. No caso de X igual A menos 1B, o erro nasce antes da conta.

Falta conferir se A é quadrada e se admite inversa. No produto, dimensão interna incompatível encerra a operação antes de qualquer número convincente aparecer. Se o produto de matrizes envolver dimensão interna incompatível, a operação não existe, ainda que o resultado pareça uma matriz válida.

E voltamos ao crime da abertura. Conta certa, unidade errada. Posso entregar?

Voltando ao sistema original, uma conta certa com unidade trocada continua respondendo a outra pergunta, não a que foi feita. Eu escrevo a pergunta exata no topo do rascunho. Assim, a bancada não produz uma resposta para outro problema.

Para não transformar identificar dados e restrições numa rotina vazia, mantenha a pergunta exata como filtro que fecha cada tentativa de solução. Tabela é ferramenta, não ritual. Só entra quando torna a relação mais visível que a prosa.

Traduzir o enunciado em tabela só ajuda se a forma escolhida continuar amarrada ao que o texto pede, não ao hábito de sempre montar a mesma tabela. No percentual, sublinho a palavra que define a base antes de calcular. Ao converter percentual em razão, a base do enunciado precisa permanecer a mesma do início ao fim da conta, sem trocas no meio do caminho.

Na proporção, escreva a unidade ao lado do número. Ela denuncia comparação impossível antes da conta. Numa proporção entre grandezas, a unidade compatível não é detalhe.

Sem ela, a comparação vira número solto, sem significado nenhum. Na geometria, faço a fórmula esperar até o desenho confessar quais medidas eu tenho. Em geometria, o desenho como conferência evita aplicar uma fórmula de memória em medidas que pertencem a outra figura.

Última conferência. Base trocada, unidade incompatível e matriz com dimensão errada. A conta ainda consegue me enganar?

Uma operação algebricamente correta ainda pode estar errada se usar base percentual, unidade ou dimensão matricial incompatível. A armadilha troca a base, a unidade ou a dimensão matricial no meio do enunciado, apostando na conta pronta. Isso mesmo.

A conta pode fechar perfeitamente e ainda assim ignorar a base, a unidade ou a dimensão que o enunciado realmente pedia. É aí que mora o erro. E a imagem que fica é uma bancada de resolução.

Dados, representação, operação e conferência ocupam lugares diferentes. Resultado confiável é o que sobrevive à volta ao enunciado, às unidades e às condições da operação escolhida

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