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Lógica Sentencial II · Equivalências, De Morgan · 1ª Ordem

A contrapositiva é tradução segura; trocar a ordem dos quantificadores quase nunca é. A banca cobra as duas lado a lado.

Tópico do edital: Lógica sentencial II — equivalências, De Morgan e diagramas · Lógica de primeira ordem

Aula 9 de 10 de Raciocínio Lógico-Matemático · áudio de 20:30 · narração Prof. Brito · leitura de 15 min

Raciocínio Lógico-Matemático Peso no edital ★★★☆☆ Transcrição completa

Aula narrada · 20:30 · Prof. Brito

Lógica Sentencial II · Equivalências, De Morgan · 1ª Ordem

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O que cai na prova, direto ao ponto

  1. 01

    Equivalência lógica exige coincidência em TODAS as valorações: uma única linha divergente já desfaz o rótulo de equivalentes.

  2. 02

    Contrapositiva = negar antecedente, negar consequente E inverter a ordem. Fazer só metade do procedimento não preserva o valor lógico.

  3. 03

    Recíproca apenas troca a ordem, sem negar nada — por isso não é, em geral, equivalente à condicional original.

  4. 04

    De Morgan exige duas ações juntas: inverter o conectivo ('e' por 'ou', 'ou' por 'e') e negar cada parcela.

  5. 05

    Negar 'todo x satisfaz P' produz 'existe x que não satisfaz P'; negar 'existe x que satisfaz P' produz 'todo x não satisfaz P'. A ordem entre quantificadores diferentes muda a

Resumo visual de Lógica Sentencial II · Equivalências, De Morgan · 1ª Ordem para o concurso da PRF

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  • Item 01

    Duas fórmulas que apresentam o mesmo valor lógico em noventa e nove linhas da tabela-verdade e divergem em apenas uma linha podem, ainda assim, ser tratadas como logicamente equivalentes.

    toque em C ou E

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    Gabarito: Errado

    A equivalência lógica exige coincidência total, linha por linha; basta uma valoração divergente para desfazê-la.

    "Não pode. Uma única valoração divergente já desfaz a equivalência. O rótulo exige coincidência total, linha por linha, sem margem para uma exceção isolada."

  • Item 02

    A contrapositiva de uma condicional é obtida negando-se o consequente, negando-se o antecedente e invertendo-se a ordem entre eles, operação que preserva o mesmo valor lógico da condicional original.

    toque em C ou E

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    Gabarito: Certo

    Essa é exatamente a construção da contrapositiva, que funciona como tradução fiel da condicional.

    "A contrapositiva nega o consequente, nega o antecedente e inverte a ordem entre eles, preservando o mesmo valor lógico da condicional original."

  • Item 03

    A recíproca de uma condicional, por limitar-se a trocar a ordem entre antecedente e consequente, é sempre equivalente à condicional original.

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    Gabarito: Errado

    A recíproca não nega nada e, por isso, não é em geral equivalente à condicional; eventuais coincidências de valores não são regra.

    "A recíproca apenas troca a ordem entre antecedente e consequente, sem negar nada. Por isso ela não é, em geral, equivalente à condicional original."

  • Item 04

    A negação de uma conjunção, conforme a lei de De Morgan, substitui o conectivo "e" pelo "ou" e nega cada uma das parcelas separadamente.

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    Gabarito: Certo

    De Morgan exige as duas ações simultâneas: inverter o conectivo e negar cada parcela.

    "Negar uma conjunção troca o "e" por "ou" e nega cada parcela separadamente. É essa tradução que a lei de De Morgan garante."

  • Item 05

    A negação da afirmação de que todo elemento satisfaz determinado predicado mantém o quantificador universal, resultando em que todo elemento não satisfaz o predicado.

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    Gabarito: Errado

    A negação do universal produz um existencial: existe elemento que não satisfaz o predicado. Manter o universal é o erro mais frequente do ponto.

    "Negar todo elemento satisfaz produz existe elemento que não satisfaz. Nunca outra combinação de quantificadores."

Transcrição completa desta aula (leitura opcional)

Trocar uma condicional pela recíproca parece uma simples mudança de ordem. Por que isso altera a resposta? Parece só trocar duas placas de lugar, né?

Então vamos tratar isso como o laboratório de tradução. Se uma única situação muda de resultado, a tradução vazou sentido. Perfeito.

Eu faço as traduções perigosas. Você acende a luz vermelha quando eu alterar o significado sem perceber. Duas fórmulas só merecem o rótulo de equivalentes quando coincidem em toda valoração possível, sem exceção em nenhuma linha da tabela.

Ignorar uma única linha divergente e ainda assim chamar as fórmulas de equivalentes é o erro mais comum nesse tema. Primeiro teste: noventa e nove linhas iguais e uma diferente. Passou?

Duas fórmulas são logicamente equivalentes quando coincidem em todas as valorações. Se duas fórmulas discordarem numa única valoração, ainda posso tratá-las como equivalentes? Não pode.

Uma única valoração divergente já desfaz a equivalência. O rótulo exige coincidência total, linha por linha, sem margem para uma exceção isolada. Na prova, que atalho confirma rápido se duas fórmulas coincidem em tudo?

A condicional pode ser reescrita como negar o antecedente ou afirmar o consequente. Essa tradução muda a forma, mas preserva exatamente o mesmo valor lógico. Essa tradução da condicional funciona em qualquer valoração?

A condicional P de prejetal Q equivale a P viso para Q. Reescrever assim ajuda a enxergar quando a condicional falha? Ajuda bastante.

Se a versão traduzida ficar falsa, é porque o antecedente é verdadeiro e o consequente é falso. Exatamente o único caso proibido da condicional. Usar essa tradução sem checar as duas partes separadamente costuma gerar conclusão apressada.

Que erro aparece quando alguém aplica essa tradução às pressas? A contrapositiva nega o consequente, nega o antecedente e inverte a ordem entre eles, preservando o mesmo valor lógico da condicional original. Construir a contrapositiva sempre garante fidelidade à condicional original?

A contrapositiva QP é equivalente à condicional original. Um item pode chamar de contrapositiva algo que só nega uma das partes? Pode chamar errado e vale desconfiar.

A verdadeira contrapositiva nega as duas partes e inverte a ordem entre elas. Negar só uma não basta. Negar apenas o antecedente e chamar o resultado de contrapositiva é a deformação mais comum desse ponto.

Que checagem rápida confirma se a contrapositiva foi montada direito? A recíproca apenas troca a ordem entre antecedente e consequente, sem negar nada. Por isso ela não é, em geral, equivalente à condicional original.

Trocar só a ordem das partes já basta para quebrar a equivalência? A recíproca QP não é, em geral, equivalente a PQ. Existe algum caso em que a recíproca coincide por acaso com a condicional original?

Existe, mas é coincidência de valores específicos, não regra geral. A recíproca como estrutura continua não sendo equivalente à condicional original. Tratar uma coincidência pontual como prova de equivalência geral é o raciocínio que a banca costuma testar aqui.

Como o examinador costuma disfarçar a recíproca como se fosse a condicional? Negar uma conjunção troca o "e" por "ou" e nega cada parcela separadamente. É essa tradução que a lei de De Morgan garante.

Negar só uma das parcelas já produz a negação correta da conjunção? Negar uma conjunção troca "e" por "ou" e nega cada parcela. Trocar o "e" por "ou" já basta, mesmo sem negar as parcelas?

Não basta nenhum dos dois sozinhos. A negação completa da conjunção exige trocar o conectivo e negar cada parcela ao mesmo tempo, segundo De Morgan. Fazer só metade da operação é o deslize típico de quem aplica De Morgan de memória, sem revisar o resultado.

Que erro aparece quando alguém aplica De Morgan pela metade? O erro comum é negar as parcelas e esquecer de trocar o conectivo, ou trocar o conectivo e esquecer de negar. De Morgan exige as duas ações juntas.

A negação de uma disjunção segue o mesmo caminho inverso da conjunção, trocando o "ou" por "e"? A conexão é o método. Estamos percorrendo equivalências, negações, contrapositiva, predicados e ordem dos quantificadores.

Cada parte conserva sua função e nenhuma autoriza importar a consequência da parte seguinte. Negar uma disjunção também exige negar as duas parcelas separadamente? Negar uma disjunção troca "ou" por "e" e nega cada parcela.

Existe algum atalho para lembrar essa troca sem decorar mecanicamente? Existe. Pense que De Morgan sempre inverte o conectivo e nega cada parcela.

Na disjunção, isso significa trocar "ou" por "e" e negar as duas partes. Que exemplo simples fixa essa troca de "ou" por "e" na negação? Negar a afirmação de que todo elemento satisfaz o predicado produz a existência de pelo menos um elemento que não satisfaz.

Basta um único elemento que falhe para derrubar a afirmação de que todo elemento satisfaz o predicado? Negar todo X satisfaz P produz existe X que não satisfaz P. O examinador pode trocar existe por todo ao negar essa afirmação universal?

Pode trocar errado e é isso que se cobra. Negar todo elemento satisfaz produz existe elemento que não satisfaz. Nunca outra combinação de quantificadores.

Manter o quantificador universal na negação sem trocá-lo pelo existencial é o erro mais frequente desse ponto. Como aplicar essa negação a um predicado concreto do domínio? Negar a afirmação de que existe um elemento que satisfaz o predicado produz que todo elemento do domínio não satisfaz esse predicado.

Negar a existência de um elemento virá a afirmar que nenhum satisfaz? Negar existe x que satisfaz P produz todo x não satisfaz P. O item pode confundir negar existe com apenas reduzir o domínio?

Pode confundir, mas a regra não muda. Negar existe elemento que satisfaz sempre produz todo elemento não satisfaz, sem reduzir nem trocar o domínio. Que exemplo ajuda a visualizar essa negação da existência?

Um predicado sozinho depende do domínio escolhido e da variável livre. Só o quantificador fecha a sentença e permite atribuir valor lógico a ela. Sem quantificador, um predicado já tem valor verdadeiro ou falso definido?

Predicados dependem de domínio e de variável. Quantificadores fecham a sentença. Mudar o domínio de um predicado muda também seu valor lógico final?

Muda sim. O mesmo predicado pode ser verdadeiro num domínio e falso noutro, porque quantificador e domínio juntos é que fecham a sentença. Julgar um predicado sem antes fixar o domínio é avaliar uma sentença que ainda não tem valor lógico definido.

Como identificar rapidamente qual é o domínio de um predicado na questão? A ordem dos quantificadores pode mudar tudo. Dizer que para todo elemento existe outro relacionado não é o mesmo que dizer que existe um elemento relacionado a todos.

Por que inverter para todo e existe altera o significado da sentença? A ordem de quantificadores pode alterar o significado. X ou que Y não equivale em geral a Y da X.

O item pode escrever as duas ordens como se fossem intercambiáveis? Pode escrever assim, mas erra. Para todo seguido de existe descreve algo bem diferente de existe seguido de para todo.

E a banca explora exatamente essa troca. Que exemplo simples mostra essa diferença de ordem entre quantificadores? Perceba que fixar primeiro o elemento universal e depois buscar o parceiro é diferente de fixar um único elemento que sirva para todos os demais.

Quando a questão descreve uma relação em cadeia, a ordem das palavras para todo e existe já decide o significado? Já decide. Se para todo vier primeiro, um único elemento precisa servir para todos os relacionados depois.

Se existe vier primeiro, basta um elemento que sirva a todos os demais. Ler as duas ordens como equivalentes é subestimar quanto a posição do quantificador universal exige. Um enunciado mal pontuado pode esconder qual quantificador vem primeiro?

Pode esconder, e por isso vale reconstruir a frase com calma. Identifique qual quantificador governa a sentença inteira antes de decidir se a ordem foi mesmo respeitada. Inverter mentalmente a ordem dos quantificadores ajuda a testar se o item exagerou?

Ajuda bastante. Reescreva a sentença com a ordem trocada e compare os dois significados. Se forem diferentes, a ordem original era essencial e o item não pode ignorá-la.

Um caso com um único elemento fixo é mais fácil de confundir as duas ordens? É mais fácil, porque com um único elemento fixo as duas ordens produzem o mesmo resultado por coincidência. O erro aparece quando o domínio tem vários elementos diferentes.

Que pergunta simples separa quem fixa o elemento primeiro de quem escolhe depois? Pergunte quem aparece primeiro na frase, quem é fixado antes de buscar o parceiro e quem só é escolhido depois, dependendo do elemento anterior. Inverter mentalmente essa ordem sem perceber é o descuido mais comum de quem lê rápido demais.

A banca pode nomear as duas ordens de quantificadores com o mesmo verbo para confundir? Pode usar o mesmo verbo, mas a estrutura continua diferente. Preste atenção em qual quantificador aparece primeiro no texto, não apenas no verbo que liga as duas partes.

Um exemplo com pessoas e números ajuda a fixar essa diferença de ordem? Ajuda. Imagine que para cada pessoa existe um número relacionado a ela e compare com a ideia de que existe um único número relacionado a todas as pessoas.

Essas duas ideias do exemplo custam o mesmo para provar ou custam esforços diferentes? Custam esforços bem diferentes. Provar que existe um número único que serve a todas as pessoas é muito mais exigente do que provar que cada pessoa tem o seu próprio número.

Então a ordem dos quantificadores também indica o nível de exigência da afirmação? Indica exatamente isso. Quanto mais cedo aparece o quantificador universal, maior a exigência da afirmação, porque um único elemento precisa valer para todos os casos seguintes Um item pode inverter a ordem só para parecer mais fácil de aceitá-la?

Pode inverter para soar mais fraco e mais aceitável. E é aí que mora a armadilha. Sempre reconstrua a ordem original antes de julgar se a afirmação é mesmo verdadeira.

Ao revisar uma lista de itens sobre quantificadores, vale marcar qual palavra aparece primeiro em cada frase? Vale muito. Marque sempre qual quantificador abre a frase, porque é essa posição inicial que determina se estamos diante da versão mais forte ou da versão mais fraca da afirmação.

Ignorar essa posição inicial é o motivo mais comum de trocar as duas versões sem perceber. Mudar apenas a posição de uma vírgula no enunciado também pode sugerir uma ordem diferente de quantificadores? Pode sugerir.

Então desconfie de vírgulas isoladas. O que decide a ordem dos quantificadores é a estrutura lógica da frase, não a pontuação superficial usada para separar as partes. Mesmas palavras, outra ordem.

É aí que o ouvido relaxa e a lógica muda por baixo dele. Pedem respostas diferentes sempre que a troca de ordem muda qual quantificador é fixado primeiro. Palavras iguais em ordem diferente não garantem o mesmo significado nem a mesma resposta.

Assumir que a mesma lista de palavras garante a mesma resposta é a deformação típica desse ponto. Deixa eu tentar. Para todo, existe, distribui escolhas.

Existe um para todo, procura uma escolha única. Vale fechar com o contraste do dia. Trocar a ordem dos quantificadores quase sempre muda a proposição, enquanto trocar a condicional pela contrapositiva não muda nada no valor lógico.

E aqui vem o contraste estranho. Quantificador trocado é perigo. Contrapositiva bem feita é tradução segura.

Porque a ordem dos quantificadores redefine quem é fixado primeiro, alterando o significado. Já a contrapositiva só reorganiza antecedente e consequente negados, sem tocar no valor lógico original. Eu consigo cometer esse crime em três segundos.

Vejo inversão nos dois casos e chamo tudo de equivalência. Pode tratar assim e errar feio. A contrapositiva preserva exatamente a condicional, mas inverter a ordem de quantificadores costuma produzir uma proposição totalmente diferente da original.

Existe algum quantificador que escapa dessa regra e permite trocar a ordem livremente? Só quando os dois quantificadores são do mesmo tipo, ambos universais ou ambos existenciais. Fora esse caso, a ordem entre quantificadores diferentes segue mudando a proposição.

Presumir que a exceção vale para qualquer par de quantificadores é generalizar um caso muito específico. E a contrapositiva continua confiável mesmo quando o domínio da sentença muda? Continua confiável.

A contrapositiva não depende do domínio, ela só depende da estrutura da condicional. Troque o domínio à vontade que a equivalência com a condicional permanece. A banca ainda pode misturar os laboratórios.

Troca quantificador e cola a etiqueta contrapositiva. Pode misturar para confundir. Separe sempre as duas operações.

Contrapositiva nega e inverte antecedente e consequente, enquanto trocar quantificadores é uma operação totalmente diferente, sobre outra estrutura. Então minha triagem é simples: estou movendo proposições inteiras ou estou mudando quem depende de quem? Pergunte se a frase tem antecedente e consequente, ou se tem para todo e existe.

A primeira estrutura pede contrapositiva, a segunda pede atenção à ordem dos quantificadores. Na contrapositiva, meu deslize é esquecer uma das duas operações: inverter e negar. Costuma vir de negar só uma das partes ou esquecer de inverter a ordem entre elas.

A contrapositiva exige as duas ações juntas para preservar exatamente a condicional original. Fazer só metade do procedimento produz uma fórmula parecida, mas que não é mais a contrapositiva verdadeira. Nos quantificadores, o deslize é deixar a ordem parecer decoração.

Ela decide a dependência. Costuma vir de ler o quantificador que aparece por último como se fosse o primeiro. Inverter essa leitura já muda quem é fixado antes e quem depende de quem depois.

Boa. Revisa lado a lado, mas não mistura. Uma tradução preserva, a outra troca, pode destruir.

Vale, porque a banca gosta de colocar os dois lado a lado. Um item cobrando contrapositiva e outro cobrando ordem de quantificadores, testando se o candidato confunde as duas regras. Me dá uma imagem curta para essa rigidez?

Algo que sobreviva ao cansaço da véspera. Existe. A contrapositiva é rígida no sentido de sempre preservar a condicional.

A ordem de quantificadores é rígida no sentido oposto, quase sempre proibindo a troca sem mudar o significado. Só neguei o antecedente e mantive a ordem. Posso carimbar contrapositiva?

Pode chamar errado. Negar só o antecedente não é contrapositiva, porque falta negar o consequente e inverter a ordem entre as duas partes da condicional original Esse meio caminho produz uma fórmula que parece contrapositiva, mas não preserva o valor lógico original. E pode trocar só um dos quantificadores, mantendo o outro no lugar?

Pode tentar, mas o efeito já muda a proposição. Basta mexer na posição de um quantificador para alterar quem é fixado primeiro e quem depende do elemento anterior. Nem quero apostar qual cai mais.

Quero um procedimento que funcione para as duas, sem depender de palpite. As duas aparecem bastante, mas a ordem de quantificadores costuma render mais pegadinhas, porque parece uma simples mudança de posição e, na verdade, redefine toda a proposição. Subestimar essa mudança de posição é o motivo mais comum de errar esse tipo de item.

Nos últimos minutos, a ordem dos quantificadores parece detalhe gráfico. É aí que ela fica mais perigosa. A ordem de quantificadores costuma pegar mais gente correndo, porque a mudança de posição parece inofensiva.

Já a contrapositiva costuma pegar quem nega apenas uma das partes sem inverter a ordem. Última tradução. Mesmas palavras, ordem trocada, preservou o sentido?

Trocar a ordem de quantificadores costuma mudar a proposição. Já a contrapositiva preserva exatamente a condicional. A armadilha é tratar a troca de ordem dos quantificadores como se fosse tão segura quanto a contrapositiva.

Isso. Reconheça o vocabulário, mas só marque depois de checar se a proposição preservou a ordem dos quantificadores e a estrutura da contrapositiva. E a imagem que fica é um laboratório de tradução.

Cada equivalência precisa conservar o resultado em toda valoração. Uma tradução lógica só é fiel quando preserva todos os casos. Sem esse teste, semelhança visual não garante equivalência

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