🎧 Aulas do edital · Raciocínio Lógico-Matemático
Lógica Sentencial II · Equivalências, De Morgan · 1ª Ordem
A contrapositiva é tradução segura; trocar a ordem dos quantificadores quase nunca é. A banca cobra as duas lado a lado.
Tópico do edital: Lógica sentencial II — equivalências, De Morgan e diagramas · Lógica de primeira ordem
Aula narrada · 20:30 · Prof. Brito
Lógica Sentencial II · Equivalências, De Morgan · 1ª Ordem
O que cai na prova, direto ao ponto
- 01
Equivalência lógica exige coincidência em TODAS as valorações: uma única linha divergente já desfaz o rótulo de equivalentes.
- 02
Contrapositiva = negar antecedente, negar consequente E inverter a ordem. Fazer só metade do procedimento não preserva o valor lógico.
- 03
Recíproca apenas troca a ordem, sem negar nada — por isso não é, em geral, equivalente à condicional original.
- 04
De Morgan exige duas ações juntas: inverter o conectivo ('e' por 'ou', 'ou' por 'e') e negar cada parcela.
- 05
Negar 'todo x satisfaz P' produz 'existe x que não satisfaz P'; negar 'existe x que satisfaz P' produz 'todo x não satisfaz P'. A ordem entre quantificadores diferentes muda a
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Item 01
Duas fórmulas que apresentam o mesmo valor lógico em noventa e nove linhas da tabela-verdade e divergem em apenas uma linha podem, ainda assim, ser tratadas como logicamente equivalentes.
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Gabarito: Errado
A equivalência lógica exige coincidência total, linha por linha; basta uma valoração divergente para desfazê-la.
"Não pode. Uma única valoração divergente já desfaz a equivalência. O rótulo exige coincidência total, linha por linha, sem margem para uma exceção isolada."
A equivalência lógica exige coincidência total, linha por linha; basta uma valoração divergente para desfazê-la.
"Não pode. Uma única valoração divergente já desfaz a equivalência. O rótulo exige coincidência total, linha por linha, sem margem para uma exceção isolada."
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Item 02
A contrapositiva de uma condicional é obtida negando-se o consequente, negando-se o antecedente e invertendo-se a ordem entre eles, operação que preserva o mesmo valor lógico da condicional original.
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Gabarito: Certo
Essa é exatamente a construção da contrapositiva, que funciona como tradução fiel da condicional.
"A contrapositiva nega o consequente, nega o antecedente e inverte a ordem entre eles, preservando o mesmo valor lógico da condicional original."
Essa é exatamente a construção da contrapositiva, que funciona como tradução fiel da condicional.
"A contrapositiva nega o consequente, nega o antecedente e inverte a ordem entre eles, preservando o mesmo valor lógico da condicional original."
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Item 03
A recíproca de uma condicional, por limitar-se a trocar a ordem entre antecedente e consequente, é sempre equivalente à condicional original.
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Gabarito: Errado
A recíproca não nega nada e, por isso, não é em geral equivalente à condicional; eventuais coincidências de valores não são regra.
"A recíproca apenas troca a ordem entre antecedente e consequente, sem negar nada. Por isso ela não é, em geral, equivalente à condicional original."
A recíproca não nega nada e, por isso, não é em geral equivalente à condicional; eventuais coincidências de valores não são regra.
"A recíproca apenas troca a ordem entre antecedente e consequente, sem negar nada. Por isso ela não é, em geral, equivalente à condicional original."
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Item 04
A negação de uma conjunção, conforme a lei de De Morgan, substitui o conectivo "e" pelo "ou" e nega cada uma das parcelas separadamente.
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Gabarito: Certo
De Morgan exige as duas ações simultâneas: inverter o conectivo e negar cada parcela.
"Negar uma conjunção troca o "e" por "ou" e nega cada parcela separadamente. É essa tradução que a lei de De Morgan garante."
De Morgan exige as duas ações simultâneas: inverter o conectivo e negar cada parcela.
"Negar uma conjunção troca o "e" por "ou" e nega cada parcela separadamente. É essa tradução que a lei de De Morgan garante."
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Item 05
A negação da afirmação de que todo elemento satisfaz determinado predicado mantém o quantificador universal, resultando em que todo elemento não satisfaz o predicado.
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Gabarito: Errado
A negação do universal produz um existencial: existe elemento que não satisfaz o predicado. Manter o universal é o erro mais frequente do ponto.
"Negar todo elemento satisfaz produz existe elemento que não satisfaz. Nunca outra combinação de quantificadores."
A negação do universal produz um existencial: existe elemento que não satisfaz o predicado. Manter o universal é o erro mais frequente do ponto.
"Negar todo elemento satisfaz produz existe elemento que não satisfaz. Nunca outra combinação de quantificadores."
0/5
Você já domina esse ponto do edital. Hora de fixar de ouvido, no ritmo da prova.
Você pegou o padrão, mas ainda escapam detalhes que a banca cobra. Ouça a aula e feche essa lacuna agora.
É exatamente pra isso que esta aula existe. Ouça agora e volte pra zerar esse simulado.
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Trocar uma condicional pela recíproca parece uma simples mudança de ordem. Por que isso altera a resposta? Parece só trocar duas placas de lugar, né?
Então vamos tratar isso como o laboratório de tradução. Se uma única situação muda de resultado, a tradução vazou sentido. Perfeito.
Eu faço as traduções perigosas. Você acende a luz vermelha quando eu alterar o significado sem perceber. Duas fórmulas só merecem o rótulo de equivalentes quando coincidem em toda valoração possível, sem exceção em nenhuma linha da tabela.
Ignorar uma única linha divergente e ainda assim chamar as fórmulas de equivalentes é o erro mais comum nesse tema. Primeiro teste: noventa e nove linhas iguais e uma diferente. Passou?
Duas fórmulas são logicamente equivalentes quando coincidem em todas as valorações. Se duas fórmulas discordarem numa única valoração, ainda posso tratá-las como equivalentes? Não pode.
Uma única valoração divergente já desfaz a equivalência. O rótulo exige coincidência total, linha por linha, sem margem para uma exceção isolada. Na prova, que atalho confirma rápido se duas fórmulas coincidem em tudo?
A condicional pode ser reescrita como negar o antecedente ou afirmar o consequente. Essa tradução muda a forma, mas preserva exatamente o mesmo valor lógico. Essa tradução da condicional funciona em qualquer valoração?
A condicional P de prejetal Q equivale a P viso para Q. Reescrever assim ajuda a enxergar quando a condicional falha? Ajuda bastante.
Se a versão traduzida ficar falsa, é porque o antecedente é verdadeiro e o consequente é falso. Exatamente o único caso proibido da condicional. Usar essa tradução sem checar as duas partes separadamente costuma gerar conclusão apressada.
Que erro aparece quando alguém aplica essa tradução às pressas? A contrapositiva nega o consequente, nega o antecedente e inverte a ordem entre eles, preservando o mesmo valor lógico da condicional original. Construir a contrapositiva sempre garante fidelidade à condicional original?
A contrapositiva QP é equivalente à condicional original. Um item pode chamar de contrapositiva algo que só nega uma das partes? Pode chamar errado e vale desconfiar.
A verdadeira contrapositiva nega as duas partes e inverte a ordem entre elas. Negar só uma não basta. Negar apenas o antecedente e chamar o resultado de contrapositiva é a deformação mais comum desse ponto.
Que checagem rápida confirma se a contrapositiva foi montada direito? A recíproca apenas troca a ordem entre antecedente e consequente, sem negar nada. Por isso ela não é, em geral, equivalente à condicional original.
Trocar só a ordem das partes já basta para quebrar a equivalência? A recíproca QP não é, em geral, equivalente a PQ. Existe algum caso em que a recíproca coincide por acaso com a condicional original?
Existe, mas é coincidência de valores específicos, não regra geral. A recíproca como estrutura continua não sendo equivalente à condicional original. Tratar uma coincidência pontual como prova de equivalência geral é o raciocínio que a banca costuma testar aqui.
Como o examinador costuma disfarçar a recíproca como se fosse a condicional? Negar uma conjunção troca o "e" por "ou" e nega cada parcela separadamente. É essa tradução que a lei de De Morgan garante.
Negar só uma das parcelas já produz a negação correta da conjunção? Negar uma conjunção troca "e" por "ou" e nega cada parcela. Trocar o "e" por "ou" já basta, mesmo sem negar as parcelas?
Não basta nenhum dos dois sozinhos. A negação completa da conjunção exige trocar o conectivo e negar cada parcela ao mesmo tempo, segundo De Morgan. Fazer só metade da operação é o deslize típico de quem aplica De Morgan de memória, sem revisar o resultado.
Que erro aparece quando alguém aplica De Morgan pela metade? O erro comum é negar as parcelas e esquecer de trocar o conectivo, ou trocar o conectivo e esquecer de negar. De Morgan exige as duas ações juntas.
A negação de uma disjunção segue o mesmo caminho inverso da conjunção, trocando o "ou" por "e"? A conexão é o método. Estamos percorrendo equivalências, negações, contrapositiva, predicados e ordem dos quantificadores.
Cada parte conserva sua função e nenhuma autoriza importar a consequência da parte seguinte. Negar uma disjunção também exige negar as duas parcelas separadamente? Negar uma disjunção troca "ou" por "e" e nega cada parcela.
Existe algum atalho para lembrar essa troca sem decorar mecanicamente? Existe. Pense que De Morgan sempre inverte o conectivo e nega cada parcela.
Na disjunção, isso significa trocar "ou" por "e" e negar as duas partes. Que exemplo simples fixa essa troca de "ou" por "e" na negação? Negar a afirmação de que todo elemento satisfaz o predicado produz a existência de pelo menos um elemento que não satisfaz.
Basta um único elemento que falhe para derrubar a afirmação de que todo elemento satisfaz o predicado? Negar todo X satisfaz P produz existe X que não satisfaz P. O examinador pode trocar existe por todo ao negar essa afirmação universal?
Pode trocar errado e é isso que se cobra. Negar todo elemento satisfaz produz existe elemento que não satisfaz. Nunca outra combinação de quantificadores.
Manter o quantificador universal na negação sem trocá-lo pelo existencial é o erro mais frequente desse ponto. Como aplicar essa negação a um predicado concreto do domínio? Negar a afirmação de que existe um elemento que satisfaz o predicado produz que todo elemento do domínio não satisfaz esse predicado.
Negar a existência de um elemento virá a afirmar que nenhum satisfaz? Negar existe x que satisfaz P produz todo x não satisfaz P. O item pode confundir negar existe com apenas reduzir o domínio?
Pode confundir, mas a regra não muda. Negar existe elemento que satisfaz sempre produz todo elemento não satisfaz, sem reduzir nem trocar o domínio. Que exemplo ajuda a visualizar essa negação da existência?
Um predicado sozinho depende do domínio escolhido e da variável livre. Só o quantificador fecha a sentença e permite atribuir valor lógico a ela. Sem quantificador, um predicado já tem valor verdadeiro ou falso definido?
Predicados dependem de domínio e de variável. Quantificadores fecham a sentença. Mudar o domínio de um predicado muda também seu valor lógico final?
Muda sim. O mesmo predicado pode ser verdadeiro num domínio e falso noutro, porque quantificador e domínio juntos é que fecham a sentença. Julgar um predicado sem antes fixar o domínio é avaliar uma sentença que ainda não tem valor lógico definido.
Como identificar rapidamente qual é o domínio de um predicado na questão? A ordem dos quantificadores pode mudar tudo. Dizer que para todo elemento existe outro relacionado não é o mesmo que dizer que existe um elemento relacionado a todos.
Por que inverter para todo e existe altera o significado da sentença? A ordem de quantificadores pode alterar o significado. X ou que Y não equivale em geral a Y da X.
O item pode escrever as duas ordens como se fossem intercambiáveis? Pode escrever assim, mas erra. Para todo seguido de existe descreve algo bem diferente de existe seguido de para todo.
E a banca explora exatamente essa troca. Que exemplo simples mostra essa diferença de ordem entre quantificadores? Perceba que fixar primeiro o elemento universal e depois buscar o parceiro é diferente de fixar um único elemento que sirva para todos os demais.
Quando a questão descreve uma relação em cadeia, a ordem das palavras para todo e existe já decide o significado? Já decide. Se para todo vier primeiro, um único elemento precisa servir para todos os relacionados depois.
Se existe vier primeiro, basta um elemento que sirva a todos os demais. Ler as duas ordens como equivalentes é subestimar quanto a posição do quantificador universal exige. Um enunciado mal pontuado pode esconder qual quantificador vem primeiro?
Pode esconder, e por isso vale reconstruir a frase com calma. Identifique qual quantificador governa a sentença inteira antes de decidir se a ordem foi mesmo respeitada. Inverter mentalmente a ordem dos quantificadores ajuda a testar se o item exagerou?
Ajuda bastante. Reescreva a sentença com a ordem trocada e compare os dois significados. Se forem diferentes, a ordem original era essencial e o item não pode ignorá-la.
Um caso com um único elemento fixo é mais fácil de confundir as duas ordens? É mais fácil, porque com um único elemento fixo as duas ordens produzem o mesmo resultado por coincidência. O erro aparece quando o domínio tem vários elementos diferentes.
Que pergunta simples separa quem fixa o elemento primeiro de quem escolhe depois? Pergunte quem aparece primeiro na frase, quem é fixado antes de buscar o parceiro e quem só é escolhido depois, dependendo do elemento anterior. Inverter mentalmente essa ordem sem perceber é o descuido mais comum de quem lê rápido demais.
A banca pode nomear as duas ordens de quantificadores com o mesmo verbo para confundir? Pode usar o mesmo verbo, mas a estrutura continua diferente. Preste atenção em qual quantificador aparece primeiro no texto, não apenas no verbo que liga as duas partes.
Um exemplo com pessoas e números ajuda a fixar essa diferença de ordem? Ajuda. Imagine que para cada pessoa existe um número relacionado a ela e compare com a ideia de que existe um único número relacionado a todas as pessoas.
Essas duas ideias do exemplo custam o mesmo para provar ou custam esforços diferentes? Custam esforços bem diferentes. Provar que existe um número único que serve a todas as pessoas é muito mais exigente do que provar que cada pessoa tem o seu próprio número.
Então a ordem dos quantificadores também indica o nível de exigência da afirmação? Indica exatamente isso. Quanto mais cedo aparece o quantificador universal, maior a exigência da afirmação, porque um único elemento precisa valer para todos os casos seguintes Um item pode inverter a ordem só para parecer mais fácil de aceitá-la?
Pode inverter para soar mais fraco e mais aceitável. E é aí que mora a armadilha. Sempre reconstrua a ordem original antes de julgar se a afirmação é mesmo verdadeira.
Ao revisar uma lista de itens sobre quantificadores, vale marcar qual palavra aparece primeiro em cada frase? Vale muito. Marque sempre qual quantificador abre a frase, porque é essa posição inicial que determina se estamos diante da versão mais forte ou da versão mais fraca da afirmação.
Ignorar essa posição inicial é o motivo mais comum de trocar as duas versões sem perceber. Mudar apenas a posição de uma vírgula no enunciado também pode sugerir uma ordem diferente de quantificadores? Pode sugerir.
Então desconfie de vírgulas isoladas. O que decide a ordem dos quantificadores é a estrutura lógica da frase, não a pontuação superficial usada para separar as partes. Mesmas palavras, outra ordem.
É aí que o ouvido relaxa e a lógica muda por baixo dele. Pedem respostas diferentes sempre que a troca de ordem muda qual quantificador é fixado primeiro. Palavras iguais em ordem diferente não garantem o mesmo significado nem a mesma resposta.
Assumir que a mesma lista de palavras garante a mesma resposta é a deformação típica desse ponto. Deixa eu tentar. Para todo, existe, distribui escolhas.
Existe um para todo, procura uma escolha única. Vale fechar com o contraste do dia. Trocar a ordem dos quantificadores quase sempre muda a proposição, enquanto trocar a condicional pela contrapositiva não muda nada no valor lógico.
E aqui vem o contraste estranho. Quantificador trocado é perigo. Contrapositiva bem feita é tradução segura.
Porque a ordem dos quantificadores redefine quem é fixado primeiro, alterando o significado. Já a contrapositiva só reorganiza antecedente e consequente negados, sem tocar no valor lógico original. Eu consigo cometer esse crime em três segundos.
Vejo inversão nos dois casos e chamo tudo de equivalência. Pode tratar assim e errar feio. A contrapositiva preserva exatamente a condicional, mas inverter a ordem de quantificadores costuma produzir uma proposição totalmente diferente da original.
Existe algum quantificador que escapa dessa regra e permite trocar a ordem livremente? Só quando os dois quantificadores são do mesmo tipo, ambos universais ou ambos existenciais. Fora esse caso, a ordem entre quantificadores diferentes segue mudando a proposição.
Presumir que a exceção vale para qualquer par de quantificadores é generalizar um caso muito específico. E a contrapositiva continua confiável mesmo quando o domínio da sentença muda? Continua confiável.
A contrapositiva não depende do domínio, ela só depende da estrutura da condicional. Troque o domínio à vontade que a equivalência com a condicional permanece. A banca ainda pode misturar os laboratórios.
Troca quantificador e cola a etiqueta contrapositiva. Pode misturar para confundir. Separe sempre as duas operações.
Contrapositiva nega e inverte antecedente e consequente, enquanto trocar quantificadores é uma operação totalmente diferente, sobre outra estrutura. Então minha triagem é simples: estou movendo proposições inteiras ou estou mudando quem depende de quem? Pergunte se a frase tem antecedente e consequente, ou se tem para todo e existe.
A primeira estrutura pede contrapositiva, a segunda pede atenção à ordem dos quantificadores. Na contrapositiva, meu deslize é esquecer uma das duas operações: inverter e negar. Costuma vir de negar só uma das partes ou esquecer de inverter a ordem entre elas.
A contrapositiva exige as duas ações juntas para preservar exatamente a condicional original. Fazer só metade do procedimento produz uma fórmula parecida, mas que não é mais a contrapositiva verdadeira. Nos quantificadores, o deslize é deixar a ordem parecer decoração.
Ela decide a dependência. Costuma vir de ler o quantificador que aparece por último como se fosse o primeiro. Inverter essa leitura já muda quem é fixado antes e quem depende de quem depois.
Boa. Revisa lado a lado, mas não mistura. Uma tradução preserva, a outra troca, pode destruir.
Vale, porque a banca gosta de colocar os dois lado a lado. Um item cobrando contrapositiva e outro cobrando ordem de quantificadores, testando se o candidato confunde as duas regras. Me dá uma imagem curta para essa rigidez?
Algo que sobreviva ao cansaço da véspera. Existe. A contrapositiva é rígida no sentido de sempre preservar a condicional.
A ordem de quantificadores é rígida no sentido oposto, quase sempre proibindo a troca sem mudar o significado. Só neguei o antecedente e mantive a ordem. Posso carimbar contrapositiva?
Pode chamar errado. Negar só o antecedente não é contrapositiva, porque falta negar o consequente e inverter a ordem entre as duas partes da condicional original Esse meio caminho produz uma fórmula que parece contrapositiva, mas não preserva o valor lógico original. E pode trocar só um dos quantificadores, mantendo o outro no lugar?
Pode tentar, mas o efeito já muda a proposição. Basta mexer na posição de um quantificador para alterar quem é fixado primeiro e quem depende do elemento anterior. Nem quero apostar qual cai mais.
Quero um procedimento que funcione para as duas, sem depender de palpite. As duas aparecem bastante, mas a ordem de quantificadores costuma render mais pegadinhas, porque parece uma simples mudança de posição e, na verdade, redefine toda a proposição. Subestimar essa mudança de posição é o motivo mais comum de errar esse tipo de item.
Nos últimos minutos, a ordem dos quantificadores parece detalhe gráfico. É aí que ela fica mais perigosa. A ordem de quantificadores costuma pegar mais gente correndo, porque a mudança de posição parece inofensiva.
Já a contrapositiva costuma pegar quem nega apenas uma das partes sem inverter a ordem. Última tradução. Mesmas palavras, ordem trocada, preservou o sentido?
Trocar a ordem de quantificadores costuma mudar a proposição. Já a contrapositiva preserva exatamente a condicional. A armadilha é tratar a troca de ordem dos quantificadores como se fosse tão segura quanto a contrapositiva.
Isso. Reconheça o vocabulário, mas só marque depois de checar se a proposição preservou a ordem dos quantificadores e a estrutura da contrapositiva. E a imagem que fica é um laboratório de tradução.
Cada equivalência precisa conservar o resultado em toda valoração. Uma tradução lógica só é fiel quando preserva todos os casos. Sem esse teste, semelhança visual não garante equivalência
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