🎧 Aulas do edital · Legislação de Trânsito (CTB)

Resoluções do CONTRAN · Sinalização

Placa redonda, fundo branco, tarja vermelha: ordem ou aviso? Errar essa forma na prova custa a questão inteira.

Tópico do edital: Resoluções do CONTRAN — sinalização

Aula 11 de 14 de Legislação de Trânsito (CTB) · áudio de 12:20 · narração Prof. Brito · leitura de 9 min

Legislação de Trânsito (CTB) Peso no edital ★★★★★ Transcrição completa

Aula narrada · 12:20 · Prof. Brito

Resoluções do CONTRAN · Sinalização

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O que cai na prova, direto ao ponto

  1. 01

    As resoluções de sinalização formam o MBST, dividido em volumes: vertical, horizontal, semafórica e dispositivo auxiliar.

  2. 02

    Em conflito de sinalização, prevalece a ordem do agente de trânsito, depois o semáforo, depois a placa de regulamentação, e por último a marca no chão.

  3. 03

    Placa circular é regulamentação (ordem), losango é advertência (aviso), retângulo é indicação (informação).

  4. 04

    O anexo de uma resolução pode ser expressamente excluído do programa do edital, mesmo com o corpo normativo cobrado.

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  • Item 01

    Havendo contradição entre a sinalização semafórica e a ordem de um agente de trânsito, deve prevalecer a sinalização semafórica, por ser mais objetiva.

    toque em C ou E

    Ver gabarito e comentário

    Gabarito: Errado

    A ordem do agente de trânsito sempre prevalece sobre a sinalização, inclusive sobre o semáforo, sendo essa a exceção mais cobrada da matéria.

    "A ordem do agente sempre prevalece, inclusive sobre o semáforo"

  • Item 02

    Por constar expressamente do edital, o anexo de uma resolução do CONTRAN citada no programa também é cobrado integralmente na prova.

    toque em C ou E

    Ver gabarito e comentário

    Gabarito: Errado

    O edital pode excluir expressamente o anexo de uma resolução, de modo que apenas o corpo normativo integra o programa cobrável.

    "O edital exclui expressamente esse anexo. Só o corpo normativo entra no programa"

  • Item 03

    A placa de regulamentação de trânsito tem formato circular, com fundo branco e tarja vermelha, indicando proibição, obrigação ou restrição.

    toque em C ou E

    Ver gabarito e comentário

    Gabarito: Certo

    Placas de regulamentação são circulares, com fundo branco e tarja vermelha, e transmitem uma ordem ao condutor: proibir, obrigar ou restringir.

    "Regulamentação: círculo, fundo branco, tarja vermelha"

  • Item 04

    A marca de sinalização pintada no pavimento tem prevalência sobre a placa de regulamentação em caso de conflito entre as duas sinalizações.

    toque em C ou E

    Ver gabarito e comentário

    Gabarito: Errado

    A ordem de prevalência é agente, semáforo, placa de regulamentação e, por último, a marca no chão, que é a mais fraca da hierarquia.

    "Agente, semáforo, placa, marca no chão"

Transcrição completa desta aula (leitura opcional)

Cinco segundos, sem pensar. Placa redonda, fundo branco, tarja vermelha. Ela avisa de um perigo ou te dá uma ordem?

Ordem. E não uma ordem qualquer. Proíbe, obriga ou restringe?

Isso. Regulamentação. Círculo, fundo branco, tarja vermelha.

Boa. E essa pergunta boba decide questão de verdade nessa prova? Decide.

Quem erra a forma, erra a norma. E olha que isso é só a ponta de uma lista enorme. Quarenta e alguma coisa de resolução, né?

Vi essa lista no edital e quase fechei o PDF na hora. Mais de quarenta resoluções do CONTRAN, Conselho Nacional de Trânsito, só nesse item de sinalização. Mas a Cebraspe não cobra número de resolução isolado.

Então o que ela cobra de verdade? O conteúdo mesmo. Quem manda em cada esquina, a cor e a forma da placa, o peso do caminhão, o prazo esticado da pandemia.

Isso é o que separa quem estudou de quem só decorou lista. Então vamos por partes. Começa pelo nome estranho, o MBST.

Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito, o MBST. Ele é dividido em volumes, um pra sinalização vertical, um pra horizontal, um pra semafórica, um pra dispositivo auxiliar, tipo taxa e defesa. Dá um exemplo de cada um pra eu enxergar isso na rua.

O volume vertical é a placa em pé no poste. O horizontal é o que tá pintado no asfalto. Faixa, seta, zebrado.

O semafórico trata do próprio semáforo. Tempo de luz, sequência de cor. E o de dispositivo auxiliar cuida de coisa como taxa refletiva, defesa metálica, cone.

Ou seja, cada coisa que existe na via tem um volume dono. Tem. E cada resolução da lista- Aprova ou altera um desses volumes.

É basicamente isso que a lista inteira faz. Uhum. Agora o que decide questão de verdade é isso aqui.

Quando duas sinalizações diferentes brigam no mesmo cruzamento, existe uma ordem de comando. Como, como assim brigam? Imagina, o semáforo fechou pra você, mas tem um agente ali no meio da pista mandando passar.

E aí eu obedeço quem? O agente, sempre. Sempre?

Nem que o semáforo esteja verde pro outro lado? Sempre. A ordem do agente de trânsito vale mais que qualquer sinalização, inclusive o semáforo.

Depois vem o próprio semáforo, depois a placa de regulamentação e só por último a marca pintada no chão. Pera aí, a faixa pintada gigante ali no asfalto perde pra uma placa pendurada num poste? Perde.

Marca no chão é a última da fila. Isso não faz o menor sentido pra mim, sinceramente. Faz, se você pensar como plantão de operação.

Tem uma cadeia de comando ali na via. Como, como assim cadeia de comando? O agente é o comandante presente ali em tempo real.

A ordem verbal dele revoga qualquer papel. O semáforo é o rádio funcionando ao vivo. A placa de regulamentação é o memorando fixado no mural, escrito antes pra situação permanente.

E a marca no chão é a anotação antiga no livro de ocorrência. Vale, mas é a mais velha da casa. Então quanto mais ao vivo a ordem, mais peso ela carrega.

Exatamente. Comandante bate rádio, rádio bate memorando, memorando bate anotação velha. Mas pra que existir tanta camada?

Por que não simplesmente vale sempre o que tá escrito e ponto final? Porque a via muda de segundo em segundo e a placa não. Acidente bloqueou uma faixa, obra começou de madrugada, enchente tomou o acostamento.

O comandante presente enxerga isso na hora, o memorando não. Por isso ele tem que poder anular o que tá escrito. Faz sentido agora.

É segurança em tempo real vencendo regra parada no papel. Isso. Repete rapidinho a ordem completa pra eu gravar.

Quem vem primeiro? Agente, semáforo, placa de regulamentação, marca no chão. Nessa ordem, sempre.

Agente, semáforo, placa, marca no chão. Isso. Falando em placa, a gente já disse que regulamentação é círculo.

E o resto? Losango amarelo é advertência. Alerta de perigo à frente, curva, pista molhada, animal na pista.

Retângulo verde ou azul é indicação, rota, serviço, distância de cidade. Círculo manda, losango avisa, retângulo informa. É isso.

E a banca adora inverter. Inverter como? Dizer que a placa de regulamentação é losango amarelo, ou que a de advertência é círculo vermelho.

Troca a forma, muda o sentido todo da placa. E na prática, na estrada, isso confunde o motorista de verdade ou é só maldade de prova? Confunde sim.

Motorista cansado vê losango de longe e já acha que é aviso de velocidade, quando na real pode ser um retângulo de indicação de posto. A cor e a forma existem justamente pra você decidir num relance, sem ler a palavra toda. Então a régua é: regulamentação sempre círculo, advertência sempre losango, sem exceção.

Você decorou. E essa lista de quarenta tem uma resolução só de caminhão, né? Aquela clássica de fiscalização na BR.

Tem a resolução de pesos e dimensões. Ela fixa altura máxima, largura máxima e peso bruto total permitido pro veículo circular. E os números exatos, quais são?

Esses eu não vou chutar aqui no ar. Peso e dimensão de veículo pesado é tabela fina, varia por eixo, por combinação. Isso você confere direto na resolução antes da prova.

O que cai como conceito é: existe um limite, ele é fiscalizado na balança e passar do limite vira infração. Mas por que eu, que nunca vou dirigir caminhão, preciso saber isso pra ser aprovada? Porque quem aplica essa fiscalização é a própria PRF.

Imagina o cenário: balança na pista, caminhão carregado até o teto, motorista jurando que tá tudo certo. Se você não souber o que existe pra fiscalizar, não sabe o que autuar. Ah, então o edital não quer o número decorado, quer que eu reconheça a existência da regra pra aplicar ela na rotina.

Exatamente isso. Combinado. Tem também um grupo de resoluções de 2020, da pandemia, que prorrogou o prazo de validade de CNH e de vistoria, de licenciamento.

Ah, eu lembro dessa fase. Todo mundo com a CNH vencida e ninguém sendo multado. Exatamente essa lembrança.

O Contran editou uma leva de resoluções excepcionais só pra segurar isso enquanto os órgãos de trânsito estavam de portas fechadas. Prorrogou quanto tempo? Prazo exato de prorrogação também é coisa pra conferir antes.

Foi uma prorrogação temporária, ligada ao período de emergência, e mudou de uma resolução pra outra. O que a prova cobra é o fato. Existiu a prorrogação, foi excepcional, não virou regra permanente.

Ou seja, se a questão disser que esse prazo esticado virou regra pra sempre? Tá errada. Foi exceção de pandemia, não virou rotina.

E se aparecer uma questão hoje, anos depois, ainda usando esse prazo de pandemia como se estivesse valendo? Também tá errada. Prazo excepcional tem data pra acabar.

Passou o período de emergência, a regra normal de validade volta a valer. Isso me tranquiliza um pouco, porque decorar quarenta resolução ia me matar. Ninguém decora quarenta resolução.

O que a Cebraspe cobra de novo e de novo é o tema por trás, a hierarquia, a forma da placa, o peso como conceito, o prazo como fato. O número da norma sozinho quase nunca aparece. Então a estratégia é conteúdo, não número.

Conteúdo, não número. Mas então pra que o edital lista as quarenta se boa parte não cai direto? Pra delimitar o que é o programa.

E aí mora a pegadinha boa. Várias dessas resoluções valem exceto os anexos ou exceto as fichas. Como assim exceto o anexo?

A resolução inteira não entra? O corpo da resolução entra. O anexo, tabela técnica, ficha de sinalização fica de fora.

O edital já avisou isso escrito. Dá um exemplo de como isso aparece numa questão pra eu sentir o golpe. Pensa numa resolução que trata de sinalização de obra.

O corpo dela diz o princípio geral, quando sinalizar, quem é responsável. O anexo tem a ficha técnica de cada cone, cada placa temporária com medida exata. A questão pega justamente esse detalhe do anexo e apresenta como se fosse cobrável.

E não é. E não é, porque o próprio edital já excluiu. Então se uma questão cita uma resolução específica e detalha um anexo dela?

Desconfia. Ou é a exceção que o edital já excluiu, ou é dado pra você conferir, não pra adivinhar. Ah, então quanto mais específico e miudinho o detalhe sobre uma resolução isolada, mais a tenho que desconfiar.

Ou é exceção, ou é decoreba que a banca nem cobra de verdade. Confirmado. Vamos pro quadro?

Primeira: havendo contradição entre a sinalização semafórica e a ordem de um agente de trânsito, deve prevalecer a sinalização semafórica por ser mais objetiva. Certo ou errado? Pensa.

Errado. A ordem do agente sempre prevalece, inclusive sobre o semáforo. É a exceção que mais cai nessa matéria.

Segunda: por constar expressamente do edital, o anexo da resolução quinhentos e cinquenta e dois de 2015 também é cobrado na prova. Certo ou errado? Pensa.

Errado. O edital exclui expressamente esse anexo. Só o corpo normativo entra no programa.

Dois errados seguidos. A banca não facilita. Nunca facilita.

Fecha comigo. Ponto um. Todas essas resoluções, no bloco de sinalização, formam o MBST, com volumes separados pra vertical, horizontal, semafórica e dispositivo auxiliar.

Ponto dois: em conflito de sinalização, manda o comandante presente. Agente, depois semáforo, depois placa de regulamentação, depois marca no chão. Ponto três: círculo é ordem, losango é aviso, retângulo é informação.

Regulamentação, advertência, indicação. E lembra aquele desafio de cinco segundos lá do começo? Placa redonda, tarja vermelha?

Agora você sabe. Era ordem. E sabe também porque a marca no chão perde até pra placa no poste.

E a pegadinha final? Se a questão citar número de resolução específico e afirmar algo bem detalhado sobre ele, um anexo, uma ficha, um prazo em dias, desconfia. Ou é exceção que o edital já avisou, ou é dado pra conferir.

Não dá pra adivinhar pelo estilo da frase. Não dá

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